<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561</id><updated>2011-10-31T14:02:48.905-02:00</updated><category term='Roteiros'/><category term='Mesmices'/><category term='This Carnival is Over'/><category term='Desenhos'/><category term='Vídeo'/><category term='Cartas'/><category term='Apaixonado'/><category term='Loucos'/><title type='text'>...palavras, restos de roteiros, de mim e outros...</title><subtitle type='html'>Como canto de um quarto do apartamento azul. Janelas abertas, papéis voam. Trechos de roteiros, restos de cartas velhas, pedaços de mim.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>128</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-3472885555462310169</id><published>2008-04-08T11:28:00.001-03:00</published><updated>2008-04-08T11:29:23.474-03:00</updated><title type='text'>Fazer como fazem as senhorinhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando eu era um garoto ouvia Legião até sem querer ouvir. Lembro que me assustava quando ouvia “...ela se jogou da janela do quinta do andar...”, era incompreensível para mim, ainda criança, que alguém pudesse se jogar de tal altura. Anos mais tarde um colega de colégio seguiu os mesmos passos criados por Renato Russo em sua letra. Aquilo tudo soava absurdo demais pra mim. É claro que eu imaginava a vida de todos como a que eu tinha, e minha era muito boa graças ao esforço dos meus pais. E mesmo anos mais tarde, compreendendo a diferença de realidades, o vácuo ou o abismo que existem entre as pessoas, não consegui encontrar justificativas convincentes para esses episódios voluntários.&lt;br /&gt;Não me dei conta, mas a violência, não sei se por ser mais noticiada, invadiu minha vida ao ponto de me fazer pensar 3 vezes antes de sair de casa. Agora foi do sexto andar, e alguém a jogou. Apenas uma garotinha prestes a completar seis anos. Dizem que foi o pai com ajuda da madrasta, outros dizem que foi um “ladrão” que nada levou a não ser a vida da pequena Isabella. É quando acho que não ouvirei nada mais absurdo, como assaltantes que arrastam crianças por quilômetros nas esquinas do Rio, ou filhos que são abandonadas na beira de estradas, pra não dizer dentro de sacos plásticos em lagos como o caso da Pampulha, e me dou conta de como o mundo se estragou, de como os vilões estão próximos e que as vitimas, vulneráveis, são nossas sementes, o futuro.&lt;br /&gt;Tudo isso provoca em mim um sentimento de recolhimento. Sim, se eu tivesse uma carapaça, uma concha, eu viveria trancado dentro dela, levando para dentro o necessário básico para sobreviver. O desejo muitas vezes é de descomplicar a vida. Trocar as saídas de fim de semana, divertidas, mas muitas vezes arriscadas demais. Nunca se sabe como será o voltar. A vontade é me entregar à entrega dos meus pais, que anseiam em largar tudo para aproveitar dias tranqüilos numa chácara, plantando folhosas, cuidando de galinhas e se divertindo com o Paco e a Lara.&lt;br /&gt;Esse desejo me toma sobretudo agora que tenho um amor. Posso entender um pouco mais os meus pais (entendam pais como os pais de antigamente, que se sacrificavam pelos filhos e que não os sacrificavam em troca do nada). Hoje, amando, temo pelo meu amor. Descubro dia-a-dia que amar é se preocupar, zelar, é ter a dor de outra pessoa como a sua. E diante da impotência que os noticiários me presenteiam, diante dos absurdos que proliferam sem que ao menos possamos descobrir os verdadeiros culpados, eu vou convivendo entre o viver e o viver menos. Me limitando, calculando passos, fechando vidros, olhos atentos a movimentos estranhos. Para viver é preciso perder um pouco o prazer de viver.&lt;br /&gt;Já que não posso me recolher como desejaria, me apego aos apelos das senhorinhas e entrego a vida nas mãos de Deus. Ele soube me guiar até hoje e isso não vai mudar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-3472885555462310169?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/3472885555462310169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=3472885555462310169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/3472885555462310169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/3472885555462310169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2008/04/fazer-como-fazem-as-senhorinhas.html' title='Fazer como fazem as senhorinhas'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-937652501044514907</id><published>2008-01-04T16:50:00.001-02:00</published><updated>2008-01-04T16:50:59.600-02:00</updated><title type='text'>Eu (versão 2008)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sou daqueles que se perdem num segundo. Daqueles instáveis que migram da euforia absurda ao desanimo real. Sou daqueles que esperam o novo, que se cansam e que não se cansam de se cansar. Sou daqueles que colecionam algumas rejeições, que não entendem de sentimentos complexos, coisas complicadas, peças pequenas, situações mal resolvidas, amores pensados e orgulho ferido.Sou daquele que erra sabendo que está errando. Mas também sou daqueles que se colocam a consertar as coisas mesmo que o manual de instruções esteja em chinês. Sou daqueles que sentem inveja e que fazem de tudo pra que ela não seja percebida, pois sou daqueles que sentem medo de ser mal interpretados, mesmo que não haja justificativa para o egoísmo. Sou daqueles que sente dor e ainda consegue sorrir vomitando uma piada qualquer.Sou daqueles que geralmente querem mais do que podem carregar. Daqueles impacientes, ansiosos, no anseio doido de amar, de chegar ao fim, de encontrar soluções práticas, respostas curtas e satisfatórias. Sou daqueles que querem tornar fácil o que aparenta dificuldade. Mas sou daqueles que conseguem complicar o que é simples. Sou daqueles teimosos insistentes, chatos, mesquinhos, mas que quando encontram um olhar sedutor deixam tudo pra lá. Por isso que também sou daqueles que se apaixonam fácil, mas não pense que sou daqueles que se vê em uma esquina qualquer. Eu sou daqueles que reclamam falta de sorte. Que perpetuam pouca fé, que não rezam, que não desejam o impossível. Eu sou exatamente daqueles que acreditam no que vêem. Daqueles que contam centavos, que se vislumbram com brilhos, coisas multicoloridas, falas pausadas, silêncios em momentos acertados, surpresas mágicas, encontros inesperados. Sou daqueles que valorizam o acaso, o estranho, o diferente, o incomum. Sou daqueles românticos patéticos que crêem em encontros nas calçadas das ruas movimentadas.Sou aquele como qualquer outro. Sou daqueles que tentam ser engraçadinhos com as palavras. Sou daqueles que tentam te encantar com letrinhas, com ternura, com sinceridade exacerbada... será? Sim, eu sou dos sinceros. Sou aquele de sempre. O vizinho metido, o primo esquisito, o amigo excêntrico, o filho chato. Eu sou bem comum mesmo. Mais que isso é outra pessoa que não eu. Daqueles outros que não sou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-937652501044514907?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/937652501044514907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=937652501044514907&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/937652501044514907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/937652501044514907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2008/01/eu-verso-2008.html' title='Eu (versão 2008)'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-4998207534197837400</id><published>2007-12-30T17:02:00.001-02:00</published><updated>2007-12-30T17:02:55.144-02:00</updated><title type='text'>As plantas da minha avó</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Minha avó partiu. Mesmo que sua partida parecesse inevitável por arrastados mais de vinte anos, eu não disse o quanto a amava e hoje durmo me perguntando se ela sabia disso. Para me confortar, os amigos dizem que sim. Mas não sei, ainda assim preferia ter dito. Queria ter ido vê-la mais vezes. Contar da minha vida, dos meus planos, das minhas coisas. Queria ter sido mais neto e deixar que ela fosse mais minha avó. Esquecer um pouco essa coisa de mundo e me dedicar ao amor que tínhamos um pelo outro.Por outro lado tenho as melhores histórias para contar sobre ela. Orgulhosamente mais do que qualquer outro neto. É certo que sempre me senti como o filho caçula dos meus avós, o que fez que por um tempo eu visse minha mãe como uma irmã mais velha. O que tenho hoje são as lembranças dos dias ensolarados da minha infância com minha avó me levando para cima e para baixo. Aquela mulher de unhas grandes, rosas, personalidade forte, engraçada sem querer ser. Essa era minha avó.Durante muito tempo achei que as pessoas a temiam. Hoje percebo, talvez por que minha mãe tenha herdado o mesmo gênio, que ambas são admiradas e muitas vezes a admiração e o respeito se confundem com temor. A verdade é que minha avó, ainda que analfabeta, ainda que errando em palavras simples como vassoura ou maçã, era uma mulher à frente do seu tempo e por isso tenho orgulho de dizer que era incompreendida por ela mesma na grandiosidade que nem ela sabia existir dentro dela.Vou fazer questão de a cada novo amigo, cada bisneto, cada pessoa que cruzar o meu caminho a partir de agora, vai saber da Dona Nega e suas histórias. Das colchas de retalhos, os tricôs, as almofadas, o pé balançando onde ela me colocava de cavalinho, a adoração por plantas, o cural de milho, arroz doce, feijão com barra de chocolate! Não se pode esquecer coisas tão simples e tão amáveis. Não dá para esquecer a imagem dela andando pela cidade com minha foto estampada na camiseta.Minha avó partiu e com ela uma parte grande de mim. Num mundo tão duro e desconfiado, onde tudo é descartável, até mesmo os sentimentos, perder uma pessoa que nos amava com todo o amor sincero, é mais que motivo para luto. É uma perda que nem o tempo ou que novos amores poderão reparar. O amor da minha avó por mim era único e eu lamento nunca mais provar que fosse um tiquinho dele.O que me deixa feliz realmente é que ela foi esperta como eu imaginava e deu um jeito de ficar por aqui. Seja nas fotos, nas suas tranqueiras, nas suas plantas, nos filhos e nos netos. Minha avó era uma jardineira que plantou não apenas as arvores e as flores que estão vivas e crescendo por ai, ela plantou pessoas que certamente serão gratas a ela sempre por esse gesto tão puro de Dona Nega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-4998207534197837400?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/4998207534197837400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=4998207534197837400&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/4998207534197837400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/4998207534197837400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/12/as-plantas-da-minha-av.html' title='As plantas da minha avó'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-5535561300653250848</id><published>2007-09-17T22:51:00.000-03:00</published><updated>2007-10-22T11:01:19.126-02:00</updated><title type='text'>Nada de nada de nadinha de nada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quase escrevi um texto engraçado. Destes com rimas fáceis, sonoros, divertidos, pensados demais. Quase escrevi algo que fizesse você rir pra falar do recomeço. Como sempre, você que não é você. Você que apenas uma massa sem cor, sem modelagem, sem cheiro e sem som. Você que é apenas uma massa que ainda insisto caber na forma que tenho em casa. Você que injustamente chamo de você. Ora porque não quero lhe dar nome, ora porque penso que você não existe, ora porque você já existe e conhece o meu olhar. Você, a quem não sei mais se espero ou se procuro, em algum lugar deve estar. Volto a becos escuros procurando uma forma de me enganar. De enganar mais um dia, tapear algumas horas, acordar tarde, com um gosto amargo de final que não acaba. Estou recomeçando. Não há o que faço melhor do que recomeçar. Se estamos recomeçando todos os dias então estou falando desse recomeço consciente. Aquele repleto de promessas, de listas com tarefas, frases proféticas, posturas reguladas, metas traçadas, estratégias debatidas com os amigos. É deste, e novamente deste recomeço que falo. Mais uma vez. É quando percebo que é um breu, aparentemente como aqueles becos, mas com saídas para todos os lados. Vou subir num caixote alto, ver a cidade, repetir canções de dias apertados e pensar em você que ainda é uma massa sem forma, sem nada, sem nada de nada de nadinha de nada de coisa alguma. Você que é apenas um pronome. Estou te esperando, ou procurando. Não sei. Você sabe que é você, então venha logo ou faça um sinal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-5535561300653250848?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/5535561300653250848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=5535561300653250848&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/5535561300653250848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/5535561300653250848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/09/nada-de-nada-de-nadinha-de-nada.html' title='Nada de nada de nadinha de nada'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-1271402523968822714</id><published>2007-07-11T09:17:00.000-03:00</published><updated>2007-07-11T09:18:28.358-03:00</updated><title type='text'>.a volta?.</title><content type='html'>Voltar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-1271402523968822714?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/1271402523968822714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=1271402523968822714&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/1271402523968822714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/1271402523968822714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/07/volta.html' title='.a volta?.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-4128291306399379912</id><published>2007-05-25T13:21:00.001-03:00</published><updated>2007-05-25T13:21:59.256-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>.um instante sem foco.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma canção abafada que cheira a coisa caseira misturada com frio intenso e dores baixas e passageiras. Um instante sem foco. O bilhetinho eletrônico denuncia seu arrependimento e agora se pode dormir com alivio no coração. Acorda assustado no meio da noite, sente o gelo da madrugada e aos poucos percebe nada perdeu. Não perde mais o sono, logo mais é cedo e tão cedo pra realizar seus planos infantis. Logo esse instante estranho dos perdidos vai se tornar história velha e vai buscar lá nos braços de sempre o abraço que renunciou. Sacolejar no trem da felicidade calma, dos dias de saudade, nesse primeiro ano de seus novos suspiros. Dorme na nuvem que o abraça, em lençóis tão iguais e invejados. Dorme calmo pois logo irá acordar. Seu instante triste e sem foco é só a punhalada daquela coisa que sempre o salvou no último minuto. Mas mais uma vez o pesadelo acabou e ele pode vomitar os parafusos e os sapatos desamarrados e se preparar pra ir na rodoviária. Basta acordar na próxima manhã de maio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-4128291306399379912?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/4128291306399379912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=4128291306399379912&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/4128291306399379912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/4128291306399379912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/05/um-instante-sem-foco.html' title='.um instante sem foco.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-1078101894988580877</id><published>2007-03-19T10:39:00.000-03:00</published><updated>2007-03-19T10:40:28.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Quando se caminha sem brilho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;J&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;á posso sentir o frio no vento da manhã. Caminhar na rua com a lembrança recente de geladas palavras que não voltam mais ao que eram. Pensamentos abstratos, diluídos na mente e que ao virar esse símbolo de algo que incomoda ou que martela ou que acomoda a aflição, já não volta a ser apenas o silêncio de momentos atrás. “Guarde para mais tarde”, é assim que ouvi. Não posso deixar que minhas palavras virem celas de uma prisão então tenho que evitar teimar pelo caminho de brilhantes. Perde um pouco da mágica, pois nunca desisti por achar que trariam o sapato em tamanho acertado para essa caminhada. E que não faltaria cumplicidade. Talvez tenha sido construído um mundo que não existe, e devo romper com esse jeito maldito de pensar. Vou perder os brilhos nos ventos frios das ruas. Vou perder trechos de belos sonetos nas manhãs comuns. Dias como qualquer outro, perder cena a cena os belos planos jamais feitos. Conviver com o cinza que me embalou e esquecer, como se meus olhos jamais tivessem visto, o colorido que surgiu quando já estava quase cego. A força me empurrou pra margem, e se falo outra língua que não separou palavras pra descrever o apelo, devo me agarrar num galho de espinhos que me arranham e que me farão aprender na dor e nas coisas comuns. Pode ser que eu seja salvo ou pode ser que acabe como sempre acabou. No fim das belas palavras, que secam, que somem até nada a ser. Até ser silêncio e vazio num coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-1078101894988580877?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/1078101894988580877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=1078101894988580877&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/1078101894988580877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/1078101894988580877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/03/quando-se-caminha-sem-brilho.html' title='Quando se caminha sem brilho'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-8091076456173906874</id><published>2007-03-15T00:22:00.000-03:00</published><updated>2007-03-15T10:34:21.862-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Brega</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão posso mais fingir, esconder no olhar. Não tenho mais a força de inventar sorrisos e momentos que já não existem. O coração sabe o que preciso e já não me satisfaço em imaginar lá onde tudo era tão pequeno e tranqüilo. Debaixo de goiabeira de goiabas bichadas, o avião levando o “Brinquedo” que fazia todos chorarem e seus lenços brancos. A moça engraçada de cabelo rosa gritando no rádio, o monstro famoso dançando no cemitério me dava arrepios e mesmo assim tudo era tranqüilo. Eu queria mesmo voltar lá, nas luzes grandes amarelas. Me lembro delas e de todos aqueles insetos em volta. Queria poder dormir no banco de trás e não prestar atenção em briga alguma de adulto. Ficar vendo o céu de estrelas e de postes iluminados. Ver passar como em fundo de desenho, repetindo imagens e nunca me cansar de assistir. Ser pego no colo sem que precisasse deixar de sonhar, sem ter que acordar pra ver o mundo mudar, sem ter que partir, sem nunca ter que partir. Queria voltar e ter mais do que sangue proibido pra oferecer. Te levar comigo e dividir contigo os meus brinquedos. Dois pequenos dividindo a mesma dor que talvez ainda não doía. Eu te mostraria que há um mundo debaixo da mesa da cozinha, rindo de dedões e comendo suspiro. Inocência cúmplice e solidão nunca mais. Queria muito poder voltar e te levar comigo. Que fosse meu vizinho, que emprestasse seus cadernos, que excluísse todos os outros por mim. Eu faria o mesmo. Eu te defenderia, apanharia por você. Cada toque seria um toque puro de reconhecimento, um se encontrando no outro, daquelas desgraças que eles nunca entendem. Eu preciso voltar lá com você. Não é justo não nos deixarem fazer isso. Tudo agora seria diferente. Não existiriam tantos medos, todos esses becos, essa distância, esse mundo que ignora o que estamos sentindo. Faltou você naqueles singelos dias. Nas tardes cheirosas de produto de limpeza onde você era apenas um amiguinho imaginário que um dia deixei de crer. Deixei de acreditar e as luzes amarelas se apagaram. E antes que eu pudesse lamentar mais do que faço hoje você chegou. Tarde pra me ver sem a armadura, mas cedo pra ouvir o quanto me faltou e o quanto ainda quero estar ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-8091076456173906874?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/8091076456173906874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=8091076456173906874&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/8091076456173906874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/8091076456173906874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/03/brega.html' title='Brega'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-8099015474366955260</id><published>2007-02-24T14:41:00.000-02:00</published><updated>2007-02-24T14:44:19.369-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Dream come true</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ive sonhos em dias passados. Um batuque primitivo. Um carro moderno, uma noite quente e estrelada. Uma avenida a beira mar. A onda batendo vendo o mundo passar. Aquele querer misterioso. A dúvida familiar. O vazio crescente. A tristeza ali do lado sorrindo ingênua sem saber o seu papel naquela cena. Do outro lado a imensidão sem fim de possibilidades intermináveis. Repleta de doces surpresas. De castelos construídos com carinho. Camas com lençóis limpos. Sol e barulho de vento em copa de árvore. E nada, nem o querer pulsante e vivo me tirava daquela estrada de sonhos impossíveis. Quis muito sem saber o que queria. Sem saber se teria, sem saber se o terei. Sonhos e sonhos e abafadas noites no lado proibido de tudo. Naquele canto que poucos ousam caminhar. Naquelas areias sensíveis, que choram quando se pisa, de grãos delicados e brilhantes. Não se pode sair dali sem tais sonhos, sem que se queira sair. Esperei que fosse pra mim. Entoado ao som de instrumento familiar. Comigo você não pinta e não borda. Não faz declaração no meio da rua. Será que não permito tal deslize? Será que faço errado em mergulhar no mar? Viveu lá as várias possibilidades do amor, de forma doentia, sem saber se amava, sem que lhe dessem a esperança. E talvez estejam todos cansados demais para atravessar de lá pra cá. Não há mais “kamikazes”. Há palavras velhas escritas e imortalizadas em peitos fechados que recorrem a velhos amores para não ter que fazer a viagem até aquele lado, onde a noite é abafada, onde a areia choraminga e onde os sonhos te levam ao fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-8099015474366955260?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/8099015474366955260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=8099015474366955260&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/8099015474366955260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/8099015474366955260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/02/dream-come-true.html' title='Dream come true'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-109777007140648843</id><published>2007-02-23T16:28:00.000-02:00</published><updated>2007-02-23T16:29:24.640-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Pequena mordida das esperas da vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;into uma perturbação e não dou muita atenção. Quando me perturba demais eu vou ver é uma formiga me picando. Será que ando doce? O cucurucu tá nos 50°, calor infernal, não pertence a esse pedaço de terra alta da serra. Os dias tornaram-se exercício de imensa paciência. Espera daqui, espera dali, espera de todos os lados e as únicas que parecem se importar são essas minúsculas formigas que me picam pra dizer que ainda estou vivo. Será que é isso o que elas querem dizer? Ou será que querem, de pequena dolorida e de pequena mordida, levar a esperança pra longe de mim? Tenho que descobrir onde fica esse formigueiro. Preciso de esperança e mais do que isso, preciso de respostas, preciso de ações, preciso parar de ter que multiplicar paciência. Isso e o calor vai causar um imenso curto circuito! Tenho que parar com esse vicio de querer chegar em casa e escancarar a janela pra deixar a brisa, suave brisa, me lembrar no silêncio da noite quente, que ainda há chance e que tudo vai dar certo. Mas é um vicio, e como todo vicio, vai me levar de certo a uma rua escura com fundo infinito. Preciso saber o que há depois daquele ponto. Preciso decifrar melhor tuas palavras. Preciso escrever cartas e mais cartas. Preciso ir fundo no fundo profundo do formigueiro. Preciso de paz. Sorrir em paz e alivio. Enquanto isso, por favor, um pouquinho mais de virgindade!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-109777007140648843?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/109777007140648843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=109777007140648843&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/109777007140648843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/109777007140648843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/02/pequena-mordida-das-esperas-da-vida.html' title='Pequena mordida das esperas da vida'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-2680132635322412165</id><published>2007-02-20T07:31:00.000-02:00</published><updated>2007-02-20T07:49:21.753-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Do lado de fora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;inguém entende quando conto essa historinha. É terrível perceber que não sou o que os outros me convenceram que eu era. O mais terrível que me convenceram com a minha ajuda, com a minha patética contribuição apoiada por medos que explico com a historinha. Era Natal. Acho que 1986, lembro que meu irmão era ainda um embrulho chorão e com cara de joelho, então só pode ser em 1986. Passávamos o Natal na casa da tia “rica”, que tinha a maior casa, o maior quintal para que eu e meus trezentos primos pudéssemos brincar. Aquela grande casa tinha quintal na frente, quintal nos fundos, quintal embaixo. Tinha até uma casa na parte de trás. Um quarto e cozinha bem parecido com o que morava na época com os meus pais. Os filhos dessa minha tia tinham os brinquedos que sonhava ter, então ir na casa dela, seja no Natal seja em qualquer dia do ano, era como ir na Terra do Nunca. Espaço pra correr, brinquedos pra brincar, outras crianças dividindo a infância comigo. Essa historinha não é uma lamentação sobre o que eu não podia ter na época. Não é uma daquelas histórias que a gente guarda pra mais tarde jogar na cara de um filho mimado mostrando pra ele o quanto poderia ser difícil a vida dele. Minha vida não foi difícil. Não ter o gato guerreiro do He-Man ou o Pogoboll não era nenhuma dificuldade pra mim, não serei hipócrita. Estávamos brincando no imenso quintal que ficava entre os fundos da casa da frente e a frente da casa dos fundos quando os adultos chegaram. Chegaram correndo e entraram no pequeno quarto e cozinha. Eu nem teria percebido se eles não tivessem deixado entrar com eles todos os meus primos pequenos como eu. Aquele quintal nunca foi tão grande. Só havia eu ali, sem saber se era do lado de dentro ou do lado de fora. Bati que queria entrar e eles riam. Na porta da cozinha da casa grande as mulheres riam limpando as mãos nos aventais. Lá dentro, risadas de crianças misturadas e risadas de homens misturadas com barulhos de ferramentas. Eu tinha cinco anos e queria entrar. Eu não tinha idade pra entender daquelas risadas, o por que de me deixarem do lado de fora, mas entendia perfeitamente que haviam deixado entrar todas as crianças. Comecei a chorar e então eles riam mais ainda. Não estava curioso, não estava irritado com os risos, estava apenas me sentindo excluído, me sentindo pela primeira vez diferente dos outros. Mas antes que o meu choro pudesse se transformar num desespero total a porta se abriu, as crianças saíram correndo, meus tios e primos mais velhos também, até que sai meu pai com uma pequena bicicletinha. Não tenho como dizer como ela era, talvez azul e branca com rodinhas, realmente não lembro. Em fim, o primo que não tinha bicicleta agora tinha a sua. Logo eu estava cruzando todos os quintais com minha bicicleta e esqueci o que tinha acontecido. Achei que havia. Não sei como era a bicicletinha mas sempre me lembro, as pessoas sempre me fazem lembrar daquele dia. Quando contei para um amigo, a quem confiava muito, sobre essa história, ele simplesmente disse que a gente lembra daquilo que queremos lembrar. Mais ou menos como se lembrar apenas das vezes em que apanhamos, que sofremos, que doeu, que foram injustos com a gente. Quis dizer que nos lembramos disso porque nos favorece e que ao lembrar dessa história eu estava ferindo a boa intenção dos meus pais naquele dia. Traduzindo: ele me chamou de filho ingrato. Entendo perfeitamente a necessidade dos meus pais em me fazerem surpresa naquele dia. Até entendo que deixaram as outras crianças entrarem, de fato não teria chamado a minha atenção se só os adultos tivessem entrado com uma caixa do tamanho da bicicleta que eu ainda não tinha. Foi a forma que eles encontraram, ou melhor, que eles escolheram de presentear naquele Natal. E como entendo, sempre esperei que entendessem também o que tal episodio causou. Gostaria muito que entendessem que não consegui esquecer e não foi pra jogar na cara ou arrancar alguma piedade de alguém. Na verdade eu não sabia porque me lembrava dessa história todos esses anos, e hoje acho que aprendi, ou entendi muitas das coisas que aconteceram entres esses 21 anos. A dor da exclusão, talvez germinada numa coisa tola de surpresa de Natal, ficou latente e se tornou o grande Bicho Papão. Não se diz o que uma pessoa sente, não se diz o que uma pessoa deve fazer com suas histórias. As vezes elas se repetem com novos personagens, com as mesmas “boas intenções”, com um pouco de falta de consideração ou de atenção. As vezes se exclui sem saber que está excluindo, sem saber a dor que isso causa no outro. Pessoas amigas, pessoas queridas, pessoas que amamos e nos amam, percebem onde dói a dor no outro e a evita. É por isso que elas se amam, entre as coisas boas todas, está a de amenizar as ruins. Levei muito tempo acreditando que eu estava errado. Passei muito tempo ajudando os outros a me convencerem que minha forma de me doar, que o meu jeito de amar estava errado. E hoje, exatamente hoje, uma única pessoa, que está a quilômetros de distância de mim, consegue entender se não o por que dói, compreende pelo menos que dói, e isso basta pra me poupar e me proteger como fazem as pessoas que nos amam. Não vou declaram guerra dessa vez. Meu país declarou paz e vai continuar assim. Pedi muitas desculpas por coisas que não fiz só porque me convenciam que tinha feito. Não vou mais entrar na onda do descontrolado que perde a razão porque demonstra o que sente. Aprendi uma lição nesse carnaval. O mundo é muito grande. Hoje não preciso mais chorar na porta, do lado de fora. Existem inúmeras portas, se não me abre essa, pouco importa se o que você tem ai dentro é uma bicicleta, eu vou procurar outra. Não se deixa um amado do lado de fora, nunca. E sem piedade, e sem revolta, e com certa magoa, e agora com certa esperança. Mais do que nunca contando dias. E antes que me ligue (se ligar) eu sei do fundo do meu coração que não foi de propósito, mas dói mesmo assim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-2680132635322412165?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/2680132635322412165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=2680132635322412165&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/2680132635322412165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/2680132635322412165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/02/do-lado-de-fora.html' title='Do lado de fora'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-5623674542317357245</id><published>2007-02-16T23:49:00.001-02:00</published><updated>2007-02-16T23:49:55.281-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>Casamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e peça em casamento e sejamos felizes. É! Simples assim! Você chega com um anel grande, daqueles de joalheria chique que nem a do shopping, sabe? E não importa se for à prazo, quem pode me dizer que esses ricos por ai não compram esses carrões à prazo? Eu sei que você não é rico, pouco importa. Quero casar com você mesmo assim. Coisa na igreja, de padre, madrinha, Ave Maria, arroz e briga na festa. Arranja um carro bacana com um daqueles seus chefes bacanas. Mas tem que ser coisa bacana, se não fica feio na foto. E por falar em foto, agora tem uma tal de fotojornalismo, coisa fina. A sobrinha da patroa da Veruska que fez. Vou parecer uma princesa! Passo do dia no salão do Cleyton, faço unha com a Menininha, maquiagem com a Jéssica e cabelo com o Tonton e pronto! O vestido? Vou com Dona Zéfina lá naquela rua das Noivas. Ela olha e guarda assim na cabeça. Ai chega e faz igualzinho naquela maquininha dela. Aquela que você reclama do tec tec tec tec na madrugada! Também, pra dar de comer pro bando que ela colocou no mundo, tem que costurar dobrado. Bolo com recheio de pêssego. Não quero nem saber! A Juju é alérgica a pêssego, mas eu amo. Quero muito pêssego, muito, com calda escorrendo. Cobertura de glacê, com cereja, aquelas bolinhas prateadas, e quatro andar, que nem o barraco da Valdirene. Um espetáculo! Bolo de casamento é assim, quanto mais alto mais chique. Falta as duas taças que eu mesma vou comprar nas Americanas. Você compra champanha da boa, não vai comprar sidra que eu peço a separação ali mesmo. Apesar que separar assim depressa é tão chique. E a gente nem precisa dividir os presentes. Então me pede em casamento. Com um anel bem lindo. Ajoelha assim na minha frente, diz coisas bonitas, coisas bonitas só pra mim. Vamô realizar nosso sonho, nossa casinha, o casal de filhos, os fins de semana na praia, os churrasco, a faculdade das crianças. Seria muito mais fácil, tudo mais fácil, se você não fosse apenas um retrato.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-5623674542317357245?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/5623674542317357245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=5623674542317357245&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/5623674542317357245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/5623674542317357245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/02/casamento.html' title='Casamento'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-8768838169987955089</id><published>2007-02-13T13:33:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:30:25.885-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>O regime semi-aberto de Pano de Chão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando apareceu na rua, o país ainda acordava sem saber quem era o pequeno João Hélio. Os dias pareciam estranhamente calmos, a brutalidade está sempre lá, no outro. O desespero, a dor, a perda nos comove e só. Mas quando Pano de Chão decidiu que a rua Alemanha seria o seu próximo lar, talvez intuísse que poderia encontrar ali um canto para repousar seu sofrimento. O vi apanhando de um vizinho, desconhecido pra mim como a maioria, ao dormir encolhido na frente de seu portão. Não reagi. Não enfrentei e confesso o quanto sou covarde de peitar essas pessoas. Então escrevi aquele &lt;a href="http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/ao-pano-de-cho.html"&gt;&lt;em&gt;texto&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; de dias atrás. E quando escrevi eu não imaginava os rumos da minha história com Pano de Chão. Prefiro escrever isso agora do que esperar para descrever, a quem sabe daqui quarenta anos, como lembranças da juventude em Diadema. Como recordações dos meus queridos pais, como os que nomeiam ruas ou inauguram bustos em praças. Se Pano de Chão escolheu nossa rua entre tantas outras é porque certamente algo ele queria e algo ele podia nos dar em troca por isso. A vida passa com poucos brilhos. As pessoas vão se tornando repetições de mesmices, não se pode esperar mais de ninguém, muito menos de si mesmo, vide a minha atitude ou melhor, não-atitude, com o vizinho infeliz. Meus pais sempre me surpreendem com uma carta mágica na manga. Generoso, meu pai, colocou um punhado de ração do Paco e da Lara, na calçada. No dia seguinte um pouco de água num pote de margarina, e no outro dia, para desespero do casal de salsichas, Pano de Cão dormia na garagem. É o limite, mas é o melhor do que qualquer outra pessoa da rua que ou distribui pancada para o cachorro ou simplesmente ignora a sua presença. Brincamos que ele está em regime semi-aberto, dorme durante a noite na garagem e passa o dia na rua com suas estripulias caninas. E desde aquele momento, chorando ao se proteger do temporal que caía, quando meu pai entendeu o seu pedido&lt;em&gt;, &lt;strong&gt;não deixe me molhar aqui&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, sabíamos que algo mudaria. Pode não ser ideal, mas basta para aliviar o peso do bonzinho Pano de Chão e por ter feito com que eu não esquecesse quem são os meus pais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-8768838169987955089?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/8768838169987955089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=8768838169987955089&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/8768838169987955089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/8768838169987955089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/02/o-regime-semi-aberto-de-pano-de-cho.html' title='O regime semi-aberto de Pano de Chão'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-3048247024491387311</id><published>2007-02-11T03:03:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:09:55.097-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Rotina ou Apelo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ão é muito cedo quando acordo. Pelo menos já é tarde para muitas pessoas. Não é tão quente o leite que tomo. Ainda tomo com Nescau quando criança. Geralmente dou um “tô indo” ou um simples “tchau” de longe mesmo. E nem é pela correria. Penso nele no caminho e penso que vai ser mais um dia. Abro as persianas, as janelas, ligo o computador se a secretaria já não o ligou. Sintonizo o rádio na Eldorado. Abro e-mail pra ver se me escreveu. Abro orkut esperando um recado. Leio as noticias. Tristes noticias de crianças sendo vitimas. Blogs políticos. Blogs de amigos. Perde a graça. Me canso. Leio jornal, quando há jornal. Vejo a rua, as pessoas que passam pela rua, quase sempre as mesmas nos mesmos horários. Tento ler um livro pra pensar menos nele. Tento pensar num roteiro e mandar pra ele. Almoço mais do que posso suportar. Assisto desenho e volto pra janela. Passo tardes pensando em nada e pensar em nada hoje em dia dá tanto trabalho. E quando me dou conta é noite e estou deitado com a janela aberta pro calor sair. Pensando nele, pela centésima vez no dia. E antes que o dia termine, penso que posso mesmo chegar a Plutão. Quando ele souber o que escrever na legenda da nossa foto, talvez a gente embarque definitivamente para nosso planetinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-3048247024491387311?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/3048247024491387311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=3048247024491387311&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/3048247024491387311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/3048247024491387311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/02/rotina-ou-apelo.html' title='Rotina ou Apelo'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-1189444159493218672</id><published>2007-02-10T13:24:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:26:40.018-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>Mictorium</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ois anos atrás percebi que havia ficado invisível. Já havia tido provas da minha insignificância em outros momentos, mas só me dei conta quando aquele mendigo sujo, tão mais invisível à maioria de nós, esmolou os dois que estavam à minha esquerda e àquela bonita jovem à minha direita no ponto de ônibus. Nenhum gesto, palavra ou olhar pedante ou humilhado para mim. Portou-se como se ali eu não estivesse. E naquela tarde senti a dor da indiferença. Minha mãe tinha obsessão por desgraça. Intuía, ainda moça, que sua vida seria sucessivas desventuras trágicas. E antes de morrer num incêndio na fábrica de calçados onde trabalhava, perdeu os pais num acidente de trem, o marido, meu pai, vitima de assalto, meu irmão mais velho, atingido por bala perdida e minha irmã mais nova afogada na enchente de verão. Morreu num incêndio e restou eu. Morreu acreditando ter levado consigo a desgraceira toda. A maldição que arrastara consigo todos aqueles anos, vitimando os que viviam a sua volta, até por fim a si mesma. Pensei, ileso à toda a sina familiar, que fosse um destes adotados. Mas bastou o mendigo ignorar os meus trinta centavos e me fazer lembrar, até então esquecidas, situações em que não poderia nem ter existido e elas teriam se passado exatamente como recordava. Os dias seguintes foram de intensos testes. O traste maltrapilho poderia simplesmente não ter ido com a minha fuça. Pode ter me achado tão ou mais esfarrapado que ele. Na dúvida me pus a testar minha existência. Ônibus sem passar na catraca, cinema sem pagar. Eu não era impedido, não era notado. Não era paquerado ou desrespeitado. Não era nada. Deduzi, por fim, que somos o que somos para os outros. A medida que perdi minha família e que não tive capacidade de criar novos laços, deixei de existir. O odiado existe enquanto existir ódio no outro. O enamorado vai existir enquanto houver amor por ele em sua amada. O pacto cruel da existência. Viver nada mais é que pactuar todo o tempo com o máximo de pessoas que couber numa agenda telefônica. Estabelecer vínculos de sentimentos, de necessidade, de desejos. Foi assim que fiquei invisível. Assim mamãe deixara a minha cota de desgraça e um pouco também de suas manias obsessivas. Mas nunca compartilhei por seu gosto pelas histórias de finais nada felizes. Confesso que meu vicio é bem mais complicado de se compreender. Tenho tara incansável por homem mijando. Coisa de moleque, de espreitar o irmão, os garotos no colégio, qualquer bêbado de rua e seu glorioso jato amarelo. Quantas vezes, nas viagens nos coletivos, não virei a cabeça pra ver, ainda que de relance, o belo de um mijão. Mas, até a desgraça da invisibilidade, nunca pude chegar perto tão quanto gostaria. Me aventurei em imundos sanitários públicos, mas o medo me impedia e tornava o desejo ainda mais desejoso. E não havia pretensões maiores a não ser contemplar aquela mijada, ouvir aquele barulho de mijo correndo na água, quando vaso sanitário ou o ruído de água batendo e espirrando no metal naqueles grandes mictorios, meu prateado paraíso. A invisibilidade, a indiferença deles todos me deu esse prazer de assistir de perto, de muito perto ao ponto de sentir ácidos odores. Uns amarelos, outros alaranjados, alguns bem limpinhos como de bebês e ainda os com sangue, denunciando alguns excessos. Contemplei abraçado por trás, fungando em pescoços que se quer imaginam que outro homem os roçou. Muitas vezes agachado, encostando a cabeça na cintura, abraçando grossas coxas, ouvindo pequenos gemidos. Sim, existem alguns que gemem como se estivessem mergulhados no êxtase do gozo dentro de suas comportadas esposas. A maldição de mamãe então não era tão ruim assim. Ser ignorado era um prazer que me proporcionava compartilhar das melhores e variadas mijadas. Mas foi quando aquele homem forte, com mamilos endurecidos e pele morena e brilhante de suor, entrou no banheiro que senti que ali escondia o maior de todos os prêmios. Se colocou na frente do mictorio com seu enorme membro pra fora. Só, os dois naquele sanitário que cheirava a merda curtida e papel higiênico molhado. Fiquei ao seu lado e o belo homem forte, dono de um membro repleto de saltadas veias parecia esperar por algo para despejar seu dourado líquido. Foi quando deu-me uma olhadela com canto de olho e sorriu. Com a mão desocupada, procurou pela minha e a colocou segurando aquele amolecido e escuro músculo. E então pude sentir em fim o líquido passando pelo estreito canal, vibrando a quente pele. Quando terminou, deixando cair a última gota, eu segurava algo duro, rijo, que já não necessitava do apoio de minha mão para manter-se firme. Com um só empurrão me jogou para dentro da fedorenta cabine sussurrando que havia guardado o bastante para me inundar. Segurou-me forte, com estocadas precisas, me banhando com todos os seus líquidos. Disse um inusitado “amo você”, e largou meu cansado corpo ali. Cansado e satisfeito para espanto e indignação de todos. “Sua bicha imunda!”, alguém gritou. Eles me viam. Estavam horrorizados comigo. Eu gargalhava. Eu apenas gargalhava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-1189444159493218672?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/1189444159493218672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=1189444159493218672&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/1189444159493218672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/1189444159493218672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/02/mictorium.html' title='Mictorium'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-551621691993174936</id><published>2007-02-01T23:21:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:31:19.812-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Barra de download</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;enho pensando nas coisas, nas pessoas, nas relações entre as pessoas, nas minhas coisas, minhas próprias relações e no mundo como barras de download. Onde eu vejo uma pessoa não vejo mais uma pessoa. Vejo ali uma barra de download. Quando penso na relação que tenho com um bom amigo, com o atual trabalho, no meu amor, vejo barras de download. E quando me pego sozinho, completamente só, quando os pensamentos estão bem distantes, bem diluídos num vazio enorme e limpo, penso no meu tempo como barra de download. A barrinha azul vai crescendo, tantos porcentos baixados, como passos dados, abraços apertados, histórias em porta retratos. Uma contagem regressiva, algumas barras crescem mais lentas outras se aceleram mais aspirando mudanças. O fato é que tudo começa pra acabar. Tudo acaba pra mudar. As vezes muda é pra não acabar. A Irlanda tá levando dois retalhos enormes de mim, o Rio guarda minha metade e São Paulo esconde todos os pedacinhos que se espalham bem aqui do meu lado. E o tempo vai passando, coisas mudando, outras acabando e a barra crescendo. Amanhã tem médico, então vou fazer como manda a cartilha pois seja lá quando, o arquivo deve ser concluído com sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-551621691993174936?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/551621691993174936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=551621691993174936&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/551621691993174936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/551621691993174936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/02/barra-de-download.html' title='Barra de download'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-3742650153161810046</id><published>2007-01-29T23:14:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:32:14.936-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Ao Pano de Chão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;oderia dar milhares de explicações. Dissertar futilidades. Futricar segredos alheios. Dissecar sentimentos mortos. Abastecer de junções numéricas. De sílabas em sílabas codificando a ansiedade que corrói, a falta de otimismo que transborda no copo acumulado e transbordado pelo jeito da Lua. Como dedo apontado pro lado do quadrado. Na barriga nada salientada, nos ossinhos finos aparentes de Pano de Chão. E com esse cheiro de chuva, uma molhada rua deve servir de descanso para o pequeno risonho, ainda que sem motivos para sorrisos. E à luz da lua, água da chuva, cheiro de coisa crua, nesse momento quase sagrado, penso mais em Pano de Chão do que nas coisas que movimentam o meu coração. Deve ser fuga desastrada embalada em músicas suaves, trilhas de filmes felizes, de momentos redondinhos, saborosos. Deve ser dessa velha mania de imaginar. Dessa velha mania que não some, que não me deixa, que não se ausenta e que inventa de ficar. No latido fino, no grito contido, nesse abandono de quem já não se diz abandonado. Pano de Chão sabe do que estou falando. Ele sente o barulho da chuva e sei que vê o clarão lá longe onde nunca poderemos tocar. Sabe que sofrimento é coisa que se esquece e que se lembra depois e que se esquece pra nunca mais lembrar e pra nunca mais ter que esquecer. Pano de Chão é forte e sabe disso. Franzino querido, sozinho na rua solidão, é ele quem sabe, o único talvez, a essência de sua existência já morta. Quando se perde tudo, ou a noção de tudo, pode-se achar um monumento em sua homenagem. Ainda que desconhecido, ou melhor, ignorado, Pano de Chão faz do seu dia a dia, de cada acordar, uma homenagem a si mesmo. E assim vai lá, de lá pra cá, a procura de um pedaço de chão mais seco, assim não se cansa, no já cansado corpinho, de absorver toda essa falta de atitude que temos por ele e porque não, com nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-3742650153161810046?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/3742650153161810046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=3742650153161810046&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/3742650153161810046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/3742650153161810046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/ao-pano-de-cho.html' title='Ao Pano de Chão'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116931591324534998</id><published>2007-01-20T15:55:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:27:58.518-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Quando fui chuva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;onhei com você na frente de casa juntando água da chuva. Sonhei com você e eu era a chuva. Em potinhos coloridos você juntava a água que caia. Pois como chuva caída eu escorria e me perdia por todos os lados. Era chuva densa no céu, na terra eu era apenas um aguaceiro danado. Algo que podia estar em todos os lugares e ao mesmo tempo em lugar algum. Mas você e sua alegria, quase como uma brincadeira de criança, dessas mágicas que fazemos sem nem saber da seriedade do ato, me acumulou na forma de água que caía e então, de gota em gota, de parte em parte que se encontrava, você pode fazer com que eu fosse eu. As pessoas não devem saber a força da generosidade. Num mundo tão carente de tudo, tornou-se assistência social, boa vontade, quase como uma obrigação de sermos bons para mostrarmos o quanto podemos ser bons. A generosidade é mais que isso. A generosidade do meu amor é mais que isso. Quando alguém lhe vê caído, lhe estende a mão e ainda o deixa caminhar ao seu lado, isso é generosidade. O amor que hoje conheço tem dessas coisas: mão estendida, olhar atencioso, sorriso sincero, coragem e por que não, fé. A gente passa a vida fazendo o bem, vivendo amores que são apenas reflexos de boa vontade quando na verdade o que queremos, pelo menos era o que eu sempre quis, ter o que tenho hoje. A possibilidade, não. A realidade de um amor generoso que ama e que só por amar já se pode chamar de amor. Sem tempo. Sem lugar. E isso basta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116931591324534998?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116931591324534998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116931591324534998&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116931591324534998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116931591324534998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/quando-fui-chuva.html' title='Quando fui chuva'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116908336607711206</id><published>2007-01-17T23:18:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:23:47.546-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Cópias das chaves do apartamento azul</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ei que não podes estampar nosso amor em suas camisetas. Sei que não consegue gritar o sentimento que esperou uma vida para sentir. Sei que tem que ser assim, calado. E eu te quero. Sei de todo o silêncio. Das sutis demonstrações. Sei desse aparente vazio. Vazio de palavras, de sons e de toques. Sei da falta de tuas cores nos meus dias. Dos dias seguidos de mais dias sem você. Te sigo assim. E eu te quero. Sigo procurando a sombra de ti. Nos pedaços seus, espalhados aqui. Eu vivo assim. E eu te quero. Na falta de tudo e na certeza de que pensa em mim. Que me quer, que me ama e que não me esquece nunca. Volta pra mim. Eu te quero.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116908336607711206?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116908336607711206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116908336607711206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116908336607711206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116908336607711206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/cpias-das-chaves-do-apartamento-azul.html' title='Cópias das chaves do apartamento azul'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116899463473114964</id><published>2007-01-16T22:41:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:13:32.134-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Frágil parte de mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;abe quando se acorda desejando que quase tudo à sua volta fosse diferente? É o que tenho sentido nesses dias. Não sei o que Deus está tentando me provar me fazendo lidar com a frágil parte de mim. Sei que é preciso&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;esse contato e esse vácuo para a tal evolução que dizem que precisamos. Mas confesso que estou um pouco cansado. Devo ser mais imperfeito que a média das pessoas para necessitar de tantas provações seguidas. Ou Deus está de brincadeira comigo ou está falando&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;muito sério, e todas as duas alternativas são assustadoras. A coisa já tá até amarelada de tanto que falo. Virou coisa repetida, voz em disco arranhado, conversa pra boi dormir, conversa que nem cobra-cega, não sabe onde começa e onde termina. Essa é a lamentação da minha relação. Já falei dela, já chorei por ela, já repeti essa história tantas vezes que estou me calando. Tô acomodando tudo numa caixa grande de ferro e fechando a&lt;/span&gt; escotilha. Logo vou lançar ao mar, sinto isso. Vou ficar lá, chorando pateticamente a coisa toda afundando e levando consigo tudo o que imaginei pra mim, toda a razão e justificativas que precisava para concluir sorrindo quem eu era. Mas essa pode ser apenas uma visão romântica de tudo. É do homem agregar fantasias aos fatos. Meu encontro pode ter sido apenas um acaso, vasculhei tantos perfis, resolvi deixar um recado, ele respondeu e aconteceu. Sem poesia. Sem essa de destino, desse “te sentia mas não te conhecia”. Apenas um encontro. Apenas isso. Sei que não é o momento pra você ler uma coisa dessa. Mas até mesmo por estar vivendo o que vive hoje é que pode, numa busca desesperada, me dizer que estou errado. Agora eu o conheço mas não o tenho, não o sinto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O amor tem que ser constantemente cuidado, dia a dia, pequenas coisas, gestos, que vai fazendo que aquela atração louca negada a tantos, negada por tantos, continue viva. É preciso ouvir a voz, ler longas cartas, troca de fotos, de carinhos, promessas. Não tenho isso. Isso está sendo negado pra mim. Sei que não é por que ele não quer e talvez com essa dor eu pudesse conviver, afinal já senti dessas febres. Eu apenas amo uma pessoa que me ama e só. Mais nada existe. Existe o que temos quando estamos juntos, em três curtos dias de meses em meses, e só. Isso já não é mais uma relação, e assim, pouco a pouco, ela vai se perdendo. Tento fazer o caminho contrario. Juro que estou lutando com todas as minhas forças para não trancar a escotilha, mas não sei até onde posso agüentar. O tempo está passando e tenho apenas o vazio inesperado na minha frente. Me antecipo a esse vazio monstro ou espero ele me acariciar... ou engolir?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116899463473114964?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116899463473114964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116899463473114964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116899463473114964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116899463473114964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/frgil-parte-de-mim.html' title='Frágil parte de mim'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116865468285923259</id><published>2007-01-13T00:17:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:28:31.489-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>O embrulho embrulhado em saco de supermercado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ombinaram na rua escura da Cinemateca. Aconchegou o embrulho em sacola plástica de mercado junto à parede de tijolos. Voltou para o carro. Estava minutos adiantado. Pensou em partir, mas se isso fizesse não teria certeza de ver a encomenda em certo destino. Não podia dizer que se escondia já que não se espreitava pela fresta de alguma janela. Estava assegurado atrás de vidros demasiadamente escuros de seu carro comprado à vista no ano anterior, dessa vez sem a ajuda do pai. Um carro seu, finalmente seu, mas que ali, parado na rua escura da Cinemateca, era apenas mais um estacionado como tantos outros. O relógio digital marcava a hora acertada. A idade avançou sem que aprendera a contar o tempo com a ajuda de ponteiros. Havia realmente se tornado um homem prático e igualmente solitário. As pontas dos dedos, gélidas, batucavam algo qualquer no volante. Um gosto de medo misturava com o gosto da ansiedade e descia garganta abaixo, deixando no corpo, no interno de seu corpo, o rastro de todos aqueles anos desde o dia que renunciou ao seu reinado. O príncipe de seus dias, monarca soberano de suas vontades, vivia até a triste decisão, em seu suntuoso reinado tranqüilo de amor e de apenas amor. Mas ele renunciara. E por isso deve-se entender que não se tratava de tão tranqüilo sentimento. E assim rompeu aquilo que não se deve romper, a promessa de amor eterno. É justo dizer que não rompera por completo prometidas palavras, ainda o amava apesar de abandoná-lo. Ainda tinha em si o amor que precocemente deixou, pensando assim, sabido que se intitulava, estar promovendo a salvação do outro. Excluindo essa hipótese, sobra-lhe a covardia de seu ato frio. Hoje, invisível condutor protegido pelos escuros vidros de seu automóvel semi-novo, sabia com extrema consciência da covardia de seu ato. Covarde porque o fez por medo. Covarde porque lhe faltava motivos para desprezar os sentimentos sinceros de Miguel e sobravam razões para controlar a insegurança que o perseguia desde que haviam se conhecido na festa de Loló. Foi calculista e irresponsável. Inventou uma mentira, disparou um “não te amo mais”, com confiança ensaiada dias no espelho. Sentia a vergonha de seu reflexo, do sofrimento que provocou a Miguel, condenando a quem o salvou. Estava sendo também, e porque não, injusto. O pobre Miguel havia de compreender, como em outras difíceis crises de Caio. Não pensou nesse tempo. Agiu de forma clássica e patética. Chegou a se perguntar se Miguel não desconfiara de tamanha mentira. E se teria, ao deduzir dias depois, semanas depois, anos depois, o procurado em catálogos telefônicos ou em buscadores eletrônicos. Desejava mesmo saber. Assim com frio que lhe assaltava a espinha sempre que pensava nos outros beijos que não os seus. Teria ele encontrado outro amor? Um novo amor que não se escondesse em mentiras desgraçadas para romper um sentir verdadeiro com a justificativa besta de proteção quando na verdade queria proteger-te a si mesmo? De certo Miguel não desconfiava que Caio o fazia estar ali àquela hora da noite. Caio era o seu passado e naquele passado Caio não sabia atravessar duas ruas em São Paulo que não fosse a Paulista e a Augusta. Ao deixá-lo, partira de volta para sua cidade. Miguel jamais imaginaria que seu carrasco, amado carrasco, escondera-se ali, ao seu lado, no seu lugar. E pode ser que nunca saiba. Afundou-se, inutilmente, quando algo aproximou-se do embrulho. Afundou-se no banco como se pudesse esconder no já escuro esconderijo. Mas logo estava tomado pela irritação. Um vira-lata qualquer, desses que dizem os mais inteligentes, investigou o então abandonado pacote em plástico vagabundo de supermercado, e sem receios, pois animais raramente os tem, e isso Caio e o cão tinham em comum, ele pensou, marcou o seu território com urina tão amarela que de sua trincheira o observador podia se contorcer todo em desespero. Foi-se então o cachorro fungando todos os cantos sumindo na escuridão da rua acima. E ali estava o pacote mijado, sozinho, à espera de seu verdadeiro dono depois de todos aqueles anos. Não era esse o plano meticulosamente planejado por meses e que a ninguém contou, até porque ninguém havia em sua vida para tal. Miguel estava atrasado sete minutos, é o que dizia o número digital de seu preguiçoso relógio. Podia não vir. Podia chegar a qualquer momento. Ou podia estar igualmente entrincheirado em seu carro. Seu ou de seu novo amor, talvez já não tão novo assim. Protegido por vidros escuros e braços avantajados. Pensou rápido. Saltou apressado, seqüestrou o embrulho e voltou para o carro. Na trincheira, com excessivo nojo e ódio do coitado do cão de rua, trocou o saco plástico. Não havia calculado aquela situação. Era o embaraço em pessoa. Poderia desistir então ou poderia até rir mais tarde de tudo aquilo. Mas sentia apenas vergonha. Vergonha de ser sempre ele, de ser sempre quem é. Um soco no volante resolveria tudo. Não, não resolveu. Precisava de controle, até porque Miguel poderia chegar. E seu medo era justificável. Dizia sua mãe: “o que mais se teme acontece”. E foi ali que percebeu que além de mãe havia saído de dentro de uma profeta pois Miguel estava no exato vazio antes repouso absoluto do embrulho. Embrulhado ficou o seu estômago. Era o mesmo homem que amou e que ainda amava por todos os anos. Estava mais velho mas igualmente belo como no dia em que o apunhalou. Sentiu-se ainda mais imbecil. O jogo não havia saído como planejado. O jogo não podia mais ser jogado. Miguel ainda esperou por alguns minutos. Um carro parou e ele entrou e os escuros vidros, uma moda talvez, não permitiu que Caio visse o maldito condutor. E assim Miguel partiu para além dos olhos do outro pasmado com o embrulho empacotado em limpos plásticos de supermercado no colo. Perdera a chance, se chance houvesse. Mas perdera sobretudo a oportunidade de redenção e de reviver sentimentos antigos. Perdeu e a perda chamava-se Miguel. A perda que demorou cinco anos para lhe doer na carne viva. Bastava voltar ao redentor, nem tanto, lar e chorar vendo o mar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116865468285923259?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116865468285923259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116865468285923259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116865468285923259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116865468285923259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/o-embrulo-embrulhado-em-saco-de.html' title='O embrulho embrulhado em saco de supermercado'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116847960945314799</id><published>2007-01-10T23:38:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T10:32:49.550-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Amor peça de museu ou A Idade de todas as coisas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;osso sentir a idade das coisas. Posso sentir o peso do tempo. Ouvir vozes sobrepostas, de muitas épocas, de inúmeros sotaques, trejeitos, mania no falar. Posso sentir a idade da terra e de todas as coisas que se movem sobre ela. Posso tocar nos mistérios, naqueles segredos engolidos na solidão do universo, dos anos que se passaram sem que nada houvesse. Posso saber o que não sei e tudo o que me fora permitido saber. Como levantar o pano branco que cobre as velhas perguntas. Como todo o movimento calculado para me trazer até aqui nos meios das antigas coisas das quais agora sei a idade e o sofrimento pesado em cada lasca lascada, em cada tinta desbotada, em cada arranhão, marca maldita, pedaço mordido, pedaço arrancado, pedaço faltando. Posso confiar ao meu amor o porquê de todas as coisas existiriam. Posso lhe dar a garantia de ser o motivo de tudo ser, de tudo crer, de tudo estar fora ou não do seu lugar. Tudo foi assim, em anos separados, em lembranças que se engavetavam, outras ornam murais, estampam tristes camisetas de jovem idade. E então, no peso pesado das coisas antigas, no tudo o que sou além do que sou, penso muitas vezes desistir de um amor tão jovem. A noção de tempo passado, de muito tempo passado, se não é que se ter reduzida as passagens de muitas vidas. Como aquele piscar e no outro tudo fora do lugar, mudado, explosão universal de átomos e mais átomos que originaram células, micromundos, microvidas, microcoisas. Micro vírus envenenados de amor, de puro amor, de amor de morte, morte antiga, morte idosa, morte que existe já quando se nasce. Então quando lhe chamo de baby estou apenas lhe dando o prazer de desfrutar da outra ponta da linha do meu tempo. Do ponto de onde não pode sair pois não entenderás do tempo das coisas. Dos anos que se deve passar para não passar desapercebido a um olhar atento. Custa muito ser a si mesmo. Custa muito saber de tudo e agir como nada saber. Custa querer quando sabe-se que não o merece. A morte é amarga por isso. É o apelo avesso, é o grito tardio de vida. O roubo do sopro antigo. É dor da indiferença. Se isolar em datas antigas desperta esse ar melancólico. É a mãe de tetas grandes e ventre inchado da insegurança que se bebe em copos trincados no tempo. E se as coisas antigas de idades muito velhas, se peças envelhecidas, de coisas esquecidas pedem a desistência é por que elas compreendem o peso do tempo. A idade das coisas está nas coisas, na pele descamada sobre pele já maltratada. Está no beijo repetido. No átomo de amor partido. No amor que se parte. No amor jovem que envelhece e que envelhece e que se perde no tempo de todas as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116847960945314799?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116847960945314799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116847960945314799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116847960945314799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116847960945314799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/amor-pea-de-museu-ou-idade-de-todas-as.html' title='Amor peça de museu ou A Idade de todas as coisas'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116839174609333544</id><published>2007-01-09T23:14:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T12:58:40.746-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Quando inventei que queria escrever um livro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;ipo, se eu fosse escrever um livro sobre mim, gostaria de escrever sobre tudo o que não fiz ou que não vivi. Torna a coisa mais abrangente e bem mais interessante pra mim e para quem lê. Tipo, ontem descobri assistindo a um documentário num canal UHF que gosto muito de The Mamas &amp;amp; The Papas. Minha ignorância musical me negava o conhecimento dos responsáveis de canções como “California Dreamin’”, e “Moday Monday”. E não só desvendar todos os mistérios dos pais de músicas que canto exaustivamente sempre que toca no rádio do carro ou nas festas de formatura, chatíssimas por sinal, (não as músicas, as festas), como me apaixonar por Mama Cass (quem não sabe, como eu até ontem, Cass Elliot é a integrante rechonchuda). Como ela cantava! Coloca todas essas pseudocantoras metidas a divas em qualquer saco que você possa imaginar. Que voz! Que presença de palco! Como eu quis muito ser amigo daquela mulher. Receber ela em casa, ouvir suas histórias, ouvir sobre a sua vida, ouvir como o excesso de peso não a incomodava, e ouvir ela cantar “Dream a Little Dream Of Me”.&lt;br /&gt;Aproveite que você nasceu no tempo das facilidades e entra na Internet, num desses muitos buscadores de música e procure por essa. Certamente já ouviu. E certamente vai concordar comigo de que ela é belíssima! “Um sonho, um pequenino sonho de mim”. Lembra aquelas canções dos musicais da sessão da tarde. Na companhia da minha mãe e dos biscoitos maizena com leite. Pronto! Vou começar a falar da minha mãe. Bastaram menos de pouco mais de vinte linhas para falar dela. Não que não goste dela ou de falar sobre ela, mas é que andei percebendo o quanto é recorrente falar dela nas coisas que escrevo.&lt;br /&gt;E na verdade, acho que é por isso que estou escrevendo agora. Não tenho a pretensão de escrever um livro. Escrever um livro é uma responsabilidade que não quero para mim, não nesse momento. Estou escrevendo para, por mais absurdo que pareça o que vai ler, me conhecer melhor. E é exatamente por isso que talvez apenas eu mesmo leia. Um psicólogo talvez, assim economizo pelo menos uma sessão (não sou pão duro, mas é tempo de cuidar das finanças pessoais). Talvez eu deixe os amigos mais próximos, Ri Antunes, Maíra, Bruna, Fê, Marcello cabeça de panetone. Os amigos de sempre para o mesmo de sempre: as lamentações do Cláudio. Talvez eu deixe o meu namorado ler. Talvez não.&lt;br /&gt;Escrever sobre você (e aqui digo que não vou escrever sobre tudo o que não fiz ou vivi, para isso existem todos os outros livros) requer um computador, umas boas músicas, tempo disponível e um motivo. Tenho tudo isso. E tenho até um pouco mais, como diz a música. Então pronto: tenho um primeiro capítulo. Não! Não quero essa obrigação de capítulos. Gosto de organização, mas não quero capítulos. Capítulos me lembram a responsabilidade de escrever um livro e pior, terminar o livro a que se pretende escrever. E se não pretendo escrever um livro (não estou tentando te convencer que não quero escrever um livro quando na verdade quero só para conseguir a sua simpatia e ver onde isso tudo pode parar, realmente não vejo aqui a primeira página de um livro), então não pensarei em capítulos. Leia isso como um grande desabafo em partes.&lt;br /&gt;Nesse exato momento, de uma noite quente do dia 19 de dezembro de 2006 (percebe-se a proximidade do Natal), estou sendo observado por meus dois pequenos cachorros. O Senhor Paco e a Senhorita Lara. Assim mesmo, os chamo de Senhor e de Senhorita. Um casal muito simpático com quem irei cear na “tão esperada” noite natalina. Minha mãe foi visitar meus avós no interior, meu irmão passará na casa da sogra (literalmente) e meu pai vai passar tomando conta da padaria. E assim passarei com Senhor Paco e Senhorita Lara. Até fui convidado para algumas festas (a que queria mesmo ir não fui convidado, mas entendo, ou acho que entendo, os motivos de não receber o esperado convite). Mas pensando bem, olhando para esses dois salsichinhas adoráveis, e sabendo que o Natal é uma data para se passar ao lado de quem amamos e de quem nos ama, então estou fazendo o certo. Amo eles porque eles me amam sem que eu precise pedir. Me amam sendo quem sou. Me amam e não pedem nada em troca (tudo bem, as vezes eles querem uns ossinhos), mas neles vejo a alegria que sentem quando chego em casa. Passar o dia de Natal com eles será um prazer. Não posso esquecer de dizer isso a eles e agradecer.&lt;br /&gt;Dois mil e seis foi um ano com uns 742 dias mais ou menos. O ano incomum. Poderia dizer que foi o ano maravilhoso, mas não foi. Poderia dizer que foi o ano trágico, e também não estarei sendo justo. Acho que foi um pouco de tudo. O melhor e o pior distribuídos em comuns dias de um ano como qualquer outro. E fins de ano geralmente são melancólicos e repletos de saudade de coisas que ainda nem vivi, desse eu espero um pouco mais de..., melhor, não espero nada para não me decepcionar.&lt;br /&gt;Minha intuição me dizia que muitas coisas aconteceriam na minha vida e receio que muitas delas já aconteceram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116839174609333544?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116839174609333544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116839174609333544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116839174609333544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116839174609333544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/quando-inventei-que-queria-escrever-um.html' title='Quando inventei que queria escrever um livro'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116826514561104624</id><published>2007-01-08T11:50:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T12:59:22.557-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Contar um sonho é proibido ou a Arte da impotência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;mado Amigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei em que condições esse e-mail vai chegar até você. Ou melhor, não sei como você estará ao ler. Uma das sensações mais duras que sinto é quando não posso ajudar um amigo, e é exatamente o que senti quando recebi sua ligação. Sei que existem muitas maneiras de ajudar um amigo, até mesmo num demorado silêncio. Mas quem dizer que se contenta em se silenciar diante da angustia vivida por um amigo, de certo não o ama como amo você. A impotência deve ser um dos males da nossa geração. Estamos espremidos entre nossos pais, bravos guerreiros que partiram do nada, e esses mais novos que já reconhecem tudo. Nascer no meio de tudo não é nascer apenas calçando o tênis da moda, tendo um vídeo game ou TV a cores. Nascer hoje é já vir ao mundo assimilado ou assimilando, como se esses pequenos olhinhos conseguissem ver o dobro, o triplo, inúmeras vezes por segundo mais do que nossos despreparados olhos já formados no cansaço e na limitação conseguem ver. Ainda assim somos uma geração de sorte. Temos quem fez por nós e não temos por quem fazer. Será que é sorte? Talvez para alguns que torram reais em lojas caras, não para nós. Nossa sorte está em dar, em ter, em sempre ter que dar a cara para bater. Sei que falamos sobre isso demoradamente no carro, e sei que você nunca compreende bem como espero que compreendas. Tem uma cantiga portuguesa que diz mais ou menos assim: &lt;em&gt;"Quem contar um sonho que sonhou não conta tudo o que encontrou, contar um sonho é proibido. Eu sonhei um sonho com amor e uma janela e uma flor, uma fonte de água e o meu amigo. E não havia mais nada, só nós, a luz e mais nada. Ali morou o amor. Amor, amor que trago em segredo num sonho que não vou contar e cada dia é mais sentido. Amor, eu tenho amor bem escondido num sonho que não sei contar e guardarei sempre comigo"&lt;/em&gt;. O que quero dizer com ela? Bom, as vezes é preciso desejar mais, sonhar mais, mas sonhar de sonhos íntimos, daqueles que temos vergonha de contar até para nós mesmos. Claro que não é uma regra, não é o certo, mas no mundo que criei, das coisas que vivi, sempre tive isso comigo: viver muitas das coisas que desejo nos meus sonhos, brincar comigo, com pessoas que invento como pecinhas de jogo de montar. É isso que fiz todos esses anos. Sei que é uma baboseira. Sei que não é muito racional. Muitos riem quando digo que passei todo esse tempo para receber o Guido ou para a pessoa que penso que seja ele. É preciso "treinar" e mais do que isso, querer de verdade. Querer por que todos querem não é querer. Achar que quer nem sempre é sinal de que se sabe o que se quer. E mesmo sabendo o que se deseja, mesmo assim pode não estar pronto para quando ele chegar. A ilusão é necessária. Uma pitada de loucura também. Sonhar, inventar personagens, dar a cara pra bater no mundo real e depois viver os desdobramentos de tal ato lá bem no fundo de lugares tão seus e tão secretos é o que penso, do fundo do meu coração, o que deve ser feito. Não é uma regra, mas foi como o Guido apareceu pra mim. Posso não estar certo, porém duvido também que esteja errado. Pacientes com diferentes moléstias precisam de diferentes remédios, mas será que nossa dor é tão diferente assim? Posso dizer que tive orgulho de você essa semana. Nossa melhor semana juntos, a mais sincera de todas. E você me fez sentir o que poucos fazem: desejo de fazer o que você fez! E por isso disse que você é o meu herói. Herói, como já disse outras vezes, é quem faz o que não temos coragem de fazer. Ou falta de coragem ou falta de tempo ou preguiça ou ignorância mesmo. Mas você fez o que devia ser feito e não há hora melhor do que a hora em que isso acontece. Sei que está vivendo agora a lacuna do outro. Sei que está vivendo da espera, dos passos que não podes dar e ai volto a dizer, o nosso mal é a impotência. Mas será que você é ou está tão impotente assim? Essa história é sua, tão apenas sua e de mais ninguém. Por um brilho do destino ela foi dividida comigo, assim como algumas minhas que dividi anos mais tarde, inclusive com você e outros amigos. Então, no silêncio um tanto não querendo silenciado de um bom amigo, não se conforme mesmo. Chore, questione, se ache um otário, se arrependa, sinta tudo isso agora, pois eu sei que lá na frente, num tempo que não tenho como dizer qual é, tudo isso vai passar e você vai se orgulhar por você mesmo, sem que ninguém tenha que fazer isso por ti. Tenho a certeza que meu amigo, e essa é uma das razões pelas quais o escolhi como meu amado amigo, vai me dizer que fez o certo e que faria novamente e novamente. E que espero ver repetidas outras vezes para poder dizer-te: "bravo!". Não sei o que você acha disso tudo. Contar um sonho é proibido e nisso o meu pai tem razão: "há coisas da gente que ninguém deve saber", e se segui essa regra imagine que há muitas coisas sobre mim que ninguém sabe. Consegue imaginar coisas sobre mim que ainda não te contei? Bom, muitas delas já até esqueci, o caminho para se chegar num verdadeiro amor é longo demais, e prefiro que seja assim. Espero que o seu seja mais breve como acredito que seja. E que seu coração esteja repleto de amor, de cuidados, de histórias, em fim, de tudo o que nos prepara para quando um amor chega. Aproveite o amor quando ele chegar, mas aproveite sobretudo o caminho que o levará, o que você escolher, até ele. Haja o que houver, eu estou aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com amor,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clau...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116826514561104624?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116826514561104624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116826514561104624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116826514561104624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116826514561104624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/contar-um-sonho-proibido-ou-arte-da.html' title='Contar um sonho é proibido ou a Arte da impotência'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116786009293392382</id><published>2007-01-03T19:34:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T12:59:59.960-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>O Ônibus Amarelo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;inda pude ver o ônibus amarelo da passarela. Acenei um “até logo” sem que pudesse me ver. Certo seria gritar para que pudesse me ouvir. Certo seria ter um abridor de latas gigante e assim rasgar o teto do ônibus para dizer a saudade que já existia naqueles poucos momentos. E assim a presença foi virando lembrança. Lembrança de gosto gostoso de saliva. Lembrança de duas sombras idênticas, que caminham lado a lado, quase como se fugissem do mesmo ventre.&lt;br /&gt;E um a um, os homens e mulheres desse lado garoado, reverenciavam o ônibus amarelo. Há nele a cura para males ditos como incuráveis. Sobre aquelas rodas, para além das coisas cinzas, o sonho já muito sonhado, teve de partir para o seu mundo ensolarado. Como dizer de sonhos, não se pode sonhar se o sonho está ali dividindo o mesmo travesseiro. Não há sonho quando se abraça o sonho, quando se pode olhar dentro dos seus olhos e ver a paz.&lt;br /&gt;E um coração tranqüilo, que ama na mesma mão, bate com saudade, mas bate feliz ao saber que um dia o ônibus amarelo irá voltar. Nesse dia, pobres imundos das coisas cinzas irão reverenciar novamente aqueles momentos e quem sabe, não apenas sonhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116786009293392382?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116786009293392382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116786009293392382&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116786009293392382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116786009293392382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2007/01/o-nibus-amarelo.html' title='O Ônibus Amarelo'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116640185579099324</id><published>2006-12-17T22:30:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:00:51.443-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Sobre esperas e luzes de Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;enho que me concentrar muito pra imaginar meus dias sem você. Como procurar ampolas com curas nas caixas velhas, nos diários escritos nos quartos vazios repletos de sua ausência. Vem em pesadelos que exageram nessa proteção em preservar o que não pode mais ser protegido. Em pesadelos de não ter você aqui comigo no segundo em que vou deixar tudo para trás. É o brilho dos seus olhos que quero reconhecer no primeiro suspiro dessa nova vida e antes que isso vire uma tragédia, acho que vou continuar me perdendo em pesadelos nos fins das tarde e acordar suado e com marcas de almofadas nas bochechas.&lt;br /&gt;Bem que eu poderia esconder tudo na caixinha, vestir uma camiseta colorida e fazer uma prece de criança. Rir da Dona Sebastiana e da Dona Zefa chamando a irmão irritada de Mariquinha. Uma chateação que tá virando vicio. Um vicia de fazer o tempo passar pra fazer a espera menos dolorida. São ferimentos que não consigo curar, que não há médico para tratar e que penso que apenas no seu doce colo, de palavras que agora compreendo bem, que poderei em fim viver de sorrisos.&lt;br /&gt;Então abro a janela e posso ouvir a briga das vizinhas e me perder nas luzes de Natal. E vou deixando o meu rastro, brincando de João e Maria, pra poder voltar para o coração que me acomoda. Como rir que nem bobo sentado no banco que em outras noites me viu chorar e lamentar pra Lua. Foi como dizer, ainda que esteja esperando, que eu sabia exatamente que viveria tudo aquilo. Voltar ali pra poder provar o improvável. Pra provar o que está estampado no rosto dos meus verdadeiros amigos: eu sou o maluco mais louco e apaixonado desse mundo! Sou aquele que se entregou às suas loucuras que não se cansou, mesmo longe das luzes amarelas, de procurar seus sonhos.&lt;br /&gt;O trem parou para mim e eu quase nem acredito que vão me deixar subir. Estive cansado de esperar aqui fora, agora posso muito bem esperar lá dentro. Não escondo a euforia e não ando economizando nada pra aproveitar cada momento dessa viagem. Logo estarei no trem que sempre passou reto e que me deixou para trás todos esses anos. E quando a hora de partir chegar, quando as luzes de Natal se apagarem, vai ser não mão do amor que vou me segurar. Quando não temos asas, quando temos feridas que não se pode curar, só temos que acreditar na segurança forte de uma mão que nunca vimos, mas que estranhamente sempre soubemos que existia.&lt;br /&gt;Estou esperando e logo estarei partindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116640185579099324?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116640185579099324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116640185579099324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116640185579099324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116640185579099324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/12/sobre-esperas-e-luzes-de-natal.html' title='Sobre esperas e luzes de Natal'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116545462230140925</id><published>2006-12-06T23:22:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:01:31.704-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roteiros'/><title type='text'>Depois da esquina... Depois da chuva.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; chuva anunciara que seria assim. Caminham, os dois, dois homens no tempo que não é tempo. Esperam por dias que não são dias, horas que não podem ser contadas, num lugar que não se diz lugar. Apenas caminham na chuva e esperam. Se esperam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Vou morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;Você não vai morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Como sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;Apenas sei. Não faça mais perguntas, basta a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Eu tenho a sensação que ela está próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;É apenas uma sensação, nada mais que isso. Você está com medo, aceite e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Como aceitar o mal que trouxeste para mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem 2 o encara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;Disse que nunca me culparia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Como diria se sempre o culpei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;A carta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Que carta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;A carta em que me perdeu. Escreveu que não me culparia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Não posso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem 2 tira a carta de do bolso e a lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;Não sei se essa carta vai chegar ao destino. Há muito que não tenho noticias suas. Já era raro te ler e agora com esse silêncio todo de palavras e de seus dias, temo por você. De certo modo temo por mim também. Sofro com antecedência permitida de um mal que podes me provocar. Espero não culpá-lo e se isso fizer, guarde essa carta. Onde procurá-lo? Tudo ficou mais escuro que antes. Se o vejo não o reconheço. Se não o reconheço é porque mudou muito ou talvez tenha me esquecido de você. E isso é uma mentira. És vivo em meu olhar e nas histórias que conto. É você que vive, ainda que ausente, nas minhas idas e vindas e tudo tem você sem lhe ter. Estranho assim mesmo. Não sei explicar como posso te viver sem o ter. E o mais estranho é que se foi sem que tenha partido. Não sei chegar em você, tocar, dizer o que deve ser dito. Quando penso que desisti me pego escrevendo sem medidas e mentiras. Escrevo no desespero de um momento sem fim. No desejo de encontrá-lo e arrancar de ti essa coisa que não é tua, esse pesar que não é seu. Hoje sei dos corredores onde se perde, sei dos caminhos tortos, das luzes amarelas, estranhos que te abusam nesses mofos estofados azedos do seu novo lar. Queria poder fazer mais por você e assim faria mais por mim. Falo isso porque iremos nos encontrar um dia e sei que a morte nos rondará, sobretudo quando chover forte e estivermos sós. Quando a chuva chorar a nossa desgraça, dos dias amargos, você levará tudo de mim. E eu não vou te impedir. Nada direi quando arrancar do meu peito a inocência que ainda cedo perdeu. Vou recordar nas suas palavras dessa carta, desse dia, desse mais um dia em que me faltou sem que se quer tenha partido. Agora sei que o perdi e que não posso mais procurá-lo. No momento em que aceitei te perder foi que te perdi. E isso foi nesse instante. Então, se essa carta chegar em vossas mãos, mesmo que as luzes sejam poucas e a esperança ainda te cobre mais suspiros, não sofra por mim, seria inútil, sofreria por antecedência. Também não sofra por você, as palavras belas partirão desse cru lugar. Não se agrida e preserve a essência, só assim nos reconheceremos em tudo aquilo que nos une e nos separa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Lembro dessa carta. Você a guardou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;E você desistiu de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Desisti de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;Por que não foi me buscar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Você não deixou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;Sempre te esperei! Dia após dia eu esperei você chegar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Você mandou que eu aceitasse os seus sujos e imundos desejos. Que esperasse um dia, nessa chuva, que você me procurasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;Me lembraria desse detalhe ao contrário de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Isso! Exatamente isso, ao contrário de você! Quer que eu leia a carta que escreveu no escuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 2&lt;br /&gt;Certamente ela não o inocenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem 1 tira a carta do bolso e a lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM 1&lt;br /&gt;Ainda que tarde, sempre recebo as suas tristes cartas. Digo tristes pois nada de alegre há mais em você. Sei que há mais consciência em você agora que está na luz que não cega. Sei que de onde estou não o vejo, apenas o idealizo. E sei que seria diferente. Imaginei tantas histórias e nunca pude crer que o veria triste e desacreditado. Então fico na espera sem fim. Porque tenho feito isso, te esperar dia após dia, sem te esquecer nunca. Mas você não vem mais, diz que me perdeu quando na verdade perdeu as cores coloridas de dias alegres e sem fim. Perdeu a vontade de fazer melhor do que somos hoje. Apesar da dor de um certo abandono ser forte e agora constante, não direi nenhuma palavra que não seja uma palavra boa. E se eu o maldizer por não ter vindo me buscar, leia então essa carta. Estaremos juntos, ainda que chova, eu sei que como eu gostas de caminhar na chuva. Leia e esprema o meu passado com crueldade, só assim saberei que fim esses amargos prazeres fizeram conosco. Não sei mais do meu amor. Não sei do que me resta fazer, não consigo imaginar todas elas. Então penso que esse é o meu lugar, aqui sou quem posso ser. Os desejos são bons companheiros e os desejados são um estímulo de dias melhores. E se a pessoa é para o que nasce eu vim ao mundo para isso. Para me entregar sem frescuras a esse prazer que me toma sempre que é noite e estou só. Sim, aqui se está sempre só ainda que alguém esteja ao seu lado. Aqui é frio ainda que abafado. É o meu lugar, sou intimo da falta de bondade e bons sonhos. Aqui não sonhamos, vive-se. E há no mundo melhor lugar que aquele em que podemos viver sem medo? Sem medo do futuro? Do mal que podemos nos fazer quando for tarde para voltar? A inocência ficou naquele carinhoso ninar que não voltam mais. É bom ter desistido, perdido. Não importa mais. Aqui quero ficar e me perder mais e me perder para sempre. Isso há de ser sina e não fará mal nenhum a você. O prazer é meu, o mal só eu poderei carregar. Me deixe aqui e poderei esquecer tudo o que não vivi. Me perca nos meios dos teus papéis, dos teus amigos. Não me faça personagem de histórias mirabolantes. Não me faça de herói. Estou longe de merecer o titulo que é de muitos. Venda a minha natureza, a essência que carreguei. Me leia sem muita atenção, deixe passar desapercebido. Não importa mais. Um dia nos veremos e ainda que chova e ainda sozinhos, teremos um ao outro em dias que não terminam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem 1 encara Homem 2. Eles se abraçam, tão logo são apenas um. O Homem, o mesmo Homem. E abraçado a si mesmo, ele se encolhe. Sozinho. Ele e a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;Não vou morrer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116545462230140925?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116545462230140925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116545462230140925&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116545462230140925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116545462230140925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/12/depois-da-esquina-depois-da-chuva.html' title='Depois da esquina... Depois da chuva.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116467469304621470</id><published>2006-11-27T22:44:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:02:13.954-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>Marianne</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uando ele se lembrou de onde viera, daquele lugar desordenado, de pessoas na rua, de ruas imundas, de gritos desesperados, ele ainda assim sentiu falta dos dias incríveis em que Marianne o fazia um verdadeiro herói. A chuva que caia, e da qual ele inutilmente se esquivava era da mesma sutileza, de mesma temperatura, cheiro e gosto do temporal que o abateu na tarde de domingo em que Marianne partiu no comboio amarelo. Não entendeu muito bem na época. Tudo aconteceu como uma mentira repentina. Como aqueles pesadelos que o assaltavam no meio das noites ou como aquelas provocações falsas dos primos mais velhos. Mas o comboio amarelo existiu e no domingo de Páscoa levou Marianne. Alguns acharam que havia sido o melhor pra ela. Lá estaria protegida. Mas ele sabia que quase todos, a grande maioria inúteis egoístas, achavam que assim estariam protegidos de pessoas como a doce Marianne. Os gritos de Dona Dida podiam ser ouvidos ao longe, no passar dos anos. O desespero de Seu Antônio era sua pena de morte. Quando o comboio amarelo apontou na esquina, ele sabia que a levariam e nunca mais tornariam a se ver. Ela era o que todos queriam ser e por isso a culpavam. Pra não carregar tal culpa, em galopantes doses de desespero, ela tentou nas dores se tornar como eles. E depois de muitas falhas, na conformidade da exclusão, Marianne sentia-se feliz e livre naqueles dias, pois havia encontrado nele a razão para ser quem era. Era tarde demais. Ela estava mergulhada no seu destino. Percebera então, e talvez por isso não tentou fugir, que tudo fora escrito para ser daquele jeito, num suspiro lento, numa levada de vento de uma tarde de domingo de Páscoa. Ele chorava sempre, mas naquele dia ele chorou a dor de perder um amor. E mesmo não sendo a morte, ainda fosse pois a impressão que tinha é que até a morte era mais justa que aquilo, ele estava perdendo um amor e nada poderia fazer para deter. E quando ela entrou no caminhão, mas três outros assustados e talvez tão doces e amaldiçoados como Marianne, estavam ali com bolsas repletas de piedade alheia, cheias de ódios dos outros. Em poucos segundos aquela rua maldita estava livre do mal da doce Marianne. Em poucos segundos ele perdera o amor de sua vida. O amor que a vida tão cuidadosamente guardou para ele. Aquela que o amava exatamente como ele a amava. Nem menos e nem mais. Marianne se foi e ele ganhou o vazio e a dor de uma ausência. O mundo ficou mais triste sem o brilho do espetáculo de tal amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116467469304621470?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116467469304621470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116467469304621470&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116467469304621470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116467469304621470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/11/marianne.html' title='Marianne'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116440804058741185</id><published>2006-11-24T20:39:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:03:58.117-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Sem doer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ui andando. As pessoas já não me reconheciam. Era o sinal que aquele lugar familiar já não era mais a minha casa. Então onde é a minha casa agora? “Onde estão os seus sapatos” – disse certa vez. Borrei bastante o papel e na figura abstrata tentei ver o meu futuro. Se não há nuvens, céus limpos de primavera com jeito de verão, eu me imagino no borrão. Poderia gritar que meus desconhecidos não me ouviriam. A dor é sentida assim, no doer solitário, na falta de entendimento, na apatia dos outros. A indiferença um dia ainda me mata. Me chuta, me xingue, me bata, me perca! Me estremeça! Verei amor nas botinadas, verei calor no tapa na cara amarrada pelas coisas que deveriam ser e que não são. Quanta vergonha! Onde posso me esconder? Eu queria um canto aconchegante e promessas felizes. Frutas e suas mordidas. Esse prazer, essa dor, esse sentir seja como for. E fui andando, e olhares desprezíveis para asas a muito desprezadas. Listas de adeus, sentimentos soltos, pedaços perdidos, fatias de amores enrugados, como aquele menininho amarelo que passa horas brincando na água. Na lembrança triste da morte dos gafanhotos. Nas lágrimas infantis daquelas tardes. E fui andando sem olhar para trás. Uma jamanta do Caio pode me alcançar e ainda há tempo de tentar. Podemos ser, mas ser é muito pouco. Ser muitos são. Ser com você é mais divertido. Então volte. Estou caminhando e os indiferentes fingem que não estão me vendo. Mas eu estou aqui, passos quase perfeitos, seguindo até você. Seja lá, seja cá, ou acolá. Também posso te esperar. As cortinas vão se abrir e o sorriso preciso é o meu presente maior, da vida que dou, assim, sem dor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116440804058741185?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116440804058741185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116440804058741185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116440804058741185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116440804058741185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/11/sem-doer.html' title='Sem doer'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116428581603702133</id><published>2006-11-23T10:41:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:04:33.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Re-, -partir. Partir, repartir. Repartições.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u me desfaço de vícios, finjo que não ligo e ligo quando é madrugada. Eu caminho no corredor, arrebento em meus sonhos o traidor e me perco em séries de TV. Examino de longe o coração que sofre aqui dentro. Ensaio apelos, palavras em desejos e presentes de final de ano. Me embrulho em cobertas em dias quentes pra sentir o sangue ferver. Me vejo no arco, no bonde, na rima e em tudo o que não estou. Venho e vou sem deixar rastros ou marcas bem marcadas de passos leves e sutis. Leio o que já foi lido, me perco no que não existe, grito de raiva, odeio e amo num segundo. Me desculpo, me engulo e vomito na janela que não fecho mais. Marco baladas imaginárias, danço em festas de rua no mundo que me gerou. Já como de tudo, respeito placas e suspiros aliviados. Me vejo tão longe, me perco aqui perto, invento novas rotas, corações saltitantes, promessas feitas, esperas doloridas e sorrisos de felicidade. Apelo de amor, conseqüência de uma dor linda, cor azul, verde quando vem de lá, que me alfineta, sobretudo na testa, em festas, em lugares cheios, em lugares cheios de ausências. Eu me perco nos meus dias, no sangue que ferve, na promessa que faço, na espera selada, no sonho bom dos dias eternos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116428581603702133?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116428581603702133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116428581603702133&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116428581603702133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116428581603702133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/11/re-partir-partir-repartir-reparties.html' title='Re-, -partir. Partir, repartir. Repartições.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116398422941544023</id><published>2006-11-19T22:55:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:05:34.705-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Vendaval</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ndo inclinando para milagres. Escolho um santo, São Paulo, em fim, e espero. Talvez São Sebastião seja um santo de sonhos lindos e proibidos pra mim. Não sei se tenho a consciência doce ou se a visão está distorcida. Hoje não vou dormir com a janela aberta, o vendaval chegou. Não vou sair do meu sono tumultuado para visitar quem não me vê. Cansei de acordar assustado, então devo me cansar antes de dormir e acordar com o cabelo amassado, meias no pé, sem sonhos, sem pesadelos. Não trazem aquele comprimido de ânimo que tanto anseio. Todos esperam. Eu olho a camisa colorida que embalei o meu coração doente naquela noite e o que fazer agora? Continuar empilhando livros em busca de soluções para as dúvidas? A sensação é que o trem partiu e mais uma vez me esqueceram. Querido L, onde estás é frio, não pode zangar comigo do lado de lá. Então o Querido E, que também está longe, na proximidade quente do trópico, não mais olha como antes. Passou como lamento e me entregou ao Querido R, o mais perto e o mais longe dos Queridos. Ele guarda algo que é meu e que não terei mais. Ele brinca e posso apenas me orgulhar daquele ato de um ano atrás. Então resta o Querido J, sem saber ao certo o que fizemos um pelo outro. Na passagem branca dos dias passados, nós nos ajudamos. E agora estou aqui aguardando o chamado, empilhando livros, fechando e abrindo a janela. Vestindo meias pra lembrar da infância, desejando milagres, querendo ser feliz sem ter que jamais dizer “até logo”. Então comece com o violino, vamos fazer aquela cena pateticamente dramática que repete todas as noites em meus pesadelos. No desespero da descoberta, no amor destruído. Na roupa que rasgam a procura de provas. No sangue que escorre do nariz. Do meu olhar de desistência, no meu olhar de perda naquele olhar de culpa do outro que permitiu que a dor se instalasse. É uma loucura! Preciso dormir. Preciso daquele comprimido, será que não percebem? Preciso de respostas, preciso que veja como vejo. Não quero mais escolher sozinho. São Paulo vai interceder por mim e pode ser que ele me prenda aos seus pés. O vendaval passou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116398422941544023?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116398422941544023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116398422941544023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116398422941544023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116398422941544023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/11/vendaval.html' title='Vendaval'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116381723515009749</id><published>2006-11-18T00:33:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:06:12.598-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Sobre meias furadas e mariposas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;J&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;á não lembro muito do lugar onde, nos meus pequenos dias, eu te vi. Era uma noite quente. Postes iluminavam a rua e centenas de mariposas disputavam a luz. Não sei porque agora penso tanto naquela noite. A sensação era muito familiar. Como se eu tivesse que prestar muita atenção, pois um dia, provavelmente agora, eu saberia de todo aquele mistério. De alguma forma eu te soube ali. Sei porque ecoou dentro de mim todos esses anos as tais luzes amarelas. Eram elas me guiando até você. Eu me tornei a mariposa procurando por sua luz. Não cansei nem em dias muitos frios. Não desisti sem nem saber que era permitido desistir. Então juntei algumas armas para sobreviver. As luzes amarelas, essa coisa doida de escrever, ouvir repetidas vezes “Calling You”, olhar o mundo pela janela, brincar na chuva, colecionar histórias, recortes de jornais, retalhos de pessoas, vidas contadas em roteiros mal escritos. Tudo aconteceu, nas curvas tortas, nas retas longas, nos retratos que comprovam, nos pedaços perdidos, em todos os dias vividos, para que eu pudesse ter essa doce consciência. E o meu desejo é que não apenas me tenha, mas tenha esse caminho, que saiba desses caminhos. Que conheça os lugares que me levaram até você. E se cheguei com a “meia furada” é porque sabíamos que só você a poderia costurar. Pode pegar em minha mão. Será eu ali, do outro lado do palco, em meio a tantos, sorrindo orgulhoso. Eu vou até lá com você. Eu vou caminhar contigo nos seus sonhos. Então não tenha medo, pois já que conhece os meus, já que conhece a minha dor, sabe que podemos dividi-los juntos. Durma em paz, vou ficar aqui velando o teu sono e quando o meu chegar, deixo apenas a luz amarela a nos iluminar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116381723515009749?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116381723515009749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116381723515009749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116381723515009749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116381723515009749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/11/sobre-meias-furadas-e-mariposas.html' title='Sobre meias furadas e mariposas'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116369250118481243</id><published>2006-11-16T13:53:00.000-02:00</published><updated>2007-02-20T07:51:47.779-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Uma semana de atraso</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão sei. Não sei o que escrever. O dia até que anda passando rápido com esse horário de verão, mas são viradas de dias tão repetidos que parece que não estou saindo do lugar. É o mesmo frio gelado, a mesma porta para abrir, o mesmo bom dia, a cadeira, o vazio, o silêncio, as dúvidas. Vou pensando coisas, vou querendo dizer coisas e então me censuro, aborto, me calo, deixo pra lá. É apenas uma loucura e todos dizem que tenho que relaxar. Ouço isso com leve riso, olho pro lado e o silêncio está ali me espreitando, o silêncio preenchendo o vazio ou o vazio revelando o imenso silêncio desses dias. Viro o olho pra lá, viro o olho pra cá. Não! Não quero abrir a cortina. É a mesma árvore a cinco anos. A mesma rua, a mesma cor de céu, os mesmos carros e até as mesmas pessoas. A persiana cinza confere um tom ainda mais cinza para esses dias cinza de espera. Não que seja de todo ruim esperar, mas para a minha ansiedade, a espera é como um veneno que me consome pouco a pouco. E tentam aliviar a dor da morte lenta com otimismo, dizendo que tudo vai dar certo, que é o momento, que basta relaxar. Ok! Vocês venceram, não vou duvidar tanto de mim agora. Apesar que ontem a noite me deu um frio na barriga diferente. Aquela velha coisa de se projetar no futuro, em outro lugar que não aquele confortável em que se está e então me vi só, querendo ligar para alguém de voz confiável, de voz familiar e abraço sincero. Me vejo entre medos e ansiedades, uma combinação feroz que me joga contra a parede ainda que estático permaneça. Então posso olhar o relógio e sorrir porque é uma hora a menos. Posso sorrir com o fim do filme, passou mais duas horas. E outro sorriso porque passaram alguns minutos e estou mais próximo do reencontro do que da nossa última despedida. Depois de escrever essas palavras sem sentindo que querem desesperadamente ser compreendidas, eu me divido entre aquele que quer apagar tudo, fingir que nada está acontecendo e entre um outro que quer erguer a espada no largo e berrar para que ouçam, os que estão perto e ele que está longe, que tudo é difícil mas que preciso de compreensão. Que preciso de palavras sinceras e que não jogo mais tão bem com as mentiras. Descobri que não são promessas o que quero dele, quero apenas sinceridade para poder determinar os meus passos. Quero o mesmo que muita gente nessa rua patética tem, a convivência declarada num anel, nos anos que orgulhosamente contam, na cumplicidade sentida mesmo que atrás da persiana cinza. É apenas isso que quero, ser feliz, poder entregar o meu coração para alguém sem medos, sem essa mania suicida de achar que ele vai destroçá-lo e que o devolverá em mil pedaços. Ele é diferente e por mais que o mundo diga que não, que as experiências me digam que é inútil prever os futuros dias, no máximo se preparar para o pior, eu sei que ele é diferente. Sei por que o amo. Sei por que ele mostrou que tenho a capacidade de amar alguém e que se ele me amar também, poderemos em fim dar as mãos e viver o que sempre sonhamos naqueles dias ruins e rotineiros em que apenas nos sabíamos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116369250118481243?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116369250118481243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116369250118481243&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116369250118481243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116369250118481243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/11/uma-semana-de-atraso.html' title='Uma semana de atraso'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116286526174746676</id><published>2006-11-07T00:06:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:08:10.781-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Eu sei de tudo.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ediram para que um jovem rapaz escrevesse uma mensagem que pudesse ser entendida por todos os povos do planeta. E depois de diversos rascunhos, estrofes, letras, em fim ele escreveu a mensagem de amor que pôde ser facilmente interpretada ao redor do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mal sabia aquele jovem que estaria, atravessando canais temporais e escrevendo as minhas palavras para ti. Eu sei mais do que pensas. Sei mais dos nossos mistérios e da mágica que nos une. Sempre soube de você. Eu sempre soube que tudo o que você precisa é amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então abra a janela e tente me ver lá fora acenando. Estou um pouco cansado, consegue ver? É que andei muito pra poder chegar a tempo, mesmo que digam que nunca é tarde demais para a chegada de um amor. Vim até aqui pra te trazer esse bilhete que nos dará o direito a ir até Plutão. Eu vim te ver porque tudo o que você precisa é de amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sei que houve feridas, que houve aqueles que lhe devolveram o seu coração desprezado. Era apenas uma ajudinha, uma mãozinha, já que eu estava longe de ti. Houve uma razão para nossas dores, e você deve saber disso. Saiba que fui me perdendo pelo caminho e que toda vez que me faziam crer que o havia encontrado, eu olhava a estrela mais brilhante de todo o céu, e um suspiro cafona denunciava que era a janela errada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem coisas que a gente não diz. Outras a gente não expõem. Encontrei uma porção de orgulhosos no caminho que me trouxe até aqui. Mas eu me preparei tanto, olha essa roupa nova que comprei, não é bonita? Devo me calar agora que o encontrei? Posso parecer um bobo com caixinhas de madeira na mão, mas se apaixonar é se tornar um pouco bobo, então tudo bem, podem me chamar de bobo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Abra mais um pouco a janela, tudo o que você precisa é amor. E você acredita que coube tudo dentro dessas caixinhas? Não tenho moedas. Não tenho a beleza dos belos. Não tenho impérios, nem um mundo de livros. Tenho poucos cabelos, os braços finos e um coração que venho humildemente lhe entregar porque foste seu desde sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Consegue ver o meu mundo tremulando as bandeiras da alegria? Eles comemoram o momento tão esperado. Hoje os refletores estão em ti porque tudo o que você precisa é amor e está aqui o coração que bate pra te fazer feliz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esqueça o que passou. Era tudo história velha e repetida. Basta abrir a janela e pegar o que é teu. Eu cuidei bem dele mesmo não sabendo da beleza do vermelhinho dos seus olhos, dos dentes separadinhos, do exagero no “s”, do silêncio e da facilidade de me fazer sorrir. Eu cuidei do amor que eu tinha para dar para alguém mesmo não sabendo que era você, e de certo modo, sempre sendo você.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tudo o que você precisa é amor. Atravessei os canais do tempo um dia e sussurrei para o rapaz que ficou famoso, “All You Need is Love”.&lt;/span&gt; &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116286526174746676?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116286526174746676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116286526174746676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116286526174746676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116286526174746676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/11/eu-sei-de-tudo.html' title='Eu sei de tudo.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116277926835993965</id><published>2006-11-06T00:13:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T13:08:55.452-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>Jujubas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ram três as opções. Eram três as possibilidades que havia imaginado. Não que tivesse controle total sobre elas, não tinha mesmo, mas roia as unhas aflito pois sabia que as dúvidas não haviam sido tão inconscientes assim. Era um estranho vicio de plantar, no pequeno vaso chamado futuro, as situações que seguiriam. Inventava situações diversas, e ouviu de certa velha certa vez que certas invenções eram perigosas. Desejar o bom caminho abre para ti o próprio caminho, reforça o querer, como gama concentrada de energia positiva, que acumulada e saída direto do coração desejoso, faz com que a possibilidade do que se quer acontecer se torne infinitamente maior. Mas sabendo de seu vicio, a certa velha sempre certa alertou do perigo que corria. Ao criar negativas projeções futuras, ele se distanciava ainda mais do seu querer. A velha até entendia, é um mecanismo arteiro, ele havia sido programado para se defender e criar certas histórias, maluquices de sua cabeça, a possibilidade escura. Era como um teste, um vestibular para o sofrimento que viria ali na frente. Desse modo, ainda que quisesse arrancar os cabelos e ver em suas finas raízes todos esses maus pensamentos, ele só queria não sofrer e para isso o seu corpo se manifestaria de todas as formas. A velha ainda disse “abrace a sua loucura antes que seja tarde demais”.&lt;br /&gt;Pensou em escrever um livro. Passaria melhor o tempo e afastaria os maus e quaisquer pensamento traiçoeiro. Impossível, era superficial demais para tal, pensou. Sentia a testa quente, contorceu na cama, uma meia volta para a direita outra meia volta para esquerda. Olhou para o telefone, deve ser tarde. Fosse cedo, telefone não há. Não existe outra forma. Revirou mais uma vez e pediu calma. Olhou o teto e nada viu, apenas buracos onde prometeram um dia que seria o repouso de belos balões feitos com guardanapos. A mão acariciava o lado direito logo abaixo, tomado por medo acariciando a si mesmo. Como se sua mão pudesse entrar dentro de ti e embalar o órgão ferido. Foi quando lembrou de Caio quando este disse “feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todo os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se mais ficaria”.&lt;br /&gt;Ele queria encontrar a velha e pedir conselhos. Queria que alguém sabiamente pudesse lhe dizer o que fazer. Mais sábio seria procurar uma vidente, cartomante ou qualquer pessoa que pudesse lhe dizer um simples sim ou um não ruidoso. Na verdade ele sabe que não precisa disso pra acomodar a cabeça no travesseiro, mas o encontro com a velha seria ideal. O pêlos duros no queixo pontudo da velha, que lhe pinicavam ao beijo, deixava a saudade confortante de dias não muito confortáveis. E que passado a maior dor já sentida, a dor de si em si, ele pensou que não mais haveria indecisões ou provas em sua vida. Não haveria medo depois de encarar a finitude dos dias. Errando nos cálculos, feliz como poucas vez sentira, gozando de dias lindos e perfeitos como passeio em jardim florido, ele não entendia a angústia que lhe apertava o peito e que fazia ter os tais pensamentos tão condenados pela velha. Lembrar da velha não bastava, queria tê-la, possuí-la. Arrancar a sua sabedoria, os seus segredos guardados no miúdo corpo. Ele queria ser a própria velha que tudo sabia sem nada saber. Ela havia vivido menos provações do que ele, já que viagens de navios não prova nada, pelo menos para ele. Mas havia uma coisa na tal velha, um sentido primitivo que o fazia querer ser menos complicado e viver como ela vivia.&lt;br /&gt;Pensou nas poucas vezes em que amou e não foi amado. Pensou nas outras vezes em que o amaram e ele não amou. Toda a dor está ai, nesses desencontros. O fato é que ele amava, e nas ocasiões em que permitiu que isso acontecesse, o final não era o esperado, mesmo assim era o imaginado. Estaria então a velha certa? Estaria ele provocando em seu pensamento doentio a febre de futuros rompimentos? O fato é que ele assistiu a muitas novelas. Criado por mulheres novelescas, com quedas ao melodrama. E já moço, foi encontrar repouso no cinema, sim, já que novela era coisa menor. E viciado em histórias que não davam certo, emocionado com o que não foi, tornou-se cúmplice da infelicidade plástica de seus heróis. Admirador da triste beleza que a tristeza carrega. Naquela lágrima presa ao olho, na cafonice da partida, de um abandono, no sentimento destrutivo da auto-piedade, sim, pois ele se vira exatamente ali, projetado na tela. Vivendo aquele sofrimento atuado poupava-se de vivê-lo na carne. Estava poupado e pronto!&lt;br /&gt;Mas era diferente, ele amava e ensinaram que amar é perigoso. Lembrou de Cecília, a bela menina que sofrera por ela anos antes, e pôde sentir sua dor. Sabia que só sentiria a dor de seus amados quando amasse de fato. Então já não havia como ter auto-piedade. Porque se não amara antes, como sofrer pelas vezes que amou e não foi amado? Sim, ele havia transformado paixões em amores, amizades fortes em amores, sentimentos belos em amores, mas amar, como estava amando naqueles dias, jamais.&lt;br /&gt;Seria esse o medo? A velha sábia tinha previsto esse dia e antes de partir, ainda que com o olhar triste, o escolheu entre outros treze. Era a ele que ela daria o dom do amor e assim, todas as alegrias e dores que ele proporciona. “Tudo o que você vai fazer daqui para frente será por amor”, como dizer isso a uma criança da forma que deve ser dita? Ela arriscou em deixar-lhe sua herança. Ainda que tenha levado a sua sabedoria, ainda que não tenha deixado segredo algum, ela fizeste, com o coelhinho de cartolina nas mãos a previsão que agora, ele, revirando em lençóis verdes, conseguia entender.&lt;br /&gt;Viver é desviar das dores ou viver é fazer o que a maioria não faz? Eram três jujubas. Três opções. Uma jujuba azul, uma jujuba vermelha e outra jujuba roxa. O homem olhava com extrema paciência. Com a perna cruzada, olhar sereno, fumando como fumam os atores de cinema, virando a cabeça pra fumaça sair de lado. Ele esperava paciente a decisão do escolhido da velha. Escolher nunca era algo fácil, não para ele. Escolher era sempre perder. Nunca se prendera ao que ganhava, havia mais valor o que perdia e talvez ai more o fetiche pelo sofrimento. Mas as três opções eram de outra espécie. Eram decisões que em partes, a não ser uma das jujubas, não cabia a ele. E que, por ter pensado demais, por talvez não ter se preparado como sugeriu a velha, haveria de passar pelo sofrimento de escolher a jujuba errada. Foste ele que imaginou, então que ele arcasse com o que viesse depois. O homem fumante pouco se importava, era apenas o mensageiro da cabeça descontrolada do outro. Eram três jujubas e apenas uma escolha.&lt;br /&gt;“Vou dizer-te sem muita demora”, disse o homem, “na verdade refrescar seus próprios pensamentos, há de escolher e digo que tens 1/3 de chances de fazer a escolha certa, se é que nessa sua mente doente haja certo ou errado, e assim, sobra-lhe 2/3 de escolhas, que tenho para mim, como as erradas”. Aquilo não poderia estar acontecendo, ele só queria ser feliz, havia vivido tudo até ali por amor. Tudo bem, tudo bem não de forma consciente, ouviu aquilo da boca murcha de uma velha enrugada como frase qualquer sendo dita por quem já não é dono do raciocínio. Era o seu castigo, pois é muito fácil dizer que tudo sabia agora que tudo acontece, e como ele sempre se punira, era o que ele a si fazia naquele momento.&lt;br /&gt;“Escolha uma e fiquem juntos. Escolha a outra e você desistirá. Por fim, escolha a última e ele o deixará. Simples. Três possibilidades. Três chances que você inventou. Agora viva uma delas”. Como saber?, ele pensou. Se tudo aquilo era invenção de sua cabeça, ele haveria de encontrar um modo de se enganar. Ele deve ter deixado alguma pista. A jujuba azul é anis e ele detesta o gosto do anis, porém azul é a sua cor favorita. Assim como o vermelho, cor querida, a jujuba deve ser morango, ou cereja ou framboesa e todas eram saborosas, mas nada igual como a de uva, a roxa.&lt;br /&gt;Ele então chorou. “Não se desespere” confortou-lhe o homem. “Com não me revoltar com a crueldade de tal jogo! Como não me desesperar diante ti? Diante de mim? Eu estava tão cansado, havia provado o gosto amargo do futuro vazio, a beleza havia se perdido e quando eu permiti, quando encontrei o amor encontrado arrumaram uma maneira de destruir tudo! Não basta o que eu passei? Não basta o sofrimento daqueles dias? Não bastou aquilo tudo para me provar? Eu sai da roda! Sai dela! E pude em fim respirar e foi quando ele sentou do meu lado que eu senti o coração bater novamente. Eu sai da roda como vocês recomendaram! E agora tenho que escolher? Que fim injusto para um tolo apaixonado como eu”.&lt;br /&gt;O silêncio do homem que já não fumava mais era o oceano, só que sem o chiado das ondas. Percebeu que não sairia dali sem fazer uma escolha. Seu Deus havia morrido a muito tempo e então prendeu-se nas palavras que ouvira no ônibus. Naquele reencontro inusitado, da voz que lhe dizia jamais ter sido esquecido quando parte da dor que lhe consome é ser esquecido. É nela, na certeza ainda que sem caminhos claros, que tudo dará certo se ele ouvir o coração. E foi assim, com o coração, com a coragem que não lhe falta, ainda que afogado em medos, que ele escolheu a jujuba e pode em fim dormir.&lt;br /&gt;Perguntem a ele a jujuba escolhida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116277926835993965?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116277926835993965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116277926835993965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116277926835993965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116277926835993965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/11/jujubas.html' title='Jujubas'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116230031400086232</id><published>2006-10-31T10:11:00.000-03:00</published><updated>2007-02-15T13:09:36.137-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Entre por essa porta...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; infinito daquele azul não me diz mais nada. Vontades sufocadas, escadas que não consigo alcançar, a inquietude que não termina. Elogiaram a minha intuição e mesmo sabendo de toda sua funcionalidade, algo engasgou no peito. Alguém soque as minhas costas, arrebente meus músculos tensos, faça sair de mim essa coisa que não é de mim. Faça sumir esse desespero plástico, essa lágrima que tende a conhecer a pele fria e triste. O riso sai desistindo, arrependido de não ter sido o riso que se esperava. Mergulhado em caricaturas, em sonhos que não os seus, em palavras recortadas e picotadas, imagino a projeção de dias que virão. E entre o que não devo pensar e o que quero que aconteça, me perco nessa luta de lutar todo dia contra os fantasmas, os medos, os velhos medos, os mesmo medos. E no silêncio, estranho silêncio que quero rompido, nas surpresas que deveriam surgir, eu agora mais espero do que vivo. Esperar não é viver, mas por vezes é preciso esperar para viver o que sonhei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116230031400086232?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116230031400086232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116230031400086232&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116230031400086232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116230031400086232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/entre-por-essa-porta.html' title='Entre por essa porta...'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116217186911100518</id><published>2006-10-29T22:30:00.001-03:00</published><updated>2007-02-15T13:12:07.181-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Corda bamba da auto-sabotagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando, num futuro próximo, eu receber a mensagem que eu mesmo me enviei, saberei dizer mais sobre mim e minhas verdades. Eu tinha a complexidade otária de complicar as coisas. Confesso que ainda tenho um resquício desse triste desprazer e preciso de ajuda para me deter. Desisti muitas vezes. Desejava ser comum por mais que comum não houvesse em minhas formas. Eu sempre quis ser o outro que não era eu. E assim, de dor em dor, de partida e desistências, eu tentava, ainda que de teimoso, fazer-me diferente. Chegar a quem se é não provoca bolhas nos pés ou calo nas mãos. Ser a quem se é, experimentar a pura sensação de liberdade pertence a todos. Acontece que alguém um dia inventou de se distanciar dela e todos os outros, seguidores burocráticos, insistiram de fazer igual. E nesse efeito dominó, coisa de séculos ou dias, eu me vi querendo repetir as repetições repetidas dos artistas. Me vi querendo o que não queria, como postar-se diante de imensa mesa e vomitar nas porcelanas antes de servido o banquete. Se fartar de vomitar coisas, abandonar pessoas, desistir de planos, abortar projetos e sufocar sonhos. Isso é o que é viver para muitos. A dor esconde-se na falta de dúvidas, de tédios, de amigos cretinos. Eu quase me afundei na imensidão dos perdidos, e hoje me encontro entre duas forças que me empurram em sentidos opostos. Tenho um novo sentido e novas cortinas se abrem. Ele baila meio descompassado, sorri tendencioso, insinua saber onde esses passos nos levarão. E eu, inundado de pequenos medos e grandes esperanças, tento enxergar como meu querido estranho. E em seus passos, ainda que desastrado, tento me encontrar. No seu ritmo, no seu jeito doce de me chamar de anjo. Eu preciso de um pouco de calma, de muito entendimento, de uma mão estendida e um copo de suco. Eu preciso tirar a coragem que tá escondida lá dentro daquela caixinha e abrir a vento. Permitir que ele me carregue, que mostre o caminho que sempre sonhei seguir. Está muito próximo, posso tocar. E tenho medo, pois quando isso aconteceu, certa vez esquecida, o toque não foi o suficiente. Ver fugir de ti os sonhos que te ensinaram a pisotear? Não é a sensação que quero sentir. Talvez seja por isso que nobres anjos assoprem com veemência que devo seguir mais uma vez o meu coração. De mostrar, para o sujeito que abrirá sua própria mensagem no futuro vindouro que ele estava certo. Que foi a opção acertada, pois encontrar um amor como esse não é para qualquer. Para você, que sabe de todo o meu sentir, só me embale com seu jeito jeitoso, me mostre a nossa calma e nos levará aos dias calmos sempre esperados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116217186911100518?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116217186911100518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116217186911100518&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116217186911100518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116217186911100518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/corda-bamba-da-auto-sabotagem_29.html' title='Corda bamba da auto-sabotagem'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116208342016021832</id><published>2006-10-28T21:49:00.000-03:00</published><updated>2007-02-15T13:13:55.742-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Retrospectiva ou O Melhor e O Pior de mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;s pessoas estão ocupadas demais para nos surpreender, ou envolvidas em seus problemas inventados".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A gente acha então que nunca mais vai ser feliz. Que foi tão bom e perfeito, tão único e mágico, que jamais algo parecido irá surgir na nossa vida. Eu estive, por um tempo, guardado aguardado dentro de velhos guardanapos. Estive preso em momentos do passado, em lembranças boas, em medos frágeis e em sonhos impossíveis. Estive acreditando e desacreditando. Dizendo não quando na verdade queria dizer sim. Uma vez lá em cima, outra vez lá embaixo. Tudo muito contabilizado, pesado, registrado, calculado. Vida sem graça que se ia perdida e achava em roteiros mal escritos, e-mails jamais enviados e telefonemas para sempre esperados".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Há uma graça nisso tudo. Há algum encanto desencantado enterrado em alguns desses parágrafos, cenas, linhas, cabeçalhos. Há saudades e reticências. Há três pontos, vontades inusitadas, acentos mal acentados, pontos finais em lugares equivocados, vírgulas com nome de anjo, anjos querendo ser vírgula, palavras por palavras, e finalmente, apenas palavras".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não quero mais viver tudo no cara-a-cara. Há momentos que posso viver sem correr riscos maiores. Há coisas tão condenáveis em outros tempos que posso fazer agora sem maiores ressentimentos. No branco eu crio o meu mundo, a minha fuga e tudo o que eu quiser".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"No momento em que se foi, fiquei meio oco por dentro. A imensidão da beleza de um sentimento que se perdeu. Que deixa a marca marcada viva e morta dentro de algo que já não existe mais".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Estranho ser você e não te querer. Estranho rejeitar o que mais se quer. Calar num peito trancafiado. Há uma beleza nisso. No rosto sincero dessa perfeição. Sim, é você que amo, mas é você que finjo não querer".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Se todos os nossos sonhos fossem como sonhos de padaria, que sonhos compraria?".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Lá fora, o calor, dentro do carro, aquela tristeza “nossa” carregada à força. Aquele “lutar” já vencido. Uma sensação azeda de perda, de vazio, de regresso, de voltas e mais voltas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O olhar que eu não conhecia. Dentro de mim já existia. Era meu amigo invisível".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mesmo na curva do amor. Mesmo sendo a ponta quebrada de um triângulo. Algo sei que vou guardar".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A espera é dolorida. A dosagem, nem sempre é precisa. Mas a ausência, essa é necessária. Só assim saberás se me tens... Só assim saberei se o tenho. E ao fim, saber que ninguém sabe nada...".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não caíra no esquecimento. Não se apaga o beijo bem dado e o seu olhar calmo. Há retalhos arrancados de mim. Pedaços de vultos e de saudades com nomes e metades que levam o melhor de mim".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E perdido em mundo novo, e sentido em sentimentos soltos, ele inventou de aceitar seus desejos. Ele criou um mundo seu, uma tecnologia barata, bordada a mão, feita sem esforço, palpitações únicas, necessidade pulsante do seu redescoberto".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Hei de me perder, de me lembrar e de te esquecer e de desejar o inverso, todo o resto, e sufocar até morrer mais um pouco".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tente recusar só aquele imundo lado, mas não recuse a mim. Sou mais que isso. Posso ser mais".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Um silêncio adorável e um abraço gentil. Um carinho perdido e logo um brilho encontrado. Uma eternidade em segundos. Um ter meio não tendo naquela noite de verão".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Havia um lugar onde fitinhas multicoloridas enfeitavam os cabelos. Havia um lugar onde a tristeza era um combustível, onde se enganar era a melhor forma de ser feliz. Havia um lugar e nele tudo podia acontecer. Inclusive o nada. Nesse se perder e se achar e se perder de novo, ele perdeu a conta das perdas. Ele perdeu a conta das pedras. Ele perdeu a conta de quantos pedaços seus levaram embora".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Suspirei por perdas irreparáveis. E sobre as minhas escolhas vi refletido a imagem de alguém eternizado por suas escolhas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E quando não há mais nuvens e nem estrelas e nem pipas e nem pássaros, as razões se perdem. Quando não se consegue lidar com as pessoas, quando as pessoas não sabem se desvirar, é hora de partir em busca de si mesmo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sonhei com dias melhores. Sonhei com pessoas queridas, com situações imaginárias. Eu me inventava ao seu lado. E inventava outros. Criava situações como num filme. E eu era feliz. Feliz sonhando que gostavam de mim como eu era, e que não pediam nada em troca pra isso. Uma brincadeira solitária".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Queria um coturno, um sobretudo, uma música triste borrada pra mim e um sonho bom. Queria viver de planos, projetos, rascunhos de projetos e projetos de rascunhos de projetos. Viver de mentiras, ainda que verdadeiras demais. Fugir das verdadeiras, principalmente das falsas demais. Pular amarelinha aos sábados. Perder guarda-chuva na segunda e pegar na sua mãe na quinta".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Deveria existir um vácuo, um buraco negro entre uma relação e outra. O mundo deveria ser devastado por uma bomba atômica louca assim que descobrimos que não somos mais os culpados por calafrios, batedeira no peito, tremedeira nas pernas ou ereção fora de hora. E só voltar a ser mundo quando, após uma noite quente e íntima de sexo surpreendente, ouvir um sincero “eu te amo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Ninguém se separa. As pessoas se abandonam. Essa é a verdade, a verdade verdadeira. O amor pode ser recíproco, mas o fim dele não, nunca".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E o mundo para um desprotegido é assim, uma imensidão de coisas novas que ora nos assustam ora nos possuem. Um vagar pela verdade, entre a realidade e a dor de toda essa vida. Um sentimento de ser dono de si e não ser dono de nada".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Busquei nos outros o que estava vivo em mim. Passei minha vida sofrendo por outros, é a primeira vez que sofro por mim".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu sei que é tudo confuso. Não sei o que será daqui para frente. Ainda não sai lá fora, não vi as pessoas. Algo dentro de mim diz que nada vai mudar. Mas que estranhamente vai mudar pra melhor".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Agora é que quero viver. Nesse tempo certo-incerto que foste desde sempre e que agora surge pra mim como um desafio bom de querer pessoas boas e bons momentos".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Pensei em tanta coisa e ao fim não pensei em quase nada. Os dias são assim, intervalos de tudo e de nada. Uma brincadeira de inventar o futuro, sonhar acordado, imaginar lugares, pessoas e situações. Um projeto audacioso de querer, de querer mais aquilo que se desconhece, como muitas das coisas que penso e que não penso a fundo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Poderia estar sofrendo agora. Chorando ao volante, sendo um bom exemplo de como é triste ser adulto. Que ser adulto é conviver com noticias ruins, ver o lado bom delas, sorrir quando tudo diz não. Ser adulto é viver se acostumando. Acostumar com a infância que passou, com os problemas, os vírus, o trânsito, a poluição, os idosos varrendo as ruas, tenho que me acostumar com tudo isso e ainda sorrir".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O que sinto é sempre mais forte. O momento pede para ser revelado no meu ritmo. Eu já sei que o mundo é bem mais que o que vejo pela janela. O som pode ser mais que silêncio".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Hoje sou um substituto de mim mesmo. Um amor substituindo as dúvidas de uma vida".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E nesse novo outono, novos dias de uma vida quase nova, os temores são grandes e o poder do adeus é coisa que persiste. Uma despedida a cada esquina. Uma última vez tímida e secreta, pra não maldizerem do que sinto e assim vou vendo e vivendo esses dias nublados. O frio se estende e percorre as noites quentes, de pele molhada e mal estar intenso. Parece que vai explodir, voar pedaços coloridos por ai, lenços e mais lenços por um olhar apagado".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Reunião de amores. Sorrisos limpos e abraços sinceros. Tudo assim, bem simples e verdadeiro. Sem poesia, meio seco, no que é. Não são relações imaginárias, sentimentos idealizados. Não são personagens de roteiros mal escritos. São amigos. São pedaços de mim".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não creio mais nas suas palavras e ainda assim, moras dentro de mim".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Vou em busca de mim, desse algo que brilha além dos muros".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Como disse, há exageros. Sou assim, um exagero em duas pernas, poucos cabelos, sorriso largo e olhar curioso. Sou um pouco tudo e muito de nada. As vezes fica a impressão de que sou o oposto do que mostro, mas atente e me leia uma, duas ou até três vezes com mais calma. Inverto muito e isso confunde".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O recente mal deveria ter me condenado, mas na loucura toda dessa minha vida, essa coisa microalgumacoisa trouxe de volta ou trouxe de vez essa vontade de ser e de viver mais que nas palavras e nos desejos".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"As más noticias foram em fim despejadas nos passados amores. Difíceis palavras, estranho momento de revelar o que doces dias nos trouxeram. Um a um e eu vou ficando só".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Gosto de coisas consertáveis. Mas nem tudo pode ser consertado".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu poderia fazer coisas mágicas e terríveis com alguém do meu lado. Posso insistir que o homem não foi na Lua, ver todo mundo irritado e me achando um boboca, não importa, comam torta".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não há mais o que temer. Escreva lindas palavras. Já não há sentimentos para poder recriminá-lo e assim, nem para amá-lo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Quando se perde a bela cena que nos envolve, que nos instiga, que nos ameaça, se esquece o futuro e os caminhos que nos levam até lá".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Cadê a poesia? Socada numa bunda qualquer que senta apoiando os risos falsos, as felicidades amarelas, coisas limitadas e tristes vidas longas mal vividas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E ainda tenho que conviver com a piedade, porque é o que fazem, lêem um troço desse que estou escrevendo e ainda sentem dó de mim. Se for meu amigo me liga e não diz nada, ou melhor diz o seguinte: “Vai tomar no cu! E se arruma que a gente vai no cinema!”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Se tenho que conviver com os meus medos que é morrer, sentir dor e ficar sozinho, então vou selecionar mesmo, o que de pior poderia me acontecer?".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A claridade não perturba, vai me convencendo, me ganhando, me tendo de novo no meio de suas coxas macias e suadas. Escorrego pro lado de lá e já posso dormir mais tranqüilo. Tão perto e próximo ao principio abismo. Só vou voltar pra matar a saudade, pra lembrar como era bom. Me puxa pra dentro, bem devagarzinho, sem choros e esperneio. Fico de conchinha, cochilando bem mansinho com todos os diminutivos bonitinhos que juntei pela vida".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas hoje, porque duvidar da fé das pessoas? Eu acredito que um dia vou conhecer alguém que goste de mim como sou e que vou retribuir tal pessoa com o mesmo sentimento, isso não é fé?".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Igualmente recuso a dó, a piedade, a solidariedade barata e o assistencialismo patético. Recuso os amigos falsos, as lágrimas pedantes, as desculpas inventadas e o perdão fingido. Recuso o interesse cruel por minha dor. Recuso o olhar curioso, o toque receoso, o excesso de zelo, o papo contido a distancia calculada".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tenho um olhar muito simples para as coisas. E temo, com isso, simplificar o mundo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O nosso tempo a gente inventa, e você inventou que ele acabou".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Hoje foi um dia bom. Dia-pós-dia-maravilhoso. Acordei com seu cheiro. Com gostinho de quero mais. Levantei meio anestesiado. Passei o dia tentando entender tudo o que aconteceu ontem. O mundo na segunda e eu ainda perdido no domingo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tenha consciência que sempre vai haver alguém na contra mão do amor. Alguém sempre vai se perder na próxima curva, mas que ao fim, tudo ficará bem".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A foto do amável desconhecido colore sonhos permitidos e traz novidades degelando as calotas de sentimentos empilhados no canto escuro do último quarto no último andar do último prédio oposto àquele onde fica o adorável apartamento azul".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O desconhecido toma a forma que quero, caminha pelas calçadas de meus dias, me faz sorrir e me querer bem e melhor".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu te entendo. Acho que entendo. Compartilho da mesma cafonice bamba, de suspiros quase adolescentes, de crenças quase impossíveis. Desse gostoso vicio de te sonhar acordado em todos os lugares, em todos os momentos e assim te ter ao meu lado por dias, por todos os dias, nas idas sem vindas. Nas idas e apenas idas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"É a alegria que não posso tocar, que está longe e que me fascina por isso. Por me tocar, por me encantar, quando tudo aqui perdeu a graça, onde os braços ficaram curtos e os corações apertados para me acomodar. E nesses dias onde só se crê no que se pode ver eu vejo você, nos sonhos que quero ouvir e na mão que posso tocar".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não posso me deixar vencer pela racionalidade chata alheia daqueles que já não acreditam no doce da melancia. Há uma doçura, ainda que se ache amarga, lá do outro lado, abaixo dos braços abertos. Está lá, do lado de lá da tela, do lado de lá de tudo e não se tem distância pra isso. Está longe e ponto. Pode ser cerca, parede, muro alto, ponte, está sempre do lado de lá e eu do lado de cá".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Se já não me entendem já não posso estar entre eles".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Uma perseguição constante pelo seu nome, pela sua figura, sua risada, suas histórias, tudo aquilo que não sei e que nem sei se vou saber".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Acho que vou ver o mar, sentir a areia, ficar horas deixando o mar me levar pra depois me vomitar de volta. Vou lá me despedir de algo que não terei mais".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Os mesmos delírios desconexos. As imagens do nada querendo dizer tudo o que se esconde lá dentro. Sou um pedestre invisível, e mesmo assim ando sempre pela calçada. Pegue em minha mão, estou programado para amar, programado para amar do amor tranqüilo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu sou assim, insaninho de palavras hábeis, coração na ponta da língua e língua no dedão do pé! Eu sou isso, percebe a dimensão da loucura?".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"É o mesmo azul, o mesmo desejo, o mesmo desejo de só querer assistir o mundo mas não fazer parte dele".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não tirem a beleza dos dias calmos. Eu girava com o mundo e agora ele gira sem mim".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sou a exceção no seu mundo de não. Sou o feliz que pode sempre lhe sorrir e dizer sim".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Cheguei em casa e o seu cheiro está aqui. Nos travesseiros. No lençol. Nas paredes. Há você aqui em todos os cantos. Nas músicas que levou, no roteiro, em mim".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O tempo que nos resta é muito tempo. E a distância que nos separa, muito curta. São 18 milhões de pessoas e eu estou no meio delas e quem consegue me alcançar é você que está do outro lado da fronteira".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não quero um outro olhar, um outro sorriso, outro sotaque que não seja o seu. Não quero outro sonho que não os que poderei dividir com você".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Viver faltando um pedaço é viver sem pensar no pedaço que falta"."Eu procurei você quando nem sabia que você era alguém. Procurei quando nem sabia que você era você. Procurei sem saber que procurava".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Porque se brega é se apaixonar todos os dias pela mesma pessoa, então eu sou o brega mais feliz do mundo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu posso dizer que fui salvo. Eu posso dizer que no momento em que vi a luz e ele estava lá, cansado e sorrindo pra mim, eu tive naquele momento a vida devolvida. E por isso os meus dias serão pra ele".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Acabaram os dias de espera. Os dias bons passaram, é passado. Os dias de felicidade infinita estão apenas começando".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"É um sentimento calmo, sincero e que cresce na proporção da distancia. Não há nada que nos separe. Quando um acredita, é a possibilidade do amor. Quando dois acreditam, é o próprio amor".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu cheguei para o meu amor e nunca é tarde. Cheguei e agora quero ficar".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"É o momento de ser feliz e de repousar tranqüilo no colo de um amor esperado".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Perguntei a mim mesmo e a resposta veio macia em ouvidos duros. E entrando com o vento lento, em movimentos leves e intensos, como onda invisível e distinta do ar que lhe cerca. Foi entrando e contornando os medos e os terríveis questionamentos. Foi desendurecendo coisas a muito endurecidas. E ouvindo tua própria voz, palavra bem cantada, nuvem de bom sentimento, ouviu de si a razão de si. “Eu o amo. Eu realmente o amo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu tive sonhos e hoje eles deixam de ser sonhos. Coisas tão perfeitas e que de tão perfeitas, assustam. Certas Coisas tão bem colocadas, tão bem feitas pra mim, só pra mim, tudo aquilo que eu só via do outro lado da projeção e que hoje, de forma mágica, se projeta dentro de mim".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116208342016021832?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116208342016021832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116208342016021832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116208342016021832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116208342016021832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/retrospectiva-ou-o-melhor-_116208342016021832.html' title='Retrospectiva ou O Melhor e O Pior de mim'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116191688313876456</id><published>2006-10-26T23:40:00.000-03:00</published><updated>2007-02-15T13:14:28.459-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Sou um cachorro no cio?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m dia eu ascendi uma vela e rezei pra lua que não mais me preocuparia com os olhares alheios. Existiu um dia, dias perfumados pelo perfume doce da confidente de cabelo engraçado, que eu prometi que buscaria a tranqüilidade nas essências. Acontece que estão me olhando como um cachorro no cio, e por mais que eu tenha feito promessas, esses olhares me fazem pequenino, fazem voltar os cinco anos. Então ou eu sou um cão no cio ou uma criança de cinco anos com o nariz escorrendo. Eu assistia Bagdad Café e tinha sonhos que hoje acontecem com o meu toque, em rápidas palavras e em fotos mal tiradas. Eu tive sonhos e hoje eles deixam de ser sonhos. Coisas tão perfeitas e que de tão perfeitas, assustam. Certas Coisas tão bem colocadas, tão bem feitas pra mim, só pra mim, tudo aquilo que eu só via do outro lado da projeção e que hoje, de forma mágica, se projeta dentro de mim. E talvez, a facilidade com as letrinhas, não traduza tão fielmente um discurso que pode até parecer reciclado, copiado de outros discursos de outros dias meio vividos. E por mais que eu tente provar que não é uma repetição, eu me tornei um Paco no cio ou um Pipinho no jardim de infância. Meus sonhos são diminuídos à pequenas insanidades, como utensílio de moda ou estação do ano, logo passa. Não culpo os meus observadores, eles não ouvem ou sentem o que eu posso sentir. Eles não ouvem o chiado do mar perto mesmo estando longe. Por mais que eu fale, que escreva coisas como essa, eles jamais saberão o que mora agora dentro de mim. Recorro a todos os meus anjos na busca de saídas e soluções, vejo o esforço dessa massa feliz coletiva tentando me empurrar do galho pra alçar vôo. E é quando me dá o medo, pois a gente aprende desde que nasce a duvidar de tudo aquilo que é perfeito. Eu tenho medos, eu sou normal. Não, eles não me dominam ainda. Sim, eu continuo sendo normal. O fim de ano é assustador, ele nunca me abraça. E temo que o fim do ano seja mais uma passagem triste de sonhos que não deixaram de ser palavras. Mas vai dar tudo certo. Um dia vão poder me olhar diferente, não como um cachorro no cio e sim como um cão feliz abanando o rabinho de felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116191688313876456?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116191688313876456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116191688313876456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116191688313876456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116191688313876456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/sou-um-cachorro-no-cio.html' title='Sou um cachorro no cio?'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116157018531268683</id><published>2006-10-22T23:21:00.000-03:00</published><updated>2007-02-15T13:15:19.108-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Váatéteumoço</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando penso em alguém só penso em você e ai então estamos bem”. É a frase mais verdadeira que existe nesse momento pra mim. Tudo bem que ainda não passou o efeito da pressurização da cabine. A viagem foi rápida, mas o suficiente pra me conceder respostas dignas. Estou feliz e isso é fato! Discorde e vá brincar com sapos! A loucura está além de vossos olhos, então como me acusar de um crime que desconhece? Estou fazendo a coisa certa caro pirralho de cabelos grisalhos. Ô sim! Grande Mestre dos Abaetés Maduros! Quem diz o que não faz já está querendo deduzir o que vai fazer! Eu já disse que vou e está encerrado. Arpoador que me aconchegue na pedra fria da noite que vira dia. E me prometa que não vai faltar rimas, cantigas e biribinhas. Deixe as velhas discutirem, não se apegue na bateção e escute mais o que te diz o coração. Há um Moço encantado, se sorriso prateado, o sotaque é engraçado, chia como a onda do mar. E ele está lá esperando o Moço. Sentindo a saudade que sabes bem como é. Te procura no teu cheiro e não há nevoeiro que não se note tal amor. Perguntei a mim mesmo e a resposta veio macia em ouvidos duros. E entrando com o vento lento, em movimentos leves e intensos, como onda invisível e distinta do ar que lhe cerca. Foi entrando e contornando os medos e os terríveis questionamentos. Foi desendurecendo coisas a muito endurecidas. E ouvindo tua própria voz, palavra bem cantada, nuvem de bom sentimento, ouviu de si a razão de si. “Eu o amo. Eu realmente o amo”. Saiu repetido seguido de um riso estonteante, olhos fechadinhos e um olhar cambaleante de felicidade. O anjo postado em forma de amigo querido, abre seu peito e te encolhe lá dentro. Sem mimos e exageros, o anjo lhe entende na forma mais absurda de entendimento. O olhar vai dizendo, o coração salpicando e a resposta veio. Não há mais dúvidas. O teu caminho tá pronto Seu Moço. Não volte sem o outro Moço e pequenas abelhinhas. Tem Sol do lá de lá, passe o tal do protetor solar. E seja feliz. Serei eternamente feliz.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116157018531268683?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116157018531268683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116157018531268683&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116157018531268683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116157018531268683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/vatteumoo.html' title='Váatéteumoço'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116145344585280145</id><published>2006-10-21T14:56:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:01:57.779-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Até mais, Ibirapuera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ocê está bem?&lt;br /&gt;- Sim, só preciso sair um pouco.&lt;br /&gt;- Você nunca me liga.&lt;br /&gt;- Eu não ligo pra ninguém.&lt;br /&gt;- Do que você está precisando?&lt;br /&gt;- Que idéia errada que tem de mim.&lt;br /&gt;- É o que me faz pensar. Se não liga pra ninguém e resolve me ligar é porque quer alguma coisa.&lt;br /&gt;- Não é verdade. As pessoas mudam.&lt;br /&gt;- Por isso que gostam tanto de você. Por causa da sua incapacidade de mudar.&lt;br /&gt;- Já leu Caio Fernando Abreu?&lt;br /&gt;- Algumas coisas, por que?&lt;br /&gt;- Tem uma frase dele que diz assim: “mudei muito e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado”.&lt;br /&gt;- Ok. Você mudou e estou quase convencido disso, o que quer comigo?&lt;br /&gt;- Quero dar uma volta.&lt;br /&gt;- Comigo?&lt;br /&gt;- Sim, com você.&lt;br /&gt;- Jamais pensei que esse dia chegaria, tanto que te chamei para essa voltinha. Tomou algum pontapé na bunda ou algo parecido?&lt;br /&gt;- Você ficou ácido com o tempo.&lt;br /&gt;- As pessoas mudam.&lt;br /&gt;- Estou indo embora para o Rio.&lt;br /&gt;- Você?&lt;br /&gt;- É. As pessoas não só mudam. Elas se mudam ás vezes.&lt;br /&gt;- Quando?&lt;br /&gt;- Agora. No inicio do ano. Então, quer me ver?&lt;br /&gt;- Quero. Onde?&lt;br /&gt;- Ibirapuera. Na Praça do Porquinho. Te espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá!&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Que frio!&lt;br /&gt;- É, tá muito frio.&lt;br /&gt;- Vai sentir falta?&lt;br /&gt;- Do frio?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Não sei dizer. Acho que sim. Sinto falta das coisas.&lt;br /&gt;- Sente falta de mim?&lt;br /&gt;- Sim, e você?&lt;br /&gt;- Sabe que sim.&lt;br /&gt;- Agora eu sei apenas o que as pessoas me dizem. Prefiro não adivinhar o que elas pensam.&lt;br /&gt;- Mas você sabe que eu sempre te amei.&lt;br /&gt;- Acho que nem você sabe disso. O que temos é um carinho grande.&lt;br /&gt;- Fale por você.&lt;br /&gt;- Sinto um carinho enorme por você e por isso o chamei aqui. Poderia ter chamado milhares de outras pessoas antes de partir e escolhi você.&lt;br /&gt;- Por que está indo embora?&lt;br /&gt;- Hoje eu sei porque te deixei.&lt;br /&gt;- Por que está indo embora?&lt;br /&gt;- Eu o encontrei.&lt;br /&gt;- Você é maluco.&lt;br /&gt;- Essa é uma das razões. Você não era maluco o suficiente para mim.&lt;br /&gt;- Qualquer um acharia isso bom.&lt;br /&gt;- Não eu.&lt;br /&gt;- Você nunca desistiu, não é?&lt;br /&gt;- Nunca.&lt;br /&gt;- Como sabe que o encontrou?&lt;br /&gt;- Sabendo.&lt;br /&gt;- Eu não fui “ele” um dia?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Então por que ficou comigo.&lt;br /&gt;- Por um instante pensei que não o encontraria. E você era bom o suficiente pra calar a minha busca.&lt;br /&gt;- Você me chamou aqui pra isso?&lt;br /&gt;- Não. Sim. Não. Não sei.&lt;br /&gt;- Eu ainda tentei ficar com você mesmo depois de tudo.&lt;br /&gt;- Por que? Por que queria ou achava que ninguém mais ficaria comigo?&lt;br /&gt;- Porque eu te queria.&lt;br /&gt;- Eu sei e achei lindo o seu gesto, mas não era você.&lt;br /&gt;- O que está tentando fazer? Me libertar?&lt;br /&gt;- Veja como quiser ver.&lt;br /&gt;- Eu já não te amo como amei um dia.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Então não tinha porque me chamar aqui pra contar das suas maluquices.&lt;br /&gt;- Não é o que você está pensando.&lt;br /&gt;- Ir para o Rio de Janeiro atrás de uma pessoa que você sabia que existia e que só não sabia o nome, o sobrenome, se gostava de geléia é maluquice!&lt;br /&gt;- Tanto eu sabia que ele está lá me esperando agora.&lt;br /&gt;- Qualquer um que aparecesse você diria o mesmo.&lt;br /&gt;- Eu disse pra você?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Sinto muito.&lt;br /&gt;- Tudo bem, desculpe.&lt;br /&gt;- Eu precisava lhe dizer. Não posso partir sem antes deixar claro que te deixei porque ele estava me esperando.&lt;br /&gt;- Antes pouco me importava porque você havia me deixado. Você me deixou e nada mudaria. Mas se diz que me deixou para encontrar o seu desconhecido e isso aconteceu, fico feliz por você.&lt;br /&gt;- Obrigado. Você não mudou nada.&lt;br /&gt;- Você também não.&lt;br /&gt;- No nosso caso é bom não mudar, não acha?&lt;br /&gt;- Acho. Prefiro você assim.&lt;br /&gt;- Hoje eu sou quem eu sempre quis ser.&lt;br /&gt;- Dá pra ver nos seus olhos. E São Paulo?&lt;br /&gt;- Amo São Paulo. Paulista, Consolação, Liberdade, vou sentir falta. Mas o meu coração me manda pra lá.&lt;br /&gt;- Sempre admirei pessoas que seguem o seu coração.&lt;br /&gt;- Eu preciso ir. Não posso ficar aqui e pensar o que teria sido se eu tivesse ido. Não faz sentido agora. A minha felicidade está lá, num sorriso lindo, de sotaque mágico, é o que quero.&lt;br /&gt;- Vou sentir a sua falta.&lt;br /&gt;- Eu também.&lt;br /&gt;- Que tal andar de bicicleta?&lt;br /&gt;- Acho ótimo.&lt;br /&gt;- Ei, você o ama?&lt;br /&gt;- Sim, muito, como nunca amei ninguém.&lt;br /&gt;- Então ele é um carioca de sorte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116145344585280145?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116145344585280145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116145344585280145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116145344585280145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116145344585280145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/at-mais-ibirapuera.html' title='Até mais, Ibirapuera'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116126541116699681</id><published>2006-10-19T10:42:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:02:32.030-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Arpoador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; mundo disse não e eu sorri mesmo assim. Viraram as costas e eu fiquei ali esperando a minha vez de entrar. Eu quis muitas coisas em outros tempos. Eu fiz planos numerosos, imensos desejos e detalhei tudo o que não conhecia, tudo o que não sabia, o que não queria. Eu rimei batata com pirata, árvore com espinafre, sapato com apertado, guarda-chuva com coisa nenhuma, amor com amor e somente amor. Disseram não e eu insisti. Uma birra pirracenta de querer mais e de querer tudo. Ainda quero um sobretudo, um coturno e uma música triste borrada pra mim. O sonho bom já é realidade, assim como os planos, os projetos, os rascunhos de projetos e os projetos de rascunhos de projetos. Agora eu conheço o Rio e o meu coração segue dividido entre a Cidade Maravilhosa e a Terra da Garoa. Tenho um amor e só falta o jardim. Tenho o amanhã e tenho o olhar que é só pra mim. É a hora de colocar em prática tudo o que colhi pela vida. É o momento de ser feliz e de repousar tranqüilo no colo de um amor esperado. A vida da gente é assim, ou pelo menos, de todos deveria ser assim. Reencontros, ainda que demorados, dos amores esperados. A risada da minha mãe me fascina e as piadas do meu pai me iluminam. A Eva e o Tobias me dão vida. E meu amor me faz sorrir. Que bom, porque sorrir é e sempre será, cool.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116126541116699681?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116126541116699681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116126541116699681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116126541116699681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116126541116699681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/arpoador.html' title='Arpoador'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116047954172284903</id><published>2006-10-10T08:23:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:03:44.398-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Para a pequena Eva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u sou o Clau. Eu poderia ser qualquer outro mas eu sou apenas o Clau. Filho de um padeiro comunista que sonhava ser palhaço e de uma delicada mulher com alma de artista que faz-de-tudo-um-pouco-e-muito-bem. Com esses dois exemplos dentro de casa, desde pequenino aprendi que existem muitas coisas no mundo mas que se vale a pena mesmo é procurar pelo nosso amor. E eu procurei por ele nos meus brinquedos, nas brincadeiras de roda, nos bancos da escola, nas férias de julho e nas de dezembro também. Procurei o amor comendo suspiro doce e ouvindo Biafra escondido dos terríveis adultos. E sem saber que o procurava eu juntei umas coisinhas especiais que carrego comigo até hoje. Para procurar por um amor nada melhor do que amar e o amor me levou até as melhores pessoas. A família querida, os amigos do peito com os quais vivi e vivo momentos inesquecíveis. Pessoinhas engraçadas ou sensíveis ou sinceras ou intensas ou corajosas ou tudo isso junto. Amo elas porque elas são elas e elas me amam porque eu sou o Clau. E hoje eu tenho um amor! Hoje eu tenho a felicidade de ter chego onde sonhava chegar. Estou onde os meus brinquedos me contaram que eu chegaria. Eu cheguei como todos os amigos esperavam que eu chegasse. Eu cheguei para o meu amor e nunca é tarde. Cheguei e agora quero ficar. Eu sou o Clau e posso te falar, assim de maneira boba, que eu gosto de ser o Clau. Eu tenho dois salsichas lindos, eu tenho uma facilidade que muitos chamam de arte, tenho iogurte de morango sobrando na geladeira e pãezinhos de ovos sempre a me deliciar. Eu tenho duas caixinhas de madeira, tenho as melhores histórias em disquinhos prateados. Tenho fotos diversas e diversas fotos de todos os dias, os melhores dias. Eu vou ter minha casa pra voltar, não importa se vai ser em São Paulo ou no Rio ou em outro lugar porque o meu amor vai estar comigo. Minha filha vai se chamar Eva e meu filho Tobias. Meu sonho será sempre poder sonhar e minha felicidade vai ser fazer minha família feliz. Encontrei o meu amor ou ele me encontrou, tanto faz. Hoje estamos juntos e terei novas histórias pra escrever. Eu sou assim, um apaixonado desde sempre e vai ser assim porque eu sou o Clau. É, eu sou apenas o Clau.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116047954172284903?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116047954172284903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116047954172284903&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116047954172284903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116047954172284903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/para-pequena-eva.html' title='Para a pequena Eva'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-116015269330164849</id><published>2006-10-06T13:37:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:06:28.229-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Arrumando malas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ncontraram a solução para o fim dos soluços. Solução para soluços! Eu gosto de soluços. Soluços são engraçados, deixam as pessoas constrangidas de um jeito engraçado. Um soluço e um sorriso sem graça, outro soluço e mais um sorriso sem graça e por ai vai soluçando, rindo e fazendo os outros rirem também. Quando eu abandonei os muros seguros era para caminhar rumo ao lugar que me espera. Hoje tem alguém me esperando. Contando horas como eu. Vou voar pra lá, a metade de mim, metade de outro, na busca da outra metade, completando a metade dele. O amor é brega e é assim, se não amor não seria. Seria qualquer outra coisa menos amor. O mundo que ficou já está muito longe e não consigo mais enxergar os altos muros ao olhar para trás. Para trás ficou.  Tenho uma nova história para escrever e sobre ela quero contar. A história do meu amor por muito tempo desencontrado e que agora me levará lá nas pedras do Arpoador pra me contar seus segredos. É um sentimento calmo, sincero e que cresce na proporção da distancia. Não há nada que nos separe. Quando um acredita, é a possibilidade do amor. Quando dois acreditam, é o próprio amor.  Hoje eu li que é difícil lutar contra a própria natureza. Estava no nick de um amigo que gosto muito e percebi que eu poucas vezes lutei contra mim e que agora, fazendo as malas, estou fazendo exatamente o que sempre fiz: seguir o meu coração, responder a minha natureza, o meu instinto que me levará a felicidade. E se um dia, os que vêem exageros nessas linhas, as usarem para justificar qualquer coisa, eu vou rir e dizer que valeu a pena mesmo assim, pois nada vai tirar o brilho desses dias.Passei por todas as peneiras e funis que alguém poderia passar. Tomei banho em todas as chuvas que uma pessoa pode tomar. Chorei sempre nas horas em que tive que chorar. Eu selecionei e por vezes fui selecionado. E tenho hoje todas as respostas para os que me preteriram de seus sonhos, para todos aqueles que exilei de mim, era pra chegar até ele. Eu estive me preparando para esse momento. Agora basta arrumar as malas e controlar a ansiedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-116015269330164849?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/116015269330164849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=116015269330164849&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116015269330164849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/116015269330164849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/arrumando-malas.html' title='Arrumando malas'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115997916311787349</id><published>2006-10-04T13:24:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:07:08.741-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>É daqui pra frente!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;aciência. Eu também só preciso de um pouco mais de paciência. Encontrei o meu amor e preciso de serenidade pra viver o momento mais esperado de uma vida. Preciso ver o sol nascer e com ele ao meu lado, ver o novo dia de novas possibilidades. É daqui pra frente, quero insistir nisso. Não procuro culpados, não procuro a minha sentença. A vida faz escolhas e as escolhas nos fazem, não posso lamentar por esse amargo gosto de isolamento. Não sei o que pensar e por isso não quero mais pensar. É por isso que tem que ser daqui pra frente. Voltar para os seios fartos dos que procuram me entender, voltar para os que ouvem e que exercitam a sensibilidade. Meu trator foi estacionado lá fora, não pretendo mais usá-lo. O sonho de meses está no lixo, no triste lixo dos dias que não voltam mais e não há culpados. O conflito faz doer aquela parte mais à direita. Eu agacho e sinto a pontada do medo e não posso mais. Preciso de paz para me dedicar a esse novo momento. Preciso de tranqüilidade pra voltar pra casa. É só o que quero. Fechar a porta e poder sorrir. Sorrir porque ao olhar para tudo o que ainda vou viver, ele estará lá, com as mãos voltadas pra mim. Acabaram os dias de espera. Os dias bons passaram, é passado. Os dias de felicidade infinita estão apenas começando. Anote na caderneta, seremos felizes juntos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Algumas coisas passam. Outras também. Importante é o que fica"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115997916311787349?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115997916311787349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115997916311787349&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115997916311787349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115997916311787349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/daqui-pra-frente.html' title='É daqui pra frente!'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115971565369142472</id><published>2006-10-01T12:13:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:07:45.954-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>Aos Amores Amassados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m dia disseram a eles que seus amores os aguardavam no Palácio Amarelo. Então, esse grupo de pessoas, com os corações abertos ao amor, caminharam até o lugar que vossos amores lhe esperavam. O Garoto Comprimido era uma dessas pessoas. Apesar de como o chamavam, Comprimido, por diversas vezes ter sido isso e apenas isso na vida de seus desamores, o garoto jamais desistia de encontrar aquele que não o usaria como uma cápsula doce.&lt;br /&gt;Obcecado por esse desejo de paixão, de dias cúmplices, sorrisos singelos, carinho na mão, ele caminhou por lugares escuros, por lugares claros, por lugares que não eram lugar algum. E apesar da chuva de alfinetes, do vento gelado, das estradas longas, dos buracos todos, ele não desistiu e um dia chegou ao Palácio Amarelo com seus obstinados companheiros de viagem.&lt;br /&gt;Ao entrar nos salões do imponente Palácio, o Garoto Comprimido e os demais notaram que ninguém os esperava. O Palácio Amarelo não passava de salas e salões e corredores frios e vazios, onde não se via e não se sentia qualquer tipo de amor correspondido. Pensaram em voltar, fazer a viagem inversa, mas logo perceberam que não havia volta. A promessa do amor de uma vida os trouxe ali e ali eles deveriam esperá-los.&lt;br /&gt;Olhavam todos os dias para o horizonte, além das fronteiras, para ver se o amor chegava e dia após dia era sim, infinitas esperas dos amores que nunca chegaram. A água acabou, a comida também. Assim como a alegria, os sorrisos e o brilho de seus olhos.&lt;br /&gt;E quando pensaram em abandonar de vez a espera e partir para qualquer lugar que não fosse aquele, as colunas do grande Palácio Amarelo não resistiram a tanta tristeza, e como uma armadilha fatal, o Garoto Comprimido e todos aqueles que atravessaram mares e desertos em busca de seus amores, foram brutalmente soterrados pelas lajes e paredes da amarga morada.&lt;br /&gt;Ouviu-se o som do Palácio ruir por todos os espaços, além da fronteira e logo espalhou-se a noticia sobre um grupo de pessoas que, ao buscar por seus amores, ficaram soterradas em meio aos escombros do que seria um dia o lugar onde a busca terminaria. Todos que ouviam a trágica noticia, sobretudo os que ainda não haviam encontrado o seu amor, temiam que debaixo dos destroços estaria aquele que nasceu para lhe trazer a felicidade do amor tranqüilo.&lt;br /&gt;Porém, a difícil viagem, a dura travessia e a falta de forças para levantar as pedras, fez com que todos desistissem do resgate. Preferiam acreditar, e assim arriscar, que o seu amor lá não estivesse e lamentando o ocorrido, esqueceram os pobres soterrados. Mas havia outro garoto, o Garoto Kamikaze, que também sonhava com o amor tranqüilo. Não querendo passar a vida imaginando que seu amor poderia ou não ter sido soterrado, ele pegou a mochila, colocou seu mundo dentro dela e partiu até as ruínas além de suas fronteiras.&lt;br /&gt;Fazer a viagem não era coisa fácil. Estava cansado de amores findados e mal resolvidos. Não sabia se deveria ainda crer nesse que ele não sabia o nome e o sobrenome ou se devia insistir na procura do tal amor já experimentado, com nome, sobrenome e até endereço, endereço esse fácil, próximo, ao seu lado, mas que havia lhe deixado um sabor amargo. Nas dúvidas todas, o Garoto Kamikaze decidiu seguir o seu coração.&lt;br /&gt;Ao chegar nas ruínas do Palácio ele nada via a não ser um monte de concreto e ferro retorcido. Um amontoado de pedra e poeira esmagando pessoas desesperadas por amor e que agora pediam para viver. Foi quando ele ouviu alguém cantar baixinho e, naquele instante, sentiu o coração disparar. Com uma força que ele não tinha, com uma agilidade nunca vista, o Garoto Kamikaze foi retirando as pedras, uma a uma. E depois de horas ele encontrou o seu amor. Era o Garoto Comprimido que lhe sorria e que reconhecia ali, sem mais lágrimas para chorar, o amor que o havia levado até ali.&lt;br /&gt;- Demorei? – perguntou o Garoto Kamikaze.&lt;br /&gt;- Não. – respondeu sorrindo o Garoto Comprimido – O amor nunca chega tarde, ele sempre chega na hora certa.&lt;br /&gt;E então o Garoto Kamikaze retirou do meio das pedras o seu amor. Com todo o carinho do mundo o levou de volta. O levou para o lugar onde eles construirão a casa deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes as pessoas não percebem onde o que elas acreditam as podem levar. Salvam outras, sem notar. Nos devolvem a vida e nem percebem que fazem isso. Nos devolvem a vida em cada gesto de carinho, em beijos singelos e em olhares calmos. Coisas simples, pequenas, mas que podem significar muito para alguém. Mas tem pessoas que não tem a coragem de tirar os seus amores soterrados pelas pedras e assim, as abandonam na crença de que não são os seus amores que sofrem as tragédias que eles evitam crer que não existe. Há milhares de pessoas soterradas aguardando o resgate. Milhares de pedras amassando amores tranqüilos pelo mundo. Eu posso dizer que fui salvo. Eu posso dizer que no momento em que vi a luz e ele estava lá, cansado e sorrindo pra mim, eu tive naquele momento a vida devolvida. E por isso os meus dias serão pra ele. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115971565369142472?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115971565369142472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115971565369142472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115971565369142472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115971565369142472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/10/aos-amores-amassados.html' title='Aos Amores Amassados'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115957885432591341</id><published>2006-09-29T21:59:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:09:01.962-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>29 de setembro de 2016</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ra quem acredita na eterna rivalidade entre cães e gatos, brasileiros e argentinos, tucanos e petistas, eles estão ai pra provar que tudo isso é balela. Um paulista. O outro, carioca. Juntos a dez anos, o diretor e roteirista &lt;strong&gt;Clau Scissorhands (35)&lt;/strong&gt; e o ator &lt;strong&gt;E-Miller (34)&lt;/strong&gt; enfrentaram a ponte Rio-São Paulo, a via Dutra e as altas contas de telefone. Tudo começou pelo orkut, avançou por textos em blogs, conversas instantâneas por msn, torpedos de celular e quando viram estavam juntos. Enquanto E-Miller gravava no Rio, Clau recebeu nosso repórter da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tripa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em seu apartamento na capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tripa:&lt;/strong&gt; Vocês sempre ficam longe assim?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Clau:&lt;/strong&gt; Nem sempre. O E tem muitos trabalhos no Rio e eu aqui em sampa, então a gente mantém um apartamento lá e outro aqui, fica mais fácil assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Mas onde é a residência oficial? Aqui ou lá?&lt;br /&gt;C: Nem aqui e nem lá. A residência oficial fica em Plutão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E onde fica Plutão?&lt;br /&gt;C: Num lugar só nosso (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Como exatamente vocês se conheceram?&lt;br /&gt;C: Eu estava numa fase de viver de amor inventado. Sabe o que é amor inventado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Não (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;) Aquele de quem falava Cazuza?&lt;br /&gt;C: Então, amor inventado não tem nada a ver com tapa na pantera como você pode estar imaginando (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;). Eu queria viver um amor inventado, não necessariamente um amor de verdade, consegue entender? Então inventei que estava com alguém e ficava inventando situações ao lado dessa pessoa. Mandando cartas, dedicando músicas, levando comigo nos encontros com os amigos. Só que chegou uma hora que eu sentia falta que essa pessoa tivesse um nome, um sobrenome, gostos, um rosto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: (&lt;em&gt;interrompendo&lt;/em&gt;) Falta de alguém de carne e osso?&lt;br /&gt;C: Ainda não. Estava muito vago aquele amor inventado. Era apenas uma moldura, eu queria a tela, sabe? Não queria conhecer alguém, só queria que alguém muito interessante me emprestasse o seu nome, o seu sobrenome, sem saber que estava me emprestando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E como fez pra achar esse tal doador?&lt;br /&gt;C: Comecei numa busca boba em perfis do orkut. Entrei em algumas comunidades que considerava bacanas e me lembro até hoje, foi na comunidade do filme O Casamento de Muriel, eu adorava aquele filme e então pensei: se eu adoro esse filme outra pessoa que gostar também só pode ser muito interessante (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;). Foi assim que encontrei o E.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Mas se você não procurava se envolver como diz, como que se conheceram? (&lt;em&gt;repórter impaciente&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Clau: (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;) Calma. Acho que ele viu que eu visitava o perfil dele todos os dias. Porque como ele era o meu namorado, pelo menos na minha cabeça, eu entrava no perfil dele todos os dias. Até que ele leu o meu blog e leu um texto que eu havia escrito pra ele e deixou um comentário, deixei no dele, o adicionei no msn e nunca mais deixamos de nos falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Que coisa maluca! E ele sabia que o tal texto era pra ele?&lt;br /&gt;C: Não. Só depois que eu contei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E ele?&lt;br /&gt;C: Agradeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E você?&lt;br /&gt;C: Fiquei preocupado que ele me achasse um maníaco (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: É uma linda história.&lt;br /&gt;C: Eu tenho muito orgulho de como nos conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E a coisa foi rolando pela internet?&lt;br /&gt;C: Sim mas com cautela, até porque estávamos muito conscientes da distância, de que aquela coisa virtual é muito louca, as pessoas dizem o que querem com uma facilidade enorme, então fomos com calma, ele muito mais porque ainda estava gostando de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E você disse que não pretendia conhecer ninguém, estava curando alguma desilusão amorosa também?&lt;br /&gt;C: Não, eu nunca fui de estender as minhas desilusões amorosas. Vivo, choro e pronto. Havia passado por uns momentos não muito agradáveis que nada tinha a ver com amor e estava me sentindo muito só, mesmo assim não queria conhecer ninguém. Achava que nunca mais conheceria alguém especial, então se não fosse pra viver algo especial e verdadeiro, que ficasse só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E como foi quando o viu pela primeira vez?&lt;br /&gt;C: Foi mágico. Eu estava descendo a escada rolante do setor de desembarque do Tietê. E ele estava lá, o E estava lá assustado já que era a sua primeira vez em São Paulo. Acho que devia estar pensando que foi uma pegadinha ou algo assim (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;), que eu não fosse aparecer. Ai quando nos vimos nos abraçamos e foi assim, sem aquela vontade de largar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E foi amor a primeira vista?&lt;br /&gt;C: Foi, ou melhor, eu me apaixonei nos minutos seguintes dentro do metrô. Quanto ao E eu não sei, nunca perguntei a ele. Mas eu me lembro que fiquei com a sensação de que ele não tinha gostado de mim, que só fui começar a achar de fato que poderia estar sendo correspondido quando ele já estava voltando pro Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E quanto tempo ele ficou aqui?&lt;br /&gt;C: Um final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: O que ele conheceu de São Paulo? Ou melhor, o que você quis mostrar pra ele? (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;C: Fomos no Vegas, uma balada bacana na Augusta. Andamos na Paulista, Ibirapuera, Benedito Calixto, Espaço Unibanco onde vimos O Tempo que Resta de François Ozon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Bastante coisa para dois dias?&lt;br /&gt;C: É. Mas passou muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Logo depois vocês fizeram Nevermind, o primeiro de muitos curtas juntos.&lt;br /&gt;C: Sim. Ele voltou pro Rio mas nos víamos sempre. O engraçado que ele não conhecia São Paulo e eu apresentei pra ele e eu nunca tinha ido ao Rio de Janeiro, foi o E que me apresentou a cidade maravilhosa. Mas então, escrevemos Nevermind juntos e contracenamos também, foi uma experiência fascinante. Já estávamos apaixonados e toda aquela paixão ficou explicita ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Será que é por isso que Nevermind é um dos seus trabalhos mais elogiados?&lt;br /&gt;C: (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;) Se for pelo amor que tenho pelo E, todos os meus trabalhos deveriam ser elogiados (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: O fato dele ser um ator famoso, assediado pelos fãs, não te incomoda?&lt;br /&gt;C: Eu conheci o E antes disso tudo acontecer. Eu estive ao lado dele em cada peça, cada filme, cada conquista dele. Tenho muito orgulho de ter estado ao lado dele e ver ele realizar os sonhos dele. É como se fossem os meus próprios sonhos. Ver o E feliz é estar feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E como foram esses dez anos?&lt;br /&gt;C: Foram os melhores anos da minha vida. Eu sempre brinco que viver não é apenas estar vivo. Viver é viver algo que se acredita e eu sempre acreditei no amor. Sempre existiu dentro de mim uma crença muito forte de que alguém apareceria na minha vida. Tudo passou a ter mais sentido. Ter alguém pra voltar, pra contar como foi o dia, pra rir de coisas bobas, pra brigar pelo canal da TV, pra querer sempre mais, sabe? (&lt;em&gt;emocionado&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Sei (&lt;em&gt;risos&lt;/em&gt;). Achei que sei. Eu percebi que você se emocionou...&lt;br /&gt;C: (&lt;em&gt;interrompendo&lt;/em&gt;) Sim. Eu me emociono porque eu sei que são poucas as pessoas que tem a sorte de encontrar o amor de uma vida e eu tinha essa certeza desde os meus primeiros dias com o E. Parecia até exagero no inicio, coisa de adolescente, milhares de mensagens no celular, planos mirabolantes de ir morar no Rio ou de trazer ele pra cá, mas é porque eu sabia que era ele, eu via nos nossos olhos. (&lt;em&gt;novamente emocionado&lt;/em&gt;) E sabe, ele me disse sim quando eu achava que minha vida seria seguidos nãos. Ele me salvou, me deu a mão quando eu não queria a mão de mais ninguém e isso emociona mesmo. Por isso que mesmo dez anos depois eu tenho medo que ele vá embora. E não porque acho que não vou encontrar mais alguém que me queira. Eu vou encontrar quem me queira. Mas eu nunca mais vou encontrar ele e eu sei que passaria meus dias procurando ele em outros naquela coisa de olhar e ver o rosto dele pelas calçadas, dentro dos ônibus, na televisão. Eu amo ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: (&lt;em&gt;repórter emocionado também&lt;/em&gt;) Só de ouvir você falar, eu consigo ver esse amor. Ele existe, eu vejo. (&lt;em&gt;pausa&lt;/em&gt;) Vocês tem alguma música?&lt;br /&gt;C: Temos muitas mas há uma que nos marcou muito, Último Romance dos Los Hermanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Por que?&lt;br /&gt;C: Não sei dizer, há um trecho que traduz perfeitamente o que um quer para o outro que diz assim: me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E suponho que ele tenha dito o que é o sossego?&lt;br /&gt;C: Sim e por isso estamos juntos. Ambos presenteamos o outro todos os dias com isso. Com segurança, com cumplicidade, com amizade, companheirismo, carinho e amor. Eu sei que é brega mas hoje, aos trinta e cinco anos eu tenho muito orgulho de me chamar de brega. Porque se brega é se apaixonar todos os dias pela mesma pessoa, então eu sou o brega mais feliz do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: O que espera dos próximos dez anos?&lt;br /&gt;C: Eu espero poder ler essa entrevista e sorrir com o E do meu lado. Poder olhar no fundo dos seus olhos e dizer: valeu a pena. É o que quero, ter ele ao meu lado, sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115957885432591341?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115957885432591341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115957885432591341&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115957885432591341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115957885432591341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/29-de-setembro-de-2016.html' title='29 de setembro de 2016'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115941068535857949</id><published>2006-09-27T23:27:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:09:54.981-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Atlantic</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u me divertia com a caixa de giz de cera e se alguém dissesse que aquilo era uma bobagem eu poderia então desenhá-lo com a cabeça grande, braço curto, perna longa e uma verruga na ponta do nariz. A vida era muito mais fácil, o prazer era sujar as mãos com o tijolo escrevendo meu nome nas calçadas até minha casa. Marcando o território de criança, o espaço infantil que agora mora naquela gavetinha pequenina entre as férias de meio de ano e os domingos de piscina. Já naqueles dias eu te procurava. Havia um mistério que me inquietava a procurá-lo nos brinquedos. Me fazia rabiscá-lo nas folhas e cantos das páginas dos cadernos. Eu procurei você quando nem sabia que você era alguém. Procurei quando nem sabia que você era você. Procurei sem saber que procurava. Sei que são palavras fortes. Sei que hoje qualquer um escreve o que quer, que descreve sentimentos que não existem, que nos emocionam com suas histórias inventadas. Mas eu não poderia mentir pra você porque seria mentir pra mim mesmo. Se me vejo dentro do seu olhar, então não posso mais mentir pra você. Então acredite quando digo que te procurei e que não te achei quando achei que tinha te achado. Foi um longo caminho até aqui. Foram longas procuras desencontradas. Quando penso em algum momento da minha vida penso em você no exato momento. O que estaria fazendo? Chorando quando eu sorria? Gritando enquanto eu me calava? Na calçada de Copacabana e eu no terraço do Copan? Não importa o que você estava fazendo, você não estava comigo. Eu não estou na sua lista de dia dos namorados, não sou motivo dos seus desabafos, não fui o responsável pelo seu primeiro beijo, nem pelo primeiro sorriso cúmplice. Você demorou mas chegou na hora certa. Você apareceu quando eu quase tinha perdido a razão, quando nem sorvete de uva me fazia sorrir. Você surgiu como esse sonho bom quando Plutão nem era mais planeta, quando eu havia desistido das canetas e quando eu nem mais sonhava com o coturno e com a lambreta. Agora tenho você e já não estou mais só. Agora é primavera e não posso dizer que procuro o que já encontrei. Então não importa o tempo que nos separou. Não importa os momentos que perdi não repousando ao seu lado. Há um céu pra cruzar, uma estrada pra gastar e muitas estrelas até Plutão pra contar. Hoje eu durmo mais cedo pra dormir mais e assim poder sonhar mais e mais. E o vendaval, o filme no sofá, o abraço na Paulista, a feira na pracinha, está tudo aqui, te esperando.&lt;br /&gt;Não fui o primeiro... mas posso ser o último.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115941068535857949?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115941068535857949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115941068535857949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115941068535857949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115941068535857949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/atlantic.html' title='Atlantic'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115931996757039610</id><published>2006-09-26T22:18:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:10:39.361-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>O dia da devolução ou O dia seguinte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;m dia eu acordei e um monstro com muitos braços, cabelo espetado e olhos para todos os lados me acordou e roubou coisas boas que havia em mim. Nesse dia, esse monstro sem nome, sem urros e sem outros barulhos, entrou por uma fresta, beijou-me a testa e deixou em mim aquela coisa que não se vê, que não se pode tocar e que por muito vai ficar comigo. E ele se foi pra nunca mais voltar. Viver faltando um pedaço requer cuidados especiais. Requer janelas largas, cortininhas coloridas, músicas especiais, geléias de morango e lambida de cachorro. É preciso beber água filtrada, palavras cruzadas, saquinho de risadas, filmes com pipoca, som de chuva e biscoito ou bolacha recheada. Viver faltando um pedaço é viver sem pensar no pedaço que falta e se pensar não se desesperar achando que ele está na lixeira da próxima esquina. É não ligar para as lamentações alheias, para os que só falam de trabalho ou dos descasos da vida, quando você vê os pedaços que faltam em você ali, completos neles. E quando você acredita que a vida vai ser assim, viver fingindo que não falta pedaço algum, surge alguém de longe, e sem saber (ou sabendo) lhe devolve as coisas boas que o monstro roubou. E devo dizer que ver o pedaço que faltava, abrir a caixinha azul e verde e ver lá dentro a luz antes perdida é o momento em que se pode dar conta de que viver é mais do que viver, seja completo ou faltando pedaço. Viver é ter a sensação de estar completo, apesar de todos os buraquinhos e nós. É se reconhecer no outro. É saber que pode sonhar porque a busca acabou e novas histórias serão escritas em lugares onde o monstro e seus braços não conseguem chegar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115931996757039610?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115931996757039610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115931996757039610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115931996757039610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115931996757039610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/o-dia-da-devoluo-ou-o-dia-seguinte.html' title='O dia da devolução ou O dia seguinte'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115921536543308372</id><published>2006-09-25T17:15:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:11:22.384-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>A caminho de Plutão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;iquei ali, do outro lado do vidro, segurando um choro que sairia gritado. Fiquei lá, braços cruzados de frio. Braços cruzados, imobilizados com a cena que acontecia na plataforma 29. A lágrima acumulou naquela bordinha baixa do olho, aquela mesma que em você é vermelhinha de alergia. Eu conseguia enxergar minha própria lágrima ali, se segurando toda pra não partir com você. E quando vi você sentar na poltrona 15 percebi que era a minha hora de voltar pra casa. Ainda pude te ver um último instante, como a última vez de uma última vida. Fiquei perdido na rodoviária uns dez minutos. Nem sei se procurava a saída. Fui caminhando em círculos, em meio às pessoas que iam e que chegavam. Me sentindo perdido, tentando entender daquele momento de minutos atrás, tentando entender o final de semana e as loucuras todas que haviam me levado até ali, ao saguão imenso do Tietê. E quando me dei conta que meu coração batia e que você estava lá, sorrindo pra mim, achei em fim o caminho e deixei o túnel da cidade me engolir e me misturar no mundo que você conheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa e o seu cheiro está aqui. Nos travesseiros. No lençol. Nas paredes. Há você aqui em todos os cantos. Nas músicas que levou, no roteiro, em mim. E então não consegui fazer outra coisa a não ser escrever. Dizer que é bom acreditar que vou morar em Plutão com você e que vamos plantar melancias e receber os bons amigos e que vamos dançar e que vamos acreditar cada vez mais. Meu olhar é por você. Os gestos, as idas aos médicos, os roteiros absurdos e os cansativos também. Os dias de trabalho, a natação, a sinceridade que pode doer em outros, tudo por nós. O tempo que nos resta é muito tempo. E a distância que nos separa, muito curta. São 18 milhões de pessoas e eu estou no meio delas e quem consegue me alcançar é você que está do outro lado da fronteira. Acreditei sempre e continuarei assim. Não quero um outro olhar, um outro sorriso, outro sotaque que não seja o seu. Não quero outro sonho que não os que poderei dividir com você. Não quero inventar palavras que não sejam lidas e relidas pela sua atenção silenciosa. Não quero e não vou tropeçar em outro pelas calçadas paulistas. Não vou mais me perder, portanto, sempre terás como me encontrar. Hoje eu li que o Brasil é uma República Federativa repleta de árvores e de pessoas dizendo adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde tenho a consulta. A realidade dói demais em alguns dias. A dor não física mas que sobe margeando a espinha, me cobre de medo, e sobretudo agora que tenho planos e casa pra construir. Mas são coisas que não devo fugir. Medo que tenho que tolerar. O desejo, mais do que antes, é que me seja dado o tempo para que eu possa te ver mais e mais e mais outras muitas vezes. Seja no abraço do Cristo, na garoa da Paulista ou no vazio de Plutão. Então, toda noticia boa hoje é mais que uma boa noticia. Tornou uma milha acumulada pra passagem que me levará até você em Plutão. Posso continuar acreditando? Posso focar em tudo o que lhe disse? Posso deixar de viver de mesmices? Posso crer que nos veremos novamente?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115921536543308372?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115921536543308372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115921536543308372&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115921536543308372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115921536543308372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/caminho-de-pluto.html' title='A caminho de Plutão'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115885623117950766</id><published>2006-09-21T13:29:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:11:53.288-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Um sorriso e um mundo inteiro!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;stou em algum lugar entre o sim e o não. Na mão aberta e escancarada do tesão. Vento na cara, a cara no mundo, o mundo no bolso e o bolso sempre vazio. E decisão decidida, as boas vindas, os novos dias de novos sabores e de reflexo admirável. Sou a exceção no seu mundo de não. Sou o feliz que pode sempre lhe sorrir e dizer sim. A vida é assim, de esperas esperadas em noites turbulentas onde lágrimas enchem piscinas onde outros se divertem. Nada mais assusta corações acostumados com os trens fantasmas. Nada mais pode assombrar com perguntas e rejeições que vem em caixinhas ecologicamente corretas. Tudo tão pronto e tão igual que o desejo é ser com uma vírgula a mais. Com um defeito exagerado e outro calmo. Palavras tortas e frase manca, eu ainda estou ali – com a alma aberta e louca esperando o que logo, muito em breve, quase agora, vai surgir e fazer rebuliço no mundo já muito bem rebuliçado e remexido do senhor da bagunça mal arrumada. Os dias vão ser assim: coisas que vem e que depois vão e que depois vem de novo pra um dia ir e pra no outro ficar de vez. Então me mostre a sua mão e eu posso te contar aquele segredo que ninguém sabe. Mostre que não estamos mais sozinhos e eu abro a janela quando amanhecer. E dessa loucura de ir e esperar, e nessa coisa doce e doida de acreditar nas melancias, o dia é mais que um simples dia. É magia vivida. É o que acontece quando se acredita...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115885623117950766?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115885623117950766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115885623117950766&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115885623117950766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115885623117950766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/um-sorriso-e-um-mundo-inteiro.html' title='Um sorriso e um mundo inteiro!'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115862853084328505</id><published>2006-09-18T22:14:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:12:31.450-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Máquina de girar pessoas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ndo pensando muito sobre a espera. Conjuguei o verbo esperar em todos os tempos em todos os pretéritos, no passado, no futuro. Eu esperei. Eu espero. Te esperarei. Como eu poderia crer na beleza de suas letras? Como imaginar encontrar a felicidade na espera? Parece fim de filme mal acabado mas há uma beleza escondida nesse espaço entre o sentar, deixar o mundo girar e aquele momento que sentam ao seu lado e você pode estar ali, sorrindo, cansado e ainda assim sorrindo. Não me tirem isso. Não tirem a beleza dos dias calmos. Eu girava com o mundo e agora ele gira sem mim. Saí da roda. Preferi assim. E se você está ai dentro olhe aqui pra fora, posso acenar pra você! Posso sorrir pra você! Mas não posso entrar mais na roda que gira e que gira. Nos perderíamos dentro dela. Giraríamos entre círculos, você lá em cima e eu lá embaixo. Um “timing” desconexo, desajustado e apesar de querer a mesma coisa, a paz do amor tranqüilo, dos suspiros verdadeiros, estaríamos muito perto e muito longe. Ai dentro, dessa roda, eu seria mais um. Um qualquer. Aqui fora eu posso ser eu. Posso jogar milho para as pombas, cantar canção de ninar para o Pipinho, me fartar de olhares calmos e dias repetidos porém seguros. Posso te ver ai dentro girando e vivendo e se perdendo em tudo aquilo que tens que viver. Nessa máquina de lavar coisas, nesse giro doido, até que essa roda estúpida te vomite pra fora como me vomitou um dia e eu possa te pegar e dizer: “porque demorou?”. Mas enquanto isso não acontece eu fico aqui, ouvindo canções, me divertindo com aquele garotinho que mais parece um bonequinho de tão engraçado. E assim os dias lentos passam mais rápidos e posso senti-lo perto. Então rode, rode, um dia ela para.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115862853084328505?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115862853084328505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115862853084328505&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115862853084328505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115862853084328505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/mquina-de-girar-pessoas.html' title='Máquina de girar pessoas'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115828931369858916</id><published>2006-09-15T00:01:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:13:28.630-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>All Star Azul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u sei que você não tá ai. Eu sei... Eu me sinto meio encolhido, sabe? Me encolhendo pra dentro de uma caixinha, de uma conchinha, de qualquer lugar pequenino e que eu possa caber lá dentro. Onde eu possa me esconder e ficar só com os olhinhos de fora. E essa música, e o azul, me lembram de quando eu era um menininho e eu nem pensava em sofrer pelas coisas que estou sofrendo hoje. Eu não pensava em doença, em gostar de pessoas, em ficar com o coração na mão e a mão no vazio. E ainda sim, sem tudo isso, eu me encolhia, eu abraçava as minhas perninhas finas como sempre e ficava lá, encolhido, escondido, com medo de alguém me encontrar, descobrir o meu nome... Eu me sinto esse menininho hoje. É o mesmo azul, o mesmo desejo, o mesmo desejo de só querer assistir o mundo mas não fazer parte dele. Eu nunca tenho a intenção de me apaixonar, mas às vezes acontece, né? E eu fico feliz porque eu ainda choro, porque ainda dói e vejo que eu não perdi as coisas bonitas que o menininho colheu pela vida dele. Eu sei que você não tá ai. Que eu tô falando pro vazio e pro azul. Mas tudo o que fiz na minha vida foi pra ser livre pra amar, e eu fui longe demais. Não tão longe assim, já que tô aqui hoje podendo escrever isso. Então eu tenho que sorrir, limpar o all star azul, me fartar de azul e acreditar com toda a força que um dia eu vou sair da conchinha. Mas hoje eu sou o menininho que fui a mais de vinte anos atrás. Hoje eu sou ele. E amanhã eu posso ser eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115828931369858916?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115828931369858916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115828931369858916&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115828931369858916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115828931369858916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/all-star-azul_15.html' title='All Star Azul'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115824567898989546</id><published>2006-09-14T11:52:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:14:08.624-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeo'/><title type='text'>Certas loucuras, certas doçuras.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ersão em vídeo do post "Programmed to love"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2vZLGuq4iN8" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115824567898989546?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115824567898989546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115824567898989546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115824567898989546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115824567898989546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/certas-loucuras-certas-douras.html' title='Certas loucuras, certas doçuras.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115803109429926152</id><published>2006-09-12T00:16:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:15:14.470-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Suspiros, interrogações, baús e tudo o que você quiser!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u esqueci de uma história que ela sempre me contava. Me lembro apenas da mesa, do suspiro doce e Biafra. Ando me lembrando de poucas coisas. Esses dias esqueci onde era minha casa e me lembrei que minha casa é onde estão meus sapatos. E já calçado, bem confortável, me lembrei que eu quero ser feliz e que cometeria a loucura que fosse, - a outros olhos – pra que isso passasse de desejo desejado a experiência bem vivida. Então me programei para amar, como te disse. Amar o amor tranqüilo, não aquele dos filmes ou que compramos em lojas de 1,99. Eu quero do amor e somente amor tranqüilo. Será que é demais? Tenho medo de exagerar no que quero, pois quando eu quero nada me satisfaz a não ser o que quero. Então querer é um perigo. Te querer é perigoso? Não sei, e se for, azar o meu, quem mandou dar uma de abelhudo e fuçar na sua vida? Eu sou assim, insaninho de palavras hábeis, coração na ponta da língua e língua no dedão do pé! Eu sou isso, percebe a dimensão da loucura? Hoje eu tô perguntador, né? Olha! Outra pergunta! O que é uma pergunta? Algo que vem antes da resposta? Bem, essa não é uma resposta, é outra pergunta. Então deixa a interrogação pra lá, eu não ando mais perguntando nada e prometo não te atormentar, tudo bem? Não tem jeito, outra pergunta. Deixa eu ver um assunto que te interesse... Adoro abrir baús velhos. Deixar aquele pó subir, tossir exageradamente e tirar de lá de dentro as coisas que muitas vezes são pessoas e pessoas que geralmente são pequenas coisas. Assim, eu serei um bom companheiro não só nas viagens à Plutão como para abrir com você os baús. Nos tornaremos os maiores abridadeiros de baús da região Sudeste. Digo Sudeste porque não quero ser pretensioso demais, vai que tem alguém no Acre medalista de ouro em abertura de baús? Outra pergunta! Desse jeito eu vou ser reprovado! E depois de esvaziar os nossos baús, a gente mergulha do alto de um lugar não muito alto (tenho horror a alturas altas). Não costumo largar a mão e mesmo que saiba nadar, tenho pavor a me ver sozinho no fundo. Então minha vida foi não mergulhar. Eu chegava até a beirada, olhava e desistia. Ou desistiam por mim, tanto fazia, a verdade é que não pulava. Mas também não vou falar sobre isso. São coisas bem passadas e que vão estar muito bem amarrotadas num dos baús empoeirados que quero abrir com você. Eu comecei dizendo que eu sempre esqueço das histórias e isso é verdade. Histórias são palavras e palavras se esquecem. Esquecem quando são ditas assim, por dizer. Mas essa história está pelo menos bem contada, não há porque esquecê-la, até porque é ela que vai me levar até a minha casa, meus sapatos e aquele sorriso cúmplice pela manhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115803109429926152?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115803109429926152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115803109429926152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115803109429926152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115803109429926152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/suspiros-interrogaes-bas-e-tudo-o-que.html' title='Suspiros, interrogações, baús e tudo o que você quiser!'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115793771179628468</id><published>2006-09-10T22:20:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:15:45.420-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Programmed to love</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;u disfarço mas estou sempre no mesmo lugar. O olhar por vezes se perde e quando sinto que estou longe meu corpo está ali, transformando coisas em coisas. Os mesmos delírios desconexos. As imagens do nada querendo dizer tudo o que se esconde lá dentro. Sou um pedestre invisível, e mesmo assim ando sempre pela calçada. Pegue em minha mão, estou programado para amar, programado para amar do amor tranqüilo. E se são apenas imagens, transforme isso num sentimento que brota e que transborda dos lados de cá. São tantas as coisas que preciso dizer, tantas palavras mal escritas, impensadas e outras tão repetidas mas de novo tom, nova intenção e o novo desejo de dias sem fim. O frio foi embora, mas aquela sensação gelada de não lhe ter ainda faz doer a cabeça e me faz crer que o amor começa a nascer longe, tão longe que não posso tocá-lo. Então, os dias vão ficando assim, um vai e vem infinito, de possibilidades perdidas, do querer sufocado, dos medos que nascem e morrem e que voltam a nascer. Em tudo aquilo que parece e é. Não há mais segredos e mentiras. Um dia eu também vou querer existir sem essa obrigação amarga de ser feliz. E nesse dia serei assim, livre e quem sabe, seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115793771179628468?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115793771179628468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115793771179628468&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115793771179628468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115793771179628468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/programmed-to-love.html' title='Programmed to love'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115748840023371779</id><published>2006-09-05T17:32:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:16:18.089-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Arranhando azulejos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ma forma de não pensar é pensar sobre o nada. Quando fico cansado, como ontem, não me mexo enquanto durmo. Então eu sei que estava cansado pois acordo com o cabelo amassado só de um lado. Já não sei mais do meu cansaço. Eu fico ali, olhando os azulejos, brincando como se eles fossem quarteirões de uma cidade, que aquela faixa de cimento ou massa ou sei lá o que entre eles são ruas dessa cidade. Sou um gigante admirando minha cidade bem projetada, com ruas bem retas e quarteirões todos do mesmo tamanho. É o que faço muitas vezes. Desvio pensamentos. Penso menos nas coisas que preocupam ou nas que podem me preocupar um dia. Tanta gente sofrendo por amor à minha volta, outros tantos experimentando as primeiras sensações próprias dos apaixonados e eu lá, entre eles todos e os azulejos. Eu gostaria que ele me quisesse. Eu queria que ele esquecesse seus fantasmas. Queria que a surpresa fosse mais que um roteiro. Mas acho que tudo isso é querer demais e aprendi a querer menos agora. Prefiro aceitar como for. Sei das limitações que não são limitações pra mim, mas não posso querer que todos brinquem com azulejos como eu. Não sei mais quanto tempo terei que esperar. Tá frio incrível, você está faltando em todos os lados e já não sei que placa seguir. Acho que vou ver o mar, sentir a areia, ficar horas deixando o mar me levar pra depois me vomitar de volta. Vou lá me despedir de algo que não terei mais. Vou até lá pra isso, pra fazer do feriado um ritual de passagem. Road Movie! Não me importo. Um dia acontece. Um dia acontece. Eu espero. Te espero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115748840023371779?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115748840023371779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115748840023371779&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115748840023371779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115748840023371779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/arranhando-azulejos.html' title='Arranhando azulejos'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115738384133934300</id><published>2006-09-04T12:29:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:16:56.459-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>O tempo que nos resta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje pensei mais em você do que em outros dias. Louco. Não sei explicar essas coisas. Talvez eu não deva tentar convencê-lo que não sou nenhum maníaco, já que somos ambos maníacos confessos. O fato é que penso em você, e hoje, me peguei em vários momentos pensando ainda mais em você. Uma perseguição constante pelo seu nome, pela sua figura, sua risada, suas histórias, tudo aquilo que não sei e que nem sei se vou saber. Um ódio grande de estrada, de asfalto, de distâncias, quilômetros e essas coisas que só afastam as pessoas. Odiando o fato de ainda não existir um trem bala ligando as duas maiores cidades do país e que ainda assim são pequenas demais para dois de seus moradores. Hoje assisti O Tempo que Resta de François Ozon. Chorei do começo ao fim. Me identifiquei, me exclui, me reconciliei. Magia o que o cinema pode fazer com a gente. Nesse exato momento, às 00:52, confesso que choro compulsivamente. Não é choro de dor ou tristeza, é um choro meio contido meio largado e acumulado na falta do ombro certo para chorá-lo. Então fico assim, um chorão na madrugada escrevendo esquisitices pra um cara que nem conheço, mas que por alguma razão, como já disse sem explicação, atrai essa coisa louca de querer por perto, junto e fazer com que eu confesse tudo o que estou confessando. Está frio aqui. Mas do que já é na verdade. Congela as pontas dos dedos, sobe pelas mãos, braços, ombro, quando se dá conta, sem muito cuidado, chega-se ao coração que fica assim, petrificado gelado, sem bater, sem sentir, sem querer ou esperar. Manterei o meu aquecido por você. Nesse desespero louco, infindável, de querer e querer e te querer e querer... É isso. Era só isso que precisava. Não era pra contar do meu dia ou das minhas lágrimas. Era só pra dizer que estou bem e que fico ainda melhor quando penso em você. E igualmente: "se não me entendes, por favor, não me tentes". Um beijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115738384133934300?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115738384133934300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115738384133934300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115738384133934300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115738384133934300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/o-tempo-que-nos-resta.html' title='O tempo que nos resta'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115730672189588111</id><published>2006-09-03T15:04:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:17:37.898-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Estado de emergência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão consegui. O último belo passo faltou naquele salão onde meus pés grudam, onde a luz da TV me ilumina e onde a alegria parecia sem fim. Noite sem noite é assim, um resquício de algo bom que se perde em poucas horas e sobram apenas as engraçadas histórias e o arrependimento amargo. Já não é mais o meu lugar. Não me reconheço entre os meus. Uma vontade imensa de partir, desse lugar de sol fraco, de palavras limitadas, de falta de amigos sinceros, entendimento, de falta de tudo. Poderia ser fácil sumir pra rua de cima, me exilar dentro da própria cidade e esperar o sonho bom vir lá de longe consolar esse momento. Então volto às esperas e penso que isso não tem fim. A espera nunca tem fim. Como filme bom de final mal acabado, mas que ainda assim enche os olhos d’água doce e azul clara. É sempre assim e vai ser assim sempre. O fim do ciclo. Estava fácil demais, encontrei a pedra que vou ter que quebrar em milhares de pedaços. Se já não me entendem já não posso estar entre eles. Uma negação total do apoio, uma negação total daquela coisa que sentimos por quem amamos. Aquele olhar simplista para coisas complexas, ou o demasiado complexo para as certas coisas simples da vida. Não sou mais um. Não posso ser mais um. Dane-se a música, dane-se a minha falta de coragem, dane-se o fato de não poder me embebedar e curtir pelo avesso. Dane-se a falta de sensibilidade, de companhias agradáveis, de risadas sinceras. Danem-se todos! Basta esperar. Um dia eu tomo coragem e abandono. Um dia eu tomo coragem e chego junto. Um dia eu tomo coragem, me canso das esperas e pego o primeiro avião que passar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou em estado de emergência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115730672189588111?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115730672189588111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115730672189588111&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115730672189588111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115730672189588111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/09/estado-de-emergncia.html' title='Estado de emergência'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115698481565427084</id><published>2006-08-30T21:39:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:18:17.229-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Esperas e dias frios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á algo que pode me acontecer a qualquer momento e tenho medo. Sou assim, o simples simplório medroso como todos, que se extingue na covardia ao inventar menos, dar mais passos no sentindo contrário ao da felicidade. Sou assim, medroso e burro e por muitas vezes, adulto. É isso que sou. Aquele que tem tudo pra se lançar mas que se cansa e se convence de esperar. De viver de esperas, poucas surpresas, nenhuma novidade. Aquele que espera que algo de um metro e oitenta e pouco caia sobre a sua cabeça e que me revire em sorrisos. Fico esperando. Ai fica mais fácil, me liberto da culpa de não ter ido, de não querer, de não desejar, de não fazer mais. Fico ali, sentado, mãos aflitas, é, aflitas porque no fundo eu espero de verdade, das esperas que se quer fim com bater do coração acelerado e tudo mais. Ainda assim, apenas espero. Aparenta menos doloroso, menos bobo, mais racional e estou na idade de ter razão. Mas eu nunca vou ter razão. Quando penso é sempre isso, coisas desconexas sem sentido algum e que procuram a ordem desordenada por dias de esperas intermináveis. É fácil querer, muito fácil. Viveria minha vida assim, de querer o que não tenho. Mas não posso ser mais o garotinho bobo do outro lado da vitrine. Não posso me deixar vencer pela racionalidade chata alheia daqueles que já não acreditam no doce da melancia. Há uma doçura, ainda que se ache amarga, lá do outro lado, abaixo dos braços abertos. Está lá, do lado de lá da tela, do lado de lá de tudo e não se tem distância pra isso. Está longe e ponto. Pode ser cerca, parede, muro alto, ponte, está sempre do lado de lá e eu do lado de cá. E esse desejo torto, coisa de coração tolo, invento que se pode inventar e sonhar sem me preocupar. Eu sou assim, um covarde sonhador que quer o que não tem, que está longe e que não pode tocar. Mas eu quero e como quero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115698481565427084?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115698481565427084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115698481565427084&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115698481565427084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115698481565427084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/esperas-e-dias-frios.html' title='Esperas e dias frios'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115626771672202753</id><published>2006-08-22T14:26:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:18:58.448-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>O seu sorriso é aquele que aparece nos meus sonhos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;omo explicar o que sinto sem que pense coisas que não quero que pense sobre mim? O que me preocupa não é o pensamento e sim a distância que pode passar a ser mais do que a distância física. O que dizer quando estou longe e posso sentir que está perto? O que posso te escrever sobre essa loucura de não te saber quando você surge como o estranho que conheço e que me lê nas entrelinhas? Eu te entendo. Acho que entendo. Compartilho da mesma cafonice bamba, de suspiros quase adolescentes, de crenças quase impossíveis. Desse gostoso vicio de te sonhar acordado em todos os lugares, em todos os momentos e assim te ter ao meu lado por dias, por todos os dias, nas idas sem vindas. Nas idas e apenas idas. Eu já esqueci do gosto doce do suco da uva e desde semana passada, algo parece focado quando tudo dizia que o viver é uma seqüência do querer desfocado, enganações, fugas por labirintos sem fim onde não se cobra nada e nada se tem. Não é mais um. É o que me desperta quando todos dormem. Uma razão boa, motivo de sorrisos quando acordo e da mesma forma quando me deito. É a alegria que não posso tocar, que está longe e que me fascina por isso. Por me tocar, por me encantar, quando tudo aqui perdeu a graça, onde os braços ficaram curtos e os corações apertados para me acomodar. E nesses dias onde só se crê no que se pode ver eu vejo você, nos sonhos que quero ouvir e na mão que posso tocar. Não seremos mais estranhos e ainda assim podemos ser eternos desconhecidos que se conhecem como ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115626771672202753?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115626771672202753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115626771672202753&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115626771672202753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115626771672202753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/o-seu-sorriso-aquele-que-aparece-nos.html' title='O seu sorriso é aquele que aparece nos meus sonhos.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115586390921236039</id><published>2006-08-17T22:17:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:19:44.527-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apaixonado'/><title type='text'>Então seja assim, livre.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;manhã. Falo sobre isso amanhã. Desliga, repete, se veste e sai. Vida vivida no comprimido espremido dividido esfarelado nos dias que se repetem e que sempre terminam e terminam com aquela mesma música linda e triste que ninguém compreende a doçura da melancolia que carrega, na vida inteira cantada ali em refrões repetidos e despidos de todas as mesmices curvadas no sul. Os dias são assim, repetições de magias e de esperas avançadas e impensadas. Palavras mal colocadas, exercício de desprezo, sofrimento deixado de lado, sorriso largo, piada pronta e lá vai mais um dia. As emoções desconexas, a foto do amável desconhecido colore sonhos permitidos e traz novidades degelando as calotas de sentimentos empilhados no canto escuro do último quarto no último andar do último prédio oposto àquele onde fica o adorável apartamento azul. Então o sonho vai tomando ritmo, as palavras vão saindo e tudo se cria. O desconhecido toma a forma que quero, caminha pelas calçadas de meus dias, me faz sorrir e me querer bem e melhor. Invento seus defeitos, me divirto com suas vontades e os desejos que estou sempre pronto a saciar. E não me arrependo das palavras que não gosto de usar ou das frases que tenho que pular, ele está ao meu lado e já posso sorrir como na tarde em que vi sua foto pela primeira vez entre tantas outras. E quando deito, já deve ser noite e quando há noite agora eu deito, percebo que meu desconhecido é apenas o alimento de dias melhores. É o sonho que permito cultivar acordado, é o motivo de tudo isso, é a volta pra casa, é a espera dos dias melhores que sempre chegam. E tudo isso pelo desconhecido. Será que tenho sonhado sonhos possíveis?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115586390921236039?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115586390921236039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115586390921236039&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115586390921236039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115586390921236039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/ento-seja-assim-livre.html' title='Então seja assim, livre.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115499523635130078</id><published>2006-08-07T20:58:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:22:13.326-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>This Carnival is Over - O Retalho n° 12</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°12 – A revelação final.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;hristian anda só pela estrada, folhas de papel em branco caem das copas das árvores. Borboletas azuis o acompanham pelo caminho. Ele não pensa em voltar, agora vai até o fim. Anda por dias e noites. Ora neva ora faz terrível calor. Por vezes o vento é mais forte e parece que o levará como uma folha. Mas Christian não desiste. Num momento calmo, chega numa cadeira no meio da estrada. Senta. Milhares de borboletas trazem então uma gigantesca colcha de retalhos. A prende num imenso varal, de fora a fora na estrada. Como uma tela de cinema, Christian vê em cada retalho um trecho da sua vida. E ali, diante da colcha ele assiste a toda a sua vida. Quando termina, a colcha se solta e cai sobre ele, moldando em seu corpo que a absorve com facilidade. Agora, Christian e seus retalhos são um só. Christian então nota uma caixinha, minúscula, presa com um laço vermelho, no meio da estrada. A pega, abre, uma forte luz sai de dentro. Ele fecha. Ela desaparece de suas mãos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian (V.O)&lt;br /&gt;Então é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian suspira, olha para o céu.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian (V.O)&lt;br /&gt;É hora de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E Christian volta pelo mesmo lugar que veio. Vai encontrar aqueles que ama e recomeçar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FIM&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115499523635130078?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115499523635130078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115499523635130078&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115499523635130078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115499523635130078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/this-carnival-is-over-o-retalho-n-12.html' title='This Carnival is Over - O Retalho n° 12'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115491758311881017</id><published>2006-08-06T23:24:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:21:38.261-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>This Carnival is Over - O Retalho n° 11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°11 – De volta pra casa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando a porta se fecha, Christian vê a sua frente uma imensa escada. E lá embaixo, bem lá embaixo, pessoas especiais o aguardam com uma festa. Christian percebe que está vestido com roupas de maratonista. Ele desce as escadas, as pessoas aplaudem. Corre. Desce apressado. No fim da escada, um caminho feito por árvores muito altas e sem fim. As pessoas lhe abrem caminho, ele passa pelo corredor de amigos. Sorriem, reconhece todos aqueles que moram em seu peito, Ale, Napaula, Gustavo, Rafael, Nuts, Fê, Renato, Marina, Bruna, Marcello, Tati, Lui, Andréa, Camila, Marily, Loirão, Deise, Rodrigo, Daniel, Caio, Maíra. Todos gritam e empunham faixas com dizeres: “Você vai conseguir! Você é nosso campeão! Não importa se sim ou se não!”. E surgem mais rostos Claudia, Silvia, Karen, Pedro, Iara, Konan, Leandro, Aleína, Lívia, Fernando, Lucia, Thalita, Leonardo, Dan, Glaubert, Alexandre, Daniel, Arthur, João, Jorge, Priscila, Cecília, Ricardo, Taís, Eduardo, Vinicius, Talitinha, Renata, Ri. Seu irmão e por fim seus pais. Depois de ver tantos rostos queridos, Christian precisa seguir só. Ele então para, olha para trás e acena.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Volto logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian segue o seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115491758311881017?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115491758311881017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115491758311881017&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115491758311881017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115491758311881017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/this-carnival-is-over-o-retalho-n-11.html' title='This Carnival is Over - O Retalho n° 11'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115479474689159361</id><published>2006-08-05T13:17:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:22:54.813-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>This Carnival is Over - O Retalho n° 10</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°10 – O encontro com o grande anjo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;hristian atravessa uma porta, olha para trás e vê Yuri sentando no cinema lhe assistindo. A porta fecha. Já não há mais portas, é apenas uma imensa sala redonda, sem portas, sem janelas. Uma cor bem suave.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Grande Anjo&lt;br /&gt;Que bom que veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian fica imóvel diante daquele homem de asas enormes, lindo, sem camisa, perfeito.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian (V.O)&lt;br /&gt;Será um sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Grande Anjo ri.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Grande Anjo&lt;br /&gt;Posso ler seus pensamentos Christian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Desculpe. Não pude me conter. Velhas manias são sempre velhas manias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande Anjo&lt;br /&gt;Sempre gostei desse seu bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Como gostou se nem me conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande Anjo&lt;br /&gt;O conheço mais do que você imagina. E estou muito feliz de te reencontrar, nem sempre isso acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande Anjo&lt;br /&gt;Dança comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande Anjo&lt;br /&gt;Não tenha medo. Dance comigo e entenderá tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Logo, Grande Anjo e Christian estão em ternos bem alinhados, as luzes se apagam e inicia-se um tango. A medida que dançam, uma energia passa do corpo do Grande Anjo para o corpo de Christian e ele em fim tem revelada toda a sua história. Se vê voando, caindo, sendo resgatado por quem não devia, o Controlador, Lily, o gueto, os clientes, Caio, Renato, o cinema, as drogas, a bebida, cachecol, estrelas, o bonde, os amores, os desamores, a difícil adaptação fora do gueto, os novos amigos, o exame de sangue, suas personagens, as músicas. Ele sente e entende tudo. Acaba a música, ascende-se a luz e surgem portas por todos os lados da redonda sala. Todas se abrem ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Grande Anjo&lt;br /&gt;Escolha o seu caminho. É a forma que tenho de lhe pedir perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Grande Anjo ajoelha na frente de Christian que o impede.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não faça assim, me dê um abraço. Apenas um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Grande Anjo deixa escapar uma lágrima.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Estou aqui, não estou? Não importa mais nada. Seja sim ou seja não, eu estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian olha para as portas, em cada uma sente um destino. Uma lhe chama a atenção.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Essa! Eu quero essa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todas as outras portas se fecham, menos a que Christian escolheu.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Grande Anjo&lt;br /&gt;Então vá anjo! Vá voando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian atravessa a porta, que se fecha e desaparece.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115479474689159361?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115479474689159361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115479474689159361&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115479474689159361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115479474689159361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/this-carnival-is-over-o-retalho-n-10.html' title='This Carnival is Over - O Retalho n° 10'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115470344709253485</id><published>2006-08-04T11:55:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:23:34.255-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>This Carnival is Over - O Retalho n° 9</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°9 – A vida passa na tela do cinema.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Y&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uri e Christian assistem “Anjo Caído – O Contador de Estrelas”, no cinema. Só os dois sentados no cinema completamente vazio. Na tela, Christian recebe o coração das mãos de Lily e vai viver tudo o que lhe privou. Voltou para casa, se apaixonou uma, duas, três, inúmeras vezes. Sentiu falta do gueto, viu pela televisão o seu antigo lar acabar em fogo. Em suas idas ao gueto não o reconhecia mais, não conseguia ver além, já era alguém de fora do gueto. Christian conhece pessoas, perde outras. O filme termina exatamente ali, ao lado de seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Esse é o fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Achei meio arrastado. Veio bem, mas parece que você cansou e deu esse fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Estou cansado mesmo. Parece que não era só deixar o gueto. Não era apenas recuperar o coração. Estou exposto a outras dores, a outras necessidades que me cansam e me consomem como os dias no gueto. A impressão que tenho é que “não há lugar pra mim, que eu tentei fugir mas tô preso num replay e que minhas lembranças vão me consumir, cansei de me sufocar em sonhos vãos e o amor antes bom agora se volta contra mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Calma Chris. Tudo vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Eu sei. No fundo eu sei. Depois desses quinze dias eu não vou ser outra pessoa. Vou ser o mesmo melhorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Então mude o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não sei. Tudo isso soa egocêntrico demais pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo&lt;br /&gt;Não pense assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian se levanta e vai até a tela, olha pra Yuri, sorri.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Então em breve nos vemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian atravessa para dentro da tela.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115470344709253485?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115470344709253485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115470344709253485&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115470344709253485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115470344709253485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/this-carnival-is-over-o-retalho-n-9.html' title='This Carnival is Over - O Retalho n° 9'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115461765969083314</id><published>2006-08-03T12:05:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:24:20.858-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>This Carnival is Over - O Retalho n° 8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°8 – O pedaço que falta.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;hristian, longe do gueto, do outro lado do muro, procura um médico para fazer diversos exames.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Médico&lt;br /&gt;Vê nessa radiografia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;O que? Não vejo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médico&lt;br /&gt;Não vê nada, porque não há nada. Aqui devia estar o seu coração. Mas você está sem o seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Sem meu coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médico&lt;br /&gt;Como você aparecem outros. É um mistério ainda, não sabemos como o coração de vocês desaparece assim. Tudo indica que seja roubo. Procure uma delegacia especializada em roubo de órgãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian vai até a delegacia onde é atendido por uma boneca, uma Barbie Policial.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Barbie&lt;br /&gt;Vou te levar até o delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian acompanha a Barbie até a sala do delegado, um ursinho de pelúcia.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Então, o que roubaram de você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Como mais um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Você não é o primeiro e parece não ser o último a reclamar pelo coração. Você cruzou os muros do gueto a pouco tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;E só agora deu falta do coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Sim e porque fui fazer exames de rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Entendo. Barbie?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbie&lt;br /&gt;Sim delegado fofinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Traga aquela senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbie&lt;br /&gt;Claro gracinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Que senhora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Quero saber se você reconhece uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Barbie volta com Sra. Lily de Simon.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Reconhece essa mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Tem certeza? Olhe com mais atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian olha Sra. Lily com atenção.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não mesmo, não reconheço essa mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detetive Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Bom, é o terceiro seguido que não reconhece essa mulher. Não podemos mais mantê-la presa. Soltem ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Mas quem é essa mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detetive Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Recebemos uma denúncia certa vez de que ela era uma traficante de corações. E foi complicado capturar essa dona, tivemos que atravessar o gueto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian repara no broxe em forma de borboleta azul.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Espera um pouco! Eu acho que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado Urso de Pelúcia&lt;br /&gt;Acha que a conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian se mantêm em silêncio por um instante, pensa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não. Confundi com outra pessoa. Não conheço essa mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do lado de fora da delegacia, Christian espera pela saída de Sra. Lily.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Ei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Obrigado por não dizer que me conhecia. Foi o broxe não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Foi. Onde está o meu coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Calma meu lindo, ao contrário do que pensa aquele ursinho, não sou traficante. Seu coração, como o de todos está bem guardado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian sorri.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115461765969083314?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115461765969083314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115461765969083314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115461765969083314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115461765969083314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/this-carnival-is-over-o-retalho-n-8.html' title='This Carnival is Over - O Retalho n° 8'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115453875211589379</id><published>2006-08-02T14:10:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:24:56.962-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>The Carnival is Over - O Retalho n° 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°7 – A despedida dos velhos amigos e do mundo que não lhe pertence mais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;aio e Renato observam Christian fazendo as malas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Tem certeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Poucas vezes tive tanta certeza de algo na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Pra onde vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Me procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Eu queria ter a sua coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Re, todos nós temos. Você também a tem. Sei que vocês ainda não entendem, eles nos tiraram as asas, a inocência, os sonhos bons e de alguns até o coração. Mas eles não conseguiram tirar tudo e é nisso que você tem que se agarrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Conversa! Não dou dois meses pra você estar aqui de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Caio, eu nunca mais vou pisar nesse cinema. Não preciso mais me agredir. Acabou! Vou sentir falta de vocês, de alguns momentos, mas o que espero pra mim é mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Mais do que a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Sinto muito, mas mais do que vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Vamos Renato, deixa esse sabe tudo ai, quebrar a cara dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Até um dia, amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Até Re, se procure, se procure sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Pode deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O bonde vazio estaciona na frente do cinema. Christian olha para o cinema pela última vez.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Motorista&lt;br /&gt;Vamos filho! Não temos o dia todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não tem volta. Tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motorista&lt;br /&gt;Não. Uma vez que você atravesse o gueto por esse bonde, nunca mais há volta. E se voltar, não volta como é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian sobe no bonde que parte.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Posso ler algo para o senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motorista&lt;br /&gt;Claro meu jovem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian tira o seu bloco de anotações e lê para o motorista enquanto o bonde passa pelas ruas do gueto, onde pessoas perdidas se perdem ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Estive, por um tempo, guardado aguardado dentro de velhos guardanapos. Estive preso em momentos do passado, em lembranças boas, em medos frágeis e em sonhos impossíveis. Estive acreditando e desacreditando. Dizendo não quando na verdade queria dizer sim. Uma vez lá em cima, outra vez lá embaixo. Tudo muito contabilizado, pesado, registrado, calculado. Vida sem graça que se ia perdida e achava em roteiros mal escritos, e-mail jamais enviados e telefonemas para sempre esperados. Restava gostos, perfumes, músicas e pedaços de alguém em mim. E ainda sobrava espaços enormes e vazios, escuros e frios. Nem mais chorava. Não mais lamentava. Comum sentir saudade, comum sentir falta. Comum achar que não pode, que não vai haver. Comum achar que não é correspondido e conhecido. E assim, na janela e na busca da luz amarela, o garoto dos três pontos, das borboletas azuis, dos ovos, do coração e o congelador, aprendeu que subestimar os acasos é subestimar a si mesmo. Acontece que as coisas acontecem, e mais uma vez o coração dispara, a perna treme. A emoção, as afinidades, as palavras e o desejo, cada um a seu tempo. A felicidade está de volta. Os dias bons chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motorista&lt;br /&gt;É meu rapaz, você está realmente preparado para deixar o gueto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;É porque os dias bons chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115453875211589379?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115453875211589379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115453875211589379&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115453875211589379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115453875211589379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/carnival-is-over-o-retalho-n-7.html' title='The Carnival is Over - O Retalho n° 7'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115443214562624846</id><published>2006-08-01T08:33:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:25:54.644-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>The Carnival is Over - O Retalho n° 6</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°6 – A Festa e a hora de dizer não!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;hristian caminha só pelas ruas de São Paulo a procura de uma festa onde possa se divertir. Chega na porta da recomendada festa, a festa dos Contos de Fadas. Do outro lado da rua, a festa que sempre o fascinou, mas que nunca teve coragem de entrar, a festa das pessoas normais. Vai até a porta da fascinante festa, sente o ar puro, as boas energias, uma sensação muito boa vindo de dentro. Quando está quase para entrar alguém lhe estende a mão.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estranho&lt;br /&gt;Vamos! Entre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não sei, acho melhor não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho&lt;br /&gt;Não se acha uma pessoa normal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não é isso, é que tenho convite para a outra festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian aponta para a festa dos Contos de Fadas do outro lado da rua. O Estranho tira do bolso um convite.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estranho&lt;br /&gt;Agora tem um convite da nossa festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não, outro dia, desculpe. Estão me esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho&lt;br /&gt;Como quiser, mas pegue esse convite, pode vir quando quiser. Ele serve para todas as festas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian agradece e vai até a festa dos Contos de Fadas. Na portaria os três porquinhos atendem Christian. Ao entrar pela porta do salão de festas, Christian percebe um par de asas nas suas costas. Branca de Neve, os anões, estrelas de cinema, outros anjos, vampiros, elfos, fadas, gnomos, duendes, lobisomens, Saci Pererê, monstros, Cinderela, Príncipes, Chapeuzinho Vermelho, todos se divertem com muita bebida e drogas. Christian beija um elfo, vira-se e beija um anjo e puxa um vampiro e o beija também. Todos fazem isso. Uma verdadeira orgia. Christian pula, pula, sorri. Sente uma felicidade enorme. Vê bolas de sabão, borboletas azuis. O corpo quente, o prazer latente tomando os sentidos. Tira a blusa, estende as asas, abre com toda a fúria, espalhando sua luz. A galera delira, aplaude. Christian roda, roda, roda no salão e cai desmaiado.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115443214562624846?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115443214562624846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115443214562624846&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115443214562624846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115443214562624846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/08/carnival-is-over-o-retalho-n-6.html' title='The Carnival is Over - O Retalho n° 6'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115434751390834868</id><published>2006-07-31T09:01:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:27:25.173-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>The Carnival is Over - O Retalho n° 5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°5 – A falta da pessoa querida.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;hristian, Renato e Caio vão até a loja de aluguel de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Olá rapazes! Faz um tempinho que não os vejo aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Muito trabalho, muito trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Não é o que tenho ouvido por ai. Parece que as coisas não andam muito bem. Muito garoto na rua, aumento da insegurança, soube de uns três que foram direto pra caixa prego. Deviam trabalhar pra mim, aqui é bem mais seguro e garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Ninguém nunca encostou a mão em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;E o olho roxo dele, o que é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Dona da Loja aponta para o olho de Renato, que abaixa um pouco a cabeça para que ela não veja o seu olho roxo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Ele caiu, foi isso. Pode nos mostrar os catálogos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Claro! Claro! Mas não se esqueçam, se quiserem trabalhar pra mim, a oferta está de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dona da Loja pega dezenas de pastas com fotos de milhares de pessoas e coloca sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Então? O que vai ser hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Hummm, eu vou querer uma amiga. Uma amiga bem estilosa, que conheça o mundo, de preferência a Itália. Que tenha bom gosto, que me leve em lugares chiques e interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Bem, veja essa pasta. Há umas amigas do jeito que você quer! E vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Eu quero um irmão mais velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Boa escolha rapaz! Um irmão mais velho! Sabia que esse mês é promoção dos irmãos mais velhos. Como quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Quero que ele seja forte para me proteger. Que seja inteligente para me ensinar coisas. Quero um irmão bem carinhoso e que goste muito de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Não tão carinhoso Dona, se não já sabe como termina essa história: incesto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;O que é incesto Christian?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não se preocupe com isso. Se a nobre Senhora tomar todos os cuidados para que isso não aconteça, você não precisa saber, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Como você mesmo diz: “nem tudo a gente deve saber”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Isso Re, saber demais faz mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Temos todos esses. Olha que graça esse aqui! E você meu anjo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não sei ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Escolhe um marido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Um irmão mais velho pra te proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não. Hoje eu vou querer uma mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Uma mãe? Mas você já não tem uma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;É Christian, a graça está em pedir o que não se tem. Dona, quero essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio aponta para a fotografia de uma jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Boa escolha rapaz! E você? Já escolheu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Esse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Dona da Loja vai até o microfone e chama pelas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Aline G13 e Lucas Y78, por favor, compareçam na recepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Christian, tem certeza de que vai querer uma mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Sinto falta da minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Então vai falar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não sei se quero falar com minha mãe o que eu poderia falar com essa mãe alugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Temos mães ótimas. Não quer ver o catálogo de mães? Faço um desconto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Não faça isso! Procure a sua mãe! Fale com ela, certamente ela vai te entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Surge Aline e Lucas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lucas&lt;br /&gt;Cadê o meu irmãozinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Tô aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas&lt;br /&gt;Vem! Vou te ensinar como se joga basquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Basquete?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lucas pega Renato e o vira de ponta cabeça, como irmãos mais velhos fazem com os mais novos. Saem da loja.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Aline&lt;br /&gt;Caio meu querido! A quanto tempo! Como você está lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;E você? Nadinha diferente da fotografia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline&lt;br /&gt;Vamos comemorar esse mega reencontro! Que tal umas comprinhas na Oscar Freire?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Que tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caio e Aline também saem da loja. Christian tem na sua frente uma pasta enorme escrito “catálogo de mães”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;E ai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Acho melhor não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;É, você é daqueles que não querem mais se enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não, não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona da Loja&lt;br /&gt;Boa sorte rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian sai da loja, começa a caminhar. Percebe uma de suas pernas se transformar numa perna de crochê. Dela, sai um cachecol enorme que se estende até esquina onde vira. Christian segue o cachecol. Passa pelo Copan, sobe a Consolação, a Avenida Paulista, passa pela 23, Ibirapuera, Sena Madureira. Vai seguindo o cachecol que sai da sua perna. Depois de muito andar, chega na rua onde moram os seus pais. O cachecol entra pelo portão e pela porta de entrada. Pela janela, vê se pai deitado no sofá vendo televisão e sua mão tecendo o cachecol que se estende, passa por debaixo da porta e termina na sua perna.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian (V.O)&lt;br /&gt;Mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alguém que ele não consegue ver o rosto e de quem seus pais não se dão conta, se aproxima com uma tesoura, ameaçando cortar o cachecol. Christian bate na porta, tenta abrir, mas seus pais não ouvem. A misteriosa pessoa então, numa tesourada fatal, corta o cachecol.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian (V.O)&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ouve-se o choro de uma criança recém nascida.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115434751390834868?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115434751390834868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115434751390834868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115434751390834868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115434751390834868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/carnival-is-over-o-retalho-n-5.html' title='The Carnival is Over - O Retalho n° 5'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115426934324311659</id><published>2006-07-30T11:19:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:28:26.568-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>This Carnival is Over - O Retalho n° 4</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°4 – Na sala de exame de sangue, Christian e seus amigos procuram um pouco de paz.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uma seqüência a se perder de vista, centenas de garotos e garotas são atendidos por outras centenas de enfermeiras que lhe tiram sangue. Christian sentado estende o braço. Do seu lado esquerdo, Renato e do esquerdo, Caio, dois amigos com quem divide as “desaventuras” das noites.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Eu já tenho um bom dinheiro. Vou pra Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Vou fazer algo mais útil, dar entrada numa casa pra minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;E você Christian?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Tô pensando seriamente em comprar um planetinha pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Um planeta, igual ao do garoto do livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Tá em promoção e é um ótimo lugar para se esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Um pouco longe, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Por isso mesmo, quanto mais longe melhor. Estou cheio daqui e dessas malditas picadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfermeira&lt;br /&gt;Já terminamos Sr. Christian, quer o chá agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Sim enfermeira, pode trazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Pra mim um café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;E um Daiquiri pra mim, please.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Será que elas tem medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Medo de que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;Da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Por Deus Renato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;É sério, a minha enfermeira tremia mais que o normal e usava bem umas cinco luvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Ela deve ter frio, muito frio. Sobretudo nas mãos. É sua primeira vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato&lt;br /&gt;É. E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Terceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Antes que vocês me perguntem, é a minha sétima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As Enfermeiras retornam.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Enfermeira&lt;br /&gt;Os senhores vão querer tomar banho de piscina ou hidro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Piscina, estamos precisando de um bronzeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfermeira&lt;br /&gt;Vamos meninas, vamos buscar as toalhas para os jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não vi tanta luva na mão dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Enfermeira retorna.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Enfermeira&lt;br /&gt;Vamos até a piscina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Chegando na piscina, outros garotos e garotas tomam sol ao redor, os outros nadam na água vermelha como sangue na piscina.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Caio&lt;br /&gt;Vermelha do jeito que gosto. Vamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os três pulam na piscina e como os outros, ficam submersos na posição fetal, chorando, um choro silencioso, quase mudo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115426934324311659?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115426934324311659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115426934324311659&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115426934324311659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115426934324311659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/this-carnival-is-over-o-retalho-n-4.html' title='This Carnival is Over - O Retalho n° 4'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115418045071868456</id><published>2006-07-29T10:38:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:29:32.799-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>This Carnival is Over - O Retalho n° 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°3 – Christian lamenta na maior de todas as luzes amarelas, a Torre da Avenida Paulista.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;nos depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian recita um texto do alto da imponente Torre da Avenida Paulista. Enquanto recita, surgem imagens de Christian entrando em carros estranhos, em quartos que não são os seus. Christian em festas, bêbado ou drogado. Christian caminhando só, tarde da noite. Christian sorrindo e Christian chorando. Christian contando estrelas, Christian olhando um cliente dormir. Christian recebendo o dinheiro. Christian feliz depois de uma entrevista de emprego numa vídeo locadora na Avenida Paulista e depois Christian triste olhando outros trabalhando pela vitrine. Christian entrando e saindo de carros, Christian entrando e saindo de imundos Hotéis, Christian caído num banheiro úmido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Luz amarela. A mesma de sempre. Surto. O mundo de repente se fechando novamente. E tudo parece que muda, de um instante para outro. Em segundos de segundos. Tudo parece se perder, mesmo que perdido ainda não esteja. Ou perdido, não venha mais a estar. Eu não queria dormir agora, agora não. Nem sei se andei acordado, ou dormindo. Estou voltando a não distinguir dia de noite, perdido de achado. Mais confuso e inseguro do que antes. Tudo acumulado, misturado, voltando junto. Dando porrada, golpes. Assoprando aquelas mesmas frases ao pé do ouvido. Uma loucura doida varrida por velhas vassouras fantasmas. Luzes amarelas, avenida amiga, noite que me engula mais uma vez. Certa tristeza no ar. Tristeza pelas coisas que só mudam na aparência, nos hábitos, e que não mudam lá dentro, na essência, lá no fundo. Tantos momentos jogados fora por nada. Tantas palavras mal ditas, tão mais mal ditas agora. Tanto empenho, tanta esperança, pra acabar nisso? Luzes e mais luzes amarelas junto às luzes coloridas, vermelhas, brancas, verdes e azuis e lilás, em todos os tons, brilhos. Aquelas “luzinhas” do Banco de Boston, aquelas bolas mágicas no Conjunto. Lá fora, o calor, dentro do carro, aquela tristeza “nossa” carregada à força. Aquele “lutar” já vencido. Uma sensação azeda de perda, de vazio, de regresso, de voltas e mais voltas. Feito assim, de voltas que dão em outras voltas e que dão no mesmo lugar. Mais velho, um tanto diferente, um tanto mais cansado de falar mais “um tanto”. Um tanto mudado, ele confessa. Um tanto esquecido, ele lamenta. Um tanto amado, ele sorri com a luz amarela a brilhar, fosca, em seu rosto. O carro que parte. A alegria de amigos não tão alegres. Poderia ser mais. Mais viva, mais alegria mesmo. Sorrisos mais alegres, felicidades mais felizes. E aquele velho culpar a cidade, a “noite”, as futilidades. Escolhas e mais escolhas, as piores que se pode decidir nesse regredir deprimente. Muda a música, fecha o vidro, deixa o silêncio imperar que eu quero mais é ficar assim mesmo. Não quero “falsear”, não a mim. Deixa eu cultivar esse momento, por mais que eu venha me culpar depois, isso nem acontece mais, já consigo acordar como se nada tivesse acontecido, e que venha o que vier. Longa noite de luzes amarelas, de bebidas amargas, de olhares perdidos. Longa noite em que a Cinderela não foi ao baile, e que o príncipe se perdeu “nos panos”. Noite minha, só minha. Noite do egoísta, nada de dividir. Nada de dividir beijos e nem pensamento e nem coisa alguma que venha me faltar depois. Aquela vontade de chorar, a de sempre, sendo engolida com água ácida. Pode me ajudar? Claro que não! Ninguém pode, desista. Há coisas nesse mundo sem volta, por mais voltas e voltas e voltas e voltas e voltas que viermos a dar, ou que dermos ou que deixemos de dar. Não há muito o que fazer. Certos momentos a gente tem mais é que aceitar. É fim de ano, não é? Então? Eu tenho que aceitar! Tem como atropelar, ir direto pra janeiro, se for possível, atropelando também fevereiro, ele nunca me traz boas recordações, e assim, ir atropelando meses e dias não muito agradáveis? Como se isso fosse possível. E se possível também fosse, eu mandaria espalhar essa mesma luz amarela por todos os meus caminhos, pra já ir se acostumando. E mandaria também que fosse sempre noite, assim, as luzes brilhariam sempre. Sempre amarelas, amarelas, amarelas, só pra mim e pra essa minha loucura em admirá-las. E ai é só esperar aquele momento de escrever, ou de não saber mais o que escrever, como agora e ir lamentando como sempre. Vestindo a carapuça que sempre caiu bem pra mim, daquela mesma que o Renato fala em uma de suas músicas. A gente não luta, não se pode esperar que outros lutem para nós. Ou por nós? Cansei de me esperar, tô cheio. Não sei o que vai dar, que não dê em nada, em nada, em nada. Em chuva talvez. Chuva é bom. É disso que estou precisando, sair um pouco na chuva, já dizem: “quem sai na chuva é pra se molhar”. É fim de ano. É tortura. É surto. Luz amarela que me acolhe bem, nem tão bem, mas o bem que sei que queres pra mim. Bem que aceito, que tolero, que só as vezes quero pra mim. É melhor acordar ou dormir, nunca sei e fingir que nada aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian abre a blusa, mostra o peito e dele saem milhares de folhas de papel escritas que caem por toda a extensão da Avenida.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115418045071868456?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115418045071868456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115418045071868456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115418045071868456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115418045071868456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/this-carnival-is-over-o-retalho-n-3.html' title='This Carnival is Over - O Retalho n° 3'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115409084617447548</id><published>2006-07-28T09:45:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:30:24.002-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>This Carnival is Over - O Retalho n° 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°2 – A Borboleta Azul, a parte perdida e o conselho de uma amiga.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ra. Lily dá o copo com água para acompanhar o comprimido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Beba de uma vez meu amor. Não queira sentir o gosto amargo desse doce sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian toma o comprimido, e assustado, olha fundo nos olhos de Lily borrados pela maquiagem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Agora vamos esperar. Seja lá o que saia ai de dentro, coloque dentro desse balde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sra. Lily coloca o balde na frente de Christian. Depois disso ascende um cigarro e coloca um par de luvas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Pra mim não ofereceram o comprimido. Não sei se foi sorte ou azar. Olhando assim, para os poucos que tiveram esse privilégio e os poucos ainda que aceitaram, não sei se esse comprimido é um sonho bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;O que vai acontecer comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;O pequeno darling, não sofra antes que anoiteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Você sofre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sra. Lily engasga com a fumaça do cigarro. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Ora garotinho! Isso é pergunta que se faça para uma dama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chrsitian&lt;br /&gt;Desculpa, mas é que notei a cicatriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Maldito decote! Por isso gosto tanto de sharpes, você gosta de sharpe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Gosto de cachecol. Minha mãe costurava pra mim quando eu era pequeno. Fazia da cor do uniforme da escola para os dias de frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Que mãe adorável rapaizinho! Sabia que no frio meu pai colocava uma cumbuquinha com álcool, botava fogo e o calor aquecia todo o banheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;E você nunca se queimou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Nunca. Eu chegava bem perto do fogo, e ficava vendo queimar, aquela chama perto do rosto. Naquele limite quente mais que não te queima, sabe como é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Acho que sei, uma vez queimei minha sobrancelha e a franja do cabelo brincando com uma caixinha de fósforos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Ah pequenino! Foi mais longe que eu! Tem que se ter limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian sente algo e cai no chão.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Tô sentindo uma pontada no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Calma, é assim mesmo. Não esqueça do balde, do balde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian começa a chorar, Sra. Lily apaga o cigarro no seu próprio braço, revelando um braço todo queimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Meu pequeno amor, olhe pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian mantém a cabeça baixa e chorando.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Olhe pra mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian olha nos olhos borrados de Lily.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Vou te falar algo e tente nunca esquecer. Sua mãe, seu pai, sua família não tem culpa de nada. Por eles você não estaria aqui agora, não os culpe nunca, entendeu? E o mais importante, isso pode não ser para sempre, vai depender de você. Pode levar dias como pode levar anos, mas você um dia vai ter consciência e quando isso acontecer voe mesmo sem asas. Eles tentaram nos resgatar, eu, você e todos aqueles meninos e meninas que estavam naquela sala, mas eles falharam e nada podem fazer por nós agora. Mas mantenha a esperança, sempre. Olhe isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sra. Lily mostra o bloco de anotações e o lápis.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Isso é seu. Use. Isso ninguém pode lhe tirar. Você vai ser feliz, está nos seus olhos garoto. Eu gostaria muito de ter a luz que você tem, não deixe ela apagar por nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian repara no broxe na blusa de Sra. Lily, uma borboleta azul.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Lindo né? Minha avó que me deu antes de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Sinto falta da minha avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;E ela de você meu lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian sente uma pontada mais forte. Grita de dor. Se contorce. Vai até o balde e vomita. Repleto de sangue na boca ele senta no chão úmido do banheiro, cansado. Sra. Lily dá uma toalha pra ele. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Limpe-se com isso anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sra. Lily pega o coração que Christian acabou de vomitar e coloca dentro de um saco. Identifica com um adesivo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Ele deveria ir para o lixo, mas eu guardo todos. Nos dias melhores me procure, vou guardar como se fosse meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian levanta, pega seu bloco de anotações, o lápis e sai.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Não esquece de seguir sempre as luzes amarelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian não olha para trás. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily (V.O)&lt;br /&gt;Se procure meu lindinho. Se procure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115409084617447548?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115409084617447548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115409084617447548&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115409084617447548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115409084617447548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/this-carnival-is-over-o-retalho-n-2.html' title='This Carnival is Over - O Retalho n° 2'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115400498060638230</id><published>2006-07-27T09:53:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:31:04.198-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>The Carnival is Over - O Retalho n° 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;nos antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retalho N°1 – Quando Christian se perde sob as ordens do Controlador.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sr. Controlador escolhe um garoto entre os tantos garotos infelizes que aguardam. Cochicha no ouvido de Sra. Lily de Simon. Sra. Lily se aproxima de Christian.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily de Simon&lt;br /&gt;Vamos lá meu pequeno amor, chegou a sua hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem muito querer, Christian levanta para ir na direção da sala do temido homem. Mas sabe que naquela altura, não há outro caminho e se há, não o conhece.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Entre meu jovem e sente-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian senta-se delicadamente.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Se há algo que não entendo, é essa delicadeza que permanece viva em vocês mesmo depois de tudo. Por muito menos me tornei esse homem que você está vendo. Hahahahahaha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian não sorri. Sr. Controlador sem graça continua.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Bom, vamos ver o seu caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sr. Controlador coloca seu óculos para ler a ficha de Christian. A lente direita é minúscula e esquerda, enorme.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;É, abatido como a maioria de vocês. Tinham que tomar mais cuidado, mas já que não tomou e não foi resgatado por quem devia, parou aqui. Sinto muito, eu nem sempre concordo com isso, mas ordens são ordens. Esse mundo pede por outros para sobreviver, como posso te explicar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sr. Controlador parte seu nojento sanduíche repleto de moscas em dois, e depois uma das partes repartidas em mais duas. As usa para explicar como funciona.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;É como um sanduíche ser recheado por outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Um submundo dentro do outro. O gueto vivo pulsante dentro o gueto. Excluídos pelos excluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Pra quem não fala nada, até que você se sai bem quando tenta. Também, está aqui! Você tem um dom meu filho! Um dom muito apreciado. Aproveite. Sabe qual é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian sorri pela primeira vez, tira dos bolsos um bloco de anotações e um lápis.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Lamento, mas usar o dom é proibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sr. Controlador apenas estende a mão e o bloco de papel e o lápis voam para si.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Em troca, para não parecer que sou um homem mau, ofereço esse comprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sr. Controlador coloca um comprimido vermelho sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Esse comprimido vai lhe ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Filho, pense. Você vai passar por tudo o que tiver que passar com ou sem ele, você pode escolher que isso seja menos doloroso ou não. Não ofereço a todos, é algo muito, muito raro. Veja como o sinal de boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian reluta por um instante e pega o comprimido. Antes de colocar na boca, o homem o impede.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Calma! Sra. Lily!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Acompanhe nosso garoto até o banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Lily&lt;br /&gt;Claro, vamos amorzinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian levanta-se.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Antes, deixe-me ver as suas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christian levanta a camiseta e Sr. Controlador analisa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sr. Controlador&lt;br /&gt;Bom, bom, a cicatriz está desaparecendo. Logo não restará nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115400498060638230?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115400498060638230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115400498060638230&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115400498060638230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115400498060638230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/carnival-is-over-o-retalho-n-1.html' title='The Carnival is Over - O Retalho n° 1'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115394660159991096</id><published>2006-07-26T17:40:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:31:54.843-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This Carnival is Over'/><title type='text'>The Carnival is Over - Em Doze Retalhos</title><content type='html'>Essa história é constituída do ínicio e doze cenas. Serão postadas uma a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ínicio – Repouso no Planeta P660.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;hristian e Yuri conversam no pequeno asteróide P660. Yuri brinca com as borboletas azuis enquanto Christian tenta escrever algo no seu bloco de anotações ainda em branco.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;É verdade que o Pequeno Príncipe mora aqui perto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Vê aquela estrela amarela ao longe? Conta duas a sua esquerda. Depois tem uma fileira de três em três em forma de arco, aquela só entre a seqüência é B612, o planeta do Pequeno Príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Puxa! Isso me fez lembrar aquela cruz lá no morro do Irajá, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;A que nunca vi? Lembro sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;A paz aqui é tão grande!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Pode vir quando quiser, só que aqui não há partidos políticos para nos motivar... bem, você sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Não! Claro. Nem se deve discutir num lugar desse. Decidiu escrever?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Acho que sim, mas ainda não consigo. Há um monte de palavrinhas querendo sair, mas aquela necessidade que tanto falo não veio ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Então não se cobre, tenha calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Estou tendo, por isso voltei pra cá. Se eu tinha que ficar quinze dias isolado, que eles fossem cumpridos uma parte aqui no P660.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Temo por você. Temo que seja uma fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Pense o contrário. Que sempre fugi e que hoje parei dessa frenética fuga, e parado aqui nesse pequeno asteróide eu posso deixar o destino me alcançar como for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;As vezes tenho a impressão de que você se sentencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Sei que parece mas não estou achando merecedor disso pelos caminhos errados, se é que posso dizer um erro o que aconteceu. Tão pouco quero crer na fatalidade e aceitar a piedade das pessoas, sobretudo a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Então você está bem, como gostaria de o ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;É porque existem vocês na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Pena não poder lhe abraçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;É realmente muito ruim não poder tocar ninguém, mas esse é um problema que sei que vai se resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;É amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Pelo horário, quase hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Está com medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Não, medo não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Yuri sorri para Christian que retribui o sorriso.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Christian&lt;br /&gt;Olha! Uma estrela cadente! Faça um pedido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri&lt;br /&gt;Faça também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Os dois fecham os olhos diante do céu repleto de estrelas cadentes.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115394660159991096?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115394660159991096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115394660159991096&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115394660159991096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115394660159991096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/carnival-is-over-em-doze-retalhos.html' title='The Carnival is Over - Em Doze Retalhos'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115379983206659627</id><published>2006-07-25T00:56:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:33:47.289-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Cartas de amor V - Dos dias em que tive alguém para amar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão se assuste. Isso é um e-mail. Sim: mais um! É por esse e por tantos outros que sou chamado de o "tarado do e-mail". É que eu gosto de escrever, ao ponto de fazer disso a minha vida e o meu ganha pão, que escrever é algo que faço compulsivamente, quase como respirar e comer (tudo bem que comer eu como pouco, hehehe).&lt;br /&gt;Então vai se acostumando a receber esses e-mails. E não precisa se sentir obrigado a responder. Geralmente meus e-mails não precisam ou pedem por uma resposta. Passo o dia longe de você. Sem falar com você. Sem sentir você. Tenho que escrever. Escrever coisas, ir me revelando em palavrinhas, letrinha por letrinha.&lt;br /&gt;Hoje foi um dia tedioso. Horas demoradas. Uma chatice sem tamanho. Essa chuva lá fora, a mão congelando, um roteiro sobre saúde pra fazer, a sinopse de dez páginas pra entregar e eu aqui, vendo o tempo passar bem devagar.&lt;br /&gt;Estou sem sono e com um pouco de fome. O cansaço do fim de semana já passou. Estou pronto para outro. Espero que nenhum sub gerente estrague nosso próximo fim de semana, literalmente falando. Estou começando a ficar preocupado com esse lance do SBT, nessa reta final, sei lá, vai criando uma expectativa e não quero me decepcionar. Também tem esse lance de ficar desempregado, e espero que tudo dê certo, pois nunca fiquei mais de uma semana sem trabalhar. Mas não quero me antecipar a esses problemas. A medida que eles forem surgindo e os vou enfrentando com minhas armas de Jorge!&lt;br /&gt;Essa hora você já deve ter fechado a loja. "Cerrado las puertas" e ido direto pra casa descansar, ou não? Hehehehe Andei navegando pelo orkut, deixando scraps, trocando conversa velha e furada no MSN, fingindo tapear o tempo. Uma conversa com os pais, outra com o irmão, brincadeiras com os cachorros e lá se foi o meu dia.&lt;br /&gt;Hoje ele me ligou. Fazia algum tempo que não nos falávamos. Estava triste e chorando. Acho que deve estar sabendo de algo, afinal, fiz um estardalhaço tão grande com a tal felicidade que tá todo mundo deixando recados no meu orkut. Foi difícil. Não quis falar pra ele que estou saindo com alguém por conta do estado dele. Não quero magoar alguém que é importante para mim. Acho que existe maneiras e momentos melhores pra ele saber disso. Fiquei preocupado pois desde que terminamos ele pensa que fiz isso por estar com outra pessoa. E fico com medo ele ache que isso é verdade sabendo da gente. Mas por outro lado já fazem quatro meses, e não posso passar minha vida omitindo fatos importantes que acontecem comigo.&lt;br /&gt;Não queria vê-lo assim. Não queria alguém chorando por mim. Não me iludo com as coisas que ele sempre deveria ter me dito e que diz só agora que estamos longe. Até porque não existem sentimentos dentro de mim para isso. O tempo passa e as coisas mudam. E hoje, mais do que nunca, confirmei que minha história com ele realmente chegou ao fim. Não resta nenhuma duvida em mim a esse respeito. Há coisas muito bem resolvidas em minha vida, e essa é uma delas.&lt;br /&gt;Esse frio insiste. A saudade que sinto de você também. A essa hora já deve ter saído da loja. Deixei mensagens, mas acho que você não vai ligar. Deve estar cansado ou passado em outro lugar. Normal, afinal, quem acorda cedo amanhã sou eu. Está tão chato aqui, como disse estou até meio melancólico.&lt;br /&gt;Mas ai eu penso em você, mais precisamente na gente. Bom, nem preciso dizer que fico feliz e com tesão e com alegria e com disposição e feliz e...! E muitas outras coisas. Fico lendo e relendo os seus e-mails. Fico vendo a sua foto no orkut (meu irmão perguntou se você não é o amigo do Dawson's, ahahahaha), fico escrevendo outros e-mails que não envio pra você, e fico aqui, pensando e pensando em você e quando vamos nos ver de novo.&lt;br /&gt;Hoje talvez eu esteja sentindo um pouco o tal vazio do qual você fala. Talvez eu também não esteja assimilando tão rápido as coisas. Pode ser só o frio, como pode ser falta de você por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(depois que falei com você)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo melancólico. Tô chato hoje, eu sei. Desculpa, não sou sempre assim. É que também tenho meus momentos deprê. O telefonema de hoje não me balançou, apenas me deixou triste por saber que alguém que gosto muito está sofrendo. Te contei pois acho que devo ser sincero. Soube então que você jantou com o fantasma do passado. Isso é ótimo, demonstra maturidade da sua parte, e da minha achar isso. Só é um dia que estou frágil, só isso. Vazio, parecido com você aquele outro dia. As vezes penso que ele pode estar lhe dizendo tudo aquilo que você estava querendo ouvir. E isso pode lhe balançar. Lhe deu Closer, o filme que desperta você em mim. Daquela música que simboliza você em mim. Há medos em mim. Sim, eu também sinto medos. Sei lá, medo de ser uma vírgula, um detalhe. A história não é minha, mas em partes, agora eu faço parte dela. Agora há sentimento envolvido. Não posso negar. Mas acredito que seja apenas o dia "estranho" de hoje, só isso. Não foi um dia bom no trabalho, estou encucado com o lance do curso e ainda chateado com a ligação que recebi. Percebi que estava sendo chato ao fone, percebi você querendo desligar, desculpe. Espero não ter deixado uma má impressão. Te adoro. Te quero. E não vou desistir de você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clau...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115379983206659627?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115379983206659627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115379983206659627&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115379983206659627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115379983206659627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/cartas-de-amor-v-dos-dias-em-que-tive.html' title='Cartas de amor V - Dos dias em que tive alguém para amar'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115371520723295734</id><published>2006-07-24T01:21:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:34:12.412-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Cartas de amor IV - Dos dias em que tive alguém para amar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;e vc está feliz, então estou um pouco triste,querendo estar desesperadamente feliz..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi uma das frases mais tristes e mais linda que alguém já me escreveu. A felicidade realmente é algo que se vai muito rápido e quando isso acontece fica aquele vazio, aquele nada misturado com uma angústia sem fim. Ficam pedaços, lembranças e uma porção de coisas que não deve ser mesmo esquecidas. A felicidade como vem, vai. E é ai que mora o medo. O medo do sofrimento e das dores de amor.&lt;br /&gt;Não tenho pensado nas dores e febres do amor. Mas também não tenho ignorado e menosprezado meu momento de felicidade. Devo vivê-lo. Se ele vai passar ou não, se vai ser rápido ou não, pouco importa. Ele está presente e isso me basta para viver intensamente, sem restrições, todas as sensações que me desperta.&lt;br /&gt;Há várias maneiras de conhecer alguém. São as músicas que ouve, os filmes que gosta, o álbum de fotos, um papinho rápido com a mãe do sujeito (hehehe), nos e-mails, scraps dos amigos, e até mesmo nos intermináveis momentos de silêncio.&lt;br /&gt;Porém insisto que tudo isso não basta para conhecer alguém. Conhecer alguém é tocar em seu coração, sem preconceitos, interesses e malicia. É o que tenho feito com você, tocar em seu coração. Para minha surpresa, cada vez que isso acontece, eu me surpreendo com a pessoa maravilhosa que você tem se mostrado. Não estou interpretando o papel do bom moço quando digo que o quero e te ver feliz. Não estou sendo um simples bom moço quando digo que você deve sempre seguir o seu coração.&lt;br /&gt;Pode parecer loucura. Gosto de você, e o que esperamos de alguém que gosta da gente é o seguinte: "fique comigo e tudo ficará bem". Apesar de já gostar muito de você eu prefiro que você siga o seu coração. É claro que assim lhe deixo mais opções, as quais posso não estar no meio, mas prefiro assim. O quero feliz, você merece isso, ao meu lado ou não. Você está roedado de pessoas que gostam de você, não existe motivos para tristeza. Escute o seu coração, ouça o que ele diz e corra em direção a isso, se entregue.&lt;br /&gt;Da mesma forma não se pressione para que as coisas aconteçam. Não force barras, não faça coisas que não quer fazer. Não diga palavras que não devem ser ditas, elas sempre viram palavras "malditas". Não brinque e nem menospreze os seus sentimentos e o sentimento dos outros. Tenha consciência que sempre vai haver alguém na contra mão do amor. Alguém sempre vai se perder na próxima curva, mas que ao fim, tudo ficará bem. Seja honesto e sincero como tem sido, você é lindo assim.&lt;br /&gt;É inevitável não sonhar com você, te querer, passar anos incontáveis ao seu lado. Tudo tem sido tão mais intenso e vivo desde domingo passado. Um conto de fadas moderno, digno de roteiros "bonitinhos", histórias pra tirar lágrimas e risos. Uma história que me toca, que me faz feliz, que me faz acreditar como é bom viver, como vale a pena fazer as coisas que acreditamos e como é importante seguir o nosso coração.&lt;br /&gt;Seja o que acontecer, já que ninguém sabe onde tudo isso vai dar, nós já temos coisas só nossas. Você pode ter passado dois anos com esse, outro tanto tempo com aquele, mas existem coisas só nossas e ninguém, ninguém nesse mundo vai poder me tirar. Nossa cumplicidade, pele na pele, sorrisos marotos, tapinhas, suor, silêncios, risos de sono, e-mails, você saindo do mar, você dormindo no carro, te buscar no trabalho, dividir balas, mensagens no celular, deitar no chão da sala, cair no vão do colchão, conversas sinceras... Em fim, tudo isso é só nosso e olha que se passou apenas uma semana.&lt;br /&gt;Vou tentar não pensar muito no futuro. E pensar menos ainda no passado (meu e seu). Existem pessoas ainda em nossas vidas, sobretudo na sua. Mas fique tranquilo, fique em paz. Eu sempre te respeitei ao me recolher e nunca chegar a você, não seria agora que eu ultrapassaria esse limite. Eu o respeito, o admiro e o quero bem e feliz. Quero ver seu sorriso, e que se não for por mim, que seja então por outra pessoa que goste muito de você. Mesmo por que não é muito difícil gostar de você.&lt;br /&gt;E que a gente viva cada momento como o último. Sem perder a inocência e a nossa sinceridade. Eu já gosto muito de você. Menos do que gostaria e mais do que deveria (hehehe), mas com o tempo a gente coloca isso no devido lugar.&lt;br /&gt;Nunca se esqueça que estarei sempre aqui tocando em estrelas, caminhando em nuvens, pensando em você. Não se esqueça que existe alguém que o quer muito, e se chamarem isso de loucura, lembre-se que você surgiu em minha vida a quase um ano atrás e que faltava apenas o pequeno detalhe de te conhecer. Não se esqueça dos nossos olhares. Não se esqueça desse tempo que fiquei nutrindo tudo isso por você. Não se esqueça que eu te adoro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beijos,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Clau...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115371520723295734?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115371520723295734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115371520723295734&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115371520723295734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115371520723295734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/cartas-de-amor-iv-dos-dias-em-que-tive.html' title='Cartas de amor IV - Dos dias em que tive alguém para amar'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115363210493312134</id><published>2006-07-23T02:20:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:34:51.616-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Cartas de amor III - Dos dias em que tive alguém para amar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;eram para passar o dia comentando a goleada do Brasil sobre o Chile. E ainda sobre o avião que caiu na Indonésia, sobre o Katrina e os desdobramentos da crise política que não parece ter mais fim.&lt;br /&gt;Hoje foi um dia bom. Dia-pós-dia-maravilhoso. Acordei com seu cheiro. Com gostinho de quero mais. Levantei meio anestesiado. Passei o dia tentando entender tudo o que aconteceu ontem. O mundo na segunda e eu ainda perdido no domingo.&lt;br /&gt;Tem uma música do legião que gosto e que diz o seguinte: “...você me veio como um sonho bom e me assustei, não sou perfeito...”. Eu não sou perfeito, me assustei e realmente você é um sonho bom.&lt;br /&gt;Coisas estranhas acontecem durante toda a nossa vida. Um dia a gente conhece o carinha lindo na cozinha. O admira escondido atrás das prateleiras dos filmes. Manda e-mails anônimos. Fuça no seu orkut. Descobre afinidades. O vê de longe a uma da manhã na Paulista. Acha que ele nem sabe da sua existência e passa um dia inteiro com ele, com direito a beijo e tudo.&lt;br /&gt;Me lembrou “Antes do pôr-do-sol”, trocando as ruas de Paris pelas ciclovias do Ibirapuera. Até aquela luz, no entardecer, você lendo o e-mail, eu abraçando árvores, você surpreso, eu envergonhado. Um momento mágico, digno de roteiros e de conversas pela madrugada a fora com os amigos do coração.&lt;br /&gt;Meu mundo é muito simples. Eu penso nas coisas de um jeito simples. E é assim que penso em você. É inevitável não querer te ver novamente e pensar na gente junto, mas porque viver algo antes dele acontecer? Eu já tive você por um dia. E nesse dia você foi apenas meu. Para alguém que acreditava não ser nem notado isso já não é ótimo?&lt;br /&gt;O que quero dizer é que é de mim deixar scraps, mensagens no celular e outras coisas, não quero que você encare isso como manias de um tarado maluco. Gosto de você, é um cara legal e não quero pensar no que vai ser ou deixar de ser.&lt;br /&gt;Mas também não quero adiantar o final. Como faço nos meus roteiros e nunca deixo os casais juntos. Deve ser algo contra a felicidade alheia. Repulsa a namoradas espremendo cravos das costas dos namorados. Inveja remoendo e você sabe o resto.&lt;br /&gt;Quero o melhor. E que o melhor aconteça. E de resto tentar não sair do domingo, descobrir o nome daquele CD, ir mais vezes no Ibirapuera.&lt;br /&gt;Vou ouvir um pouco de Keane. Deitar e ver se amanhã acordo na terça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clau...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115363210493312134?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115363210493312134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115363210493312134&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115363210493312134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115363210493312134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/cartas-de-amor-iii-dos-dias-em-que.html' title='Cartas de amor III - Dos dias em que tive alguém para amar'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115349597352457855</id><published>2006-07-21T12:31:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:35:29.591-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Cartas de amor II - Dos dias em que tive alguém para amar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u achei que sabia tudo de mim. Vi que não sabia nada.&lt;br /&gt;Sei que você não me escreve cartas, e sei que jamais a irá escrever. O nosso tempo a gente inventa, e você inventou que ele acabou.&lt;br /&gt;A você digo que vou. Aos outros digo que estou voltando. E não estou voltando por que a reforma acabou, ou por que a viagem terminou, ou por que me quiseram de volta. Estou voltando por que levei um pontapé na bunda e fiquei assim, na contramão do amor.&lt;br /&gt;Podem ser palavras apenas. Pode ser que você nem leia isso, e que se ler, pode achar que é mais um de meus descontroles. Pode ser que isso te faça chorar. Pode ser que te faça ter a certeza de que sua decisão foi a correta.&lt;br /&gt;Se a vida fosse fácil como empinar uma pipa no céu eu juro que a dor não seria tão viva e real como está sendo. Recolher umas dúzias de roupas, coisas minhas espalhadas pelos cantos, reunidas como se fosse possível me recolher e rejuntar meus pedacinhos. Porém não é tão fácil assim. Nem rir, nem fingir, nem brincar de contar estrelas. Nem cometer falsas loucuras querendo chamar a atenção.&lt;br /&gt;Eu tô voltando. Sem grandes histórias, sem ressentimentos, apenas um punhado de lembranças boas, mas que de tão boas vão ficar guardadas longe do meu olhar e do meu coração.&lt;br /&gt;E por falar em coração, esse se bate, bate descompassado. Bate sem saber onde tudo isso vai dar. Bate com medo de mim, já que não cuidei bem dele.&lt;br /&gt;Na hora de partir lamentarei bem mais que essa hora. E se derramarei lágrimas, saiba que elas me inundarão por dentro.&lt;br /&gt;Um último conselho, sempre ache que fez o certo, mesmo que tenha sido o errado.&lt;br /&gt;Viva bem. Viva uma vida boa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tô voltando. Tem um mundo me esperando, e espero que de braços abertos. Não vai ser fácil, mas já tenho o Horacio. Bom começo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115349597352457855?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115349597352457855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115349597352457855&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115349597352457855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115349597352457855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/cartas-de-amor-ii-dos-dias-em-que-tive.html' title='Cartas de amor II - Dos dias em que tive alguém para amar'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115339973128514954</id><published>2006-07-20T09:47:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:36:18.221-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Cartas de amor I - Dos dias em que tive alguém para amar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ô ouvindo a trilha de “As Horas”. Vou começar a escrever o primeiro capítulo da minha minissérie. É o último exercício antes da decisão que pode mudar um “pouquinho” a minha vida. Junto, eu tenho que entregar uma redação que fale sobre mim. Algo estranho. Estou tão acostumado a escrever sobre os outros, para os outros e hoje vou ter que escrever sobre mim.&lt;br /&gt;Eu sempre me vejo refletido nos outros. E de umas semanas pra cá, eu tenho me visto em você. Na verdade, tenho me visto com você. Tenho imaginado uma porção de coisas que sei que não deveriam ser imaginadas. Não tenho muito controle sobre as minhas vontades, sobre os meus sonhos e sobre o meu desejo de lutar, como você disse, pelas coisas que quero.&lt;br /&gt;Tenho um olhar muito simples para as coisas. E temo, com isso, simplificar o mundo. Digo e fico repetindo que te adoro porque é o que sinto. O medo que mora dentro de mim é, de tanto falar, que essa frase perca o sentido quando ouvida por você. Assim como tenho medo de que meus e-mails se transformem numa mesmice chata. Que percam o brilho. Que percam o tom que sempre quero dar a eles.&lt;br /&gt;E fico assim me dividindo entre um Cláudio que quer ligar e outro que acha que não deve ligar. Entre um Cláudio que acha que deve mandar e-mails e outro que acha que deve parar com isso. Um Cláudio que quer chamá-lo pra andar no Ibirapuera e outro que acha que é melhor ficar na sua.&lt;br /&gt;O primeiro Cláudio sempre prevalece. O Cláudio que age com o coração sempre vence. Tudo o que conquistei sejam amigos, trabalhos, momentos, foi sempre sendo o primeiro Cláudio. Não consigo imaginar decisões que não sejam tomadas por ele. Mesmo assim o segundo Cláudio, teimoso e altamente racional, por vezes consegue impor as suas razões e a maneira calculada e chata de encarar a vida.&lt;br /&gt;Eu sei tudo o que está acontecendo. Ter a consciência do que se passa no nosso coração e no de quem se gosta é um misto de dor e felicidade. Você me perguntou se sou feliz, sim, eu sou feliz. Estou com você, haveria motivos pra dizer que estou infeliz? Eu sonhei várias vezes com você quando eu acreditava que nem me notava. Eu imaginei, me coloquei pertinho de você, inventei situações, flertei com uma pessoa que me desconhecia. E hoje, bem, hoje eu durmo na sua cama, te faço carinhos, ouço que você está bem e que também não está bem as vezes.&lt;br /&gt;Leio seus textos, ouço suas histórias, fico babando quando você me fala das trilhas sonoras, dos filmes que pateticamente não assisti. Fico feliz quando o vejo feliz com a máquina fotográfica. Me confundo no seu silêncio. Me perco no seu abraço. E assim, de pouco e de muito, eu vou vivendo. Lutando pra ficar com você.&lt;br /&gt;Tem momentos em que tudo me diz que ficaremos juntos. Em outros, tudo me diz que não viveremos as coisas que imagino. E quando penso isso, bate um vazio, uma saudade antecipada de tudo aquilo que não viverei ao seu lado. Mas eu me apaixonei. E agora, há poucas chances de volta.&lt;br /&gt;Isso não quer dizer que você não pode chegar pra mim e dizer: “Cláudio... eu vou comprar cigarros” (hehehehe). Só tome cuidado. É um sentimento muito bom que tenho por você. A gente está tão acostumado a esperar que as pessoas nos façam mal, nos falem coisas desagradáveis, e eu não sou nenhum santo, sei que já fiz pessoas sofrerem, mas no seu caso não. Tudo o que mais quero é te ver bem e feliz, comigo ou “sem migo”, hehehehe, mas eu quero ver você feliz.&lt;br /&gt;Eu não sou mais especial do que qualquer outra pessoa que você possa conhecer. Não sou diferente, não sou melhor. Sou o Cláudio e isso já é um bom começo. Você me faz melhor. Você me faz sentir especial e diferente. E se um dia isso acabar, eu vou ter você sempre aqui, no lugar que sempre reservei, desde aquele dia na cozinha, pra você.&lt;br /&gt;Como eu sempre digo, eu estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clau...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115339973128514954?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115339973128514954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115339973128514954&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115339973128514954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115339973128514954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/cartas-de-amor-i-dos-dias-em-que-tive.html' title='Cartas de amor I - Dos dias em que tive alguém para amar'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115328401133110421</id><published>2006-07-19T01:39:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:38:09.108-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>O texto vermelho ou quando eu preciso dizer que me amo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;prendi a amar ainda muito cedo. Não venha me dizer que é assim com todo mundo. Sei das coisas, sei das coisas de amor. Sei dos caminhos loucos que o amor nos leva. Das voltas todas que se dá por ele, com ele, sem ele, pra ele. Amor e somente amor eterno em todas as condições.&lt;br /&gt;Me busquei longe demais, me perdi e me encontrei. Voltei como os bons soldados que retornam de suas batalhas e mesmo que eu não seja o herói de ninguém, posso dizer que sou o meu herói. Herói é quem nos salva, nos liberta e inspira. E se trouxe vida nova ao meu peito, devo ser o herói de mim.&lt;br /&gt;Não quero medalhas, bustos e nem ruas com meu nome. Não quero casa, carro importado ou aposentadoria gorda. Não quero fúteis prazeres, charutos, cheque em branco ou viagens memoráveis. Não preciso de dinheiro, de ternos bem alinhados, relógios caros ou privilégios.&lt;br /&gt;Igualmente recuso a dó, a piedade, a solidariedade barata e o assistencialismo patético. Recuso os amigos falsos, as lágrimas pedantes, as desculpas inventadas e o perdão fingido. Recuso o interesse cruel por minha dor. Recuso o olhar curioso, o toque receoso, o excesso de zelo, o papo contido a distancia calculada.&lt;br /&gt;Sou o meu herói. Dono de meu tempo e de meus dias. Filho de um padeiro que sonhava em ser palhaço e de uma dona de casa que faz de tudo um pouco e muito bem. Sou abençoado pelos casais de namorados, pelos amores todos, pelos velhinhos doces da minha infância, pela tia boa, pelo olhar calmo.&lt;br /&gt;Quando eu disse que retornaria eu não estava inventando histórias pra preencher o nosso álbum de lembranças amarelas. Eu disse que voltaria pra estar aqui, sorrindo pra você e gritando a minha felicidade mesmo que as portas tenham se fechado. Não importa. Conviver com a dor é a ordem do dia, coisa que se acostuma, que se pode conviver. Assim como o medo, as perdas, os temores. Palavras ruins, pesadas e ainda assim encaradas sempre de forma leve e bem humorada.&lt;br /&gt;A vida inverteu e quando eu me encontrei estava assim, sorrindo com os cotovelos ralados de tanto me procurar rastejando pelo chão que um dia pisou. E se não tem culpa, tão pouco eu a tenho. A culpa não existe desse lado de cá. Aqui há o conformismo dos heróis e o desespero dos que não aceitam as suas batalhas. Nem todo herói sabe que é herói. E seus dias vão ficando curtos como aquele dedinho engraçado que me apontava quando queria paz.&lt;br /&gt;E hoje a paz que dividimos, na loucura que vivo, na solidão que me persegue em dias inertes, é a conquista de algo que sempre sonhei em dias ruins. Há muito de todos nós nessa dor. Há um descaso de mim por mim, mas há esse amor que conheci ainda minúsculo que me levou desesperadamente a me lançar em seios estranhos e arrancar deles a redenção e a dor.&lt;br /&gt;Não posso voltar, a batalha naqueles campos não me pertencem mais. E se não mereço o céu e os brigadeiros, outras batalhas nobres sei que devo enfrentar. Hoje te esperar já não é mais opção. Não é conformismo furado que se compra em hipermercado, é espera de pessoas boas que devem ser pacientemente aguardadas. Então é assim que fico, sentado feliz num banco qualquer de uma estação qualquer te esperando. Hoje&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2109/2505/1600/1077.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2109/2505/200/1077.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; é isso. Um sorriso verdadeiro e um momento que não termina.&lt;br /&gt;E a foto do meu herói maior, estampada sem a vergonha que ele tanto gritou é um apelo de como somos cretinos e de como são cretinos com nossos heróis. Como partidos ridículos estão sempre em xeque, nos ferindo e nos estampando em capas de papel sujo. Tem gente que vive do sofrimento alheio, enche a pança dos olhos e chora pela dor “daquele”. Amar demais dá nisso. Vira adoração de circo, coisa exótica, lenda pra contar em noites onde não tiver assunto. É a dor alheia, ainda que seja revista velha. A vida muda, os preços aumentam, a corrupção insiste, os dentes continuam cariados e o homem, pobre homem, é o mesmo imbecil de sempre. Então acho que isso, expor a dor pulsante, assumir quem se é, no exemplo do meu poeta que se foi. A gente nasce amando e esquece de amar pela vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Uns nunca esquecem. Meu herói morreu amando. Vou amar também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115328401133110421?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115328401133110421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115328401133110421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115328401133110421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115328401133110421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/o-texto-vermelho-ou-quando-eu-preciso.html' title='O texto vermelho ou quando eu preciso dizer que me amo.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115290599159782304</id><published>2006-07-14T16:38:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:37:29.403-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>A fé e a abroba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ortei cortando abroba” – disse lamentando o curativo. A frase foi mágica, tamanha ingenuidade. E não pelo erro de pronuncia ou pouca criatividade na construção, mas pela sinceridade. Poderia ter inventado histórias para o seu curativo e provocar em mim piedade e empatia. Mas não, foi sincera. E não se importou, e não se envergonhou de falar “abroba”.&lt;br /&gt;Pediu ainda que lesse os seus exames e fiz pacientemente o que tempos atrás acreditaria ser um absurdo. Aliás, mudei muito. E hoje, ainda impaciente, sei compreender ou pelo menos aceitar as pessoas e suas diferenças.&lt;br /&gt;Desde as mais simples até as mais complexas. Até porque tenho convivido absurdamente com pessoas complexas. Complexas demais. Chegam a ser chatas e pedantes tamanha é a complexidade com que encaram o mundo. São sempre as que se acham as espertas, e saem radicalizando as calçadas e oprimindo os felizes.&lt;br /&gt;Sempre maltratei a fé. Uma pessoa com fé não passava de uma pobre alma que tinha que acreditar em algo que não pode ver e não pode tocar como muleta. E sempre me achei mais preparado para viver do que elas. Jamais dividiria com elas a ignorância de tal crença.&lt;br /&gt;Mas hoje, porque duvidar da fé das pessoas? Eu acredito que um dia vou conhecer alguém que goste de mim como sou e que vou retribuir tal pessoa com o mesmo sentimento, isso não é fé? Acredito mas não tenho a certeza desse querer e isso é fé. Não gostaria que alguém tentasse me provar que vou passar a vida sem ninguém, que acreditar nisso é perda total do meu tempo.&lt;br /&gt;Portanto, cada um com a sua fé seja ela qual for. O espírito contestador que dominou a minha adolescência e boa parte da minha vida nos últimos anos, está delicadamente me deixando. Isso não quer dizer que estou apenas aceitando o mundo como ele é, tornando um alienado despreocupado com as coisas preocupantes. Acho que estou longe de me tornar um “acomodador” de vidas. Estou apenas tentando me conhecer melhor e permitir que as pessoas se conheçam melhor por elas mesmas.Então viva a doce mulher e sua “abroba”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115290599159782304?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115290599159782304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115290599159782304&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115290599159782304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115290599159782304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/f-e-abroba.html' title='A fé e a abroba'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115275429917587073</id><published>2006-07-12T22:25:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:39:04.825-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Uma picada de felicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uando girei a garrafa da verdade na sala de velhos móveis, de plantas de metrópoles espalhadas pelas paredes como se seus moradores observassem os rumos daqueles dizeres duros e necessários, eu pude em fim suspirar e sorrir pro meu anjo no alivio permitido na tarde tão sonhada.&lt;br /&gt;Na fração de segundo após o giro, naquele lento voltar ao passado e ver a vida como um flash de cores e cenas expostas sobre cenas e outras cenas inacabadas, me percebi como barquinho que ora vai e outra também. Não me importei com mais nada, era só girar e girar com aquela garrafa, esperar e agarrar forte. E como barquinho, em sua irregular forma, irregular rota, navegando por ondas tortas e bravios oceanos, não baixaria a ancora na gota que grita seus últimos instantes no fundo da garrafa. Era apenas girar, girar, e girar, girar girando e sorrir.&lt;br /&gt;Em fim, respondida as perguntas que fizeram. Dói mais pra picar do que pra arrancar. Não rasguei papel em mínimos picotes, não dessa vez. Passou correndo e só pude acenar como adeus sabendo que esses dias não mais voltariam. A fúria acomodou-se tranqüila, bem quieta e comportada debaixo da cama. Melhor assim, pelo menos até que a chuva molhe novamente os sapatos vermelhos. Há reencontros pois então, e assim, como não sorrir? Canto “Crazy” bem alto, fetiche louco que se mistura nos meus contornos. É assim, coisa doida, sem nexo, sem sexo, no marasmo da onda que vai e que vem. É sol, é lua, é porto esperando, se escondendo de mim por ser bom demais para me receber nessa hora.&lt;br /&gt;Deixa de lado que quero comemorar. As garrafas da verdade giraram como hélices frenéticas levantando vento e poeira não varrida pelas mesmas velhas vassouras de sempre. A claridade não perturba, vai me convencendo, me ganhando, me tendo de novo no meio de suas coxas macias e suadas. Escorrego pro lado de lá e já posso dormir mais tranqüilo. Tão perto e próximo ao principio abismo. Só vou voltar pra matar a saudade, pra lembrar como era bom. Me puxa pra dentro, bem devagarzinho, sem choros e esperneio. Fico de conchinha, cochilando bem mansinho com todos os diminutivos bonitinhos que juntei pela vida.&lt;br /&gt;Me chame pelo apelido, me chame de vagabundo e atenderei com o mesmo sorriso. As garrafas giraram e a verdade é limpa como as nossas caras. Então sorria e comemore os felizes dias de nossas futuras risadas. Compre a passagem, amanheça o dia, não esqueça o transado óculos e suba a bordo de viagens inesquecíveis de dias sem fim.&lt;br /&gt;Se já parti, se já me lancei, se fiz tudo por amor, bem brega como me permito agora, então não voltarei. Posso no máximo olhar para trás, sorrir tímido e acenar adeus. Ora vai, outra também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115275429917587073?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115275429917587073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115275429917587073&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115275429917587073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115275429917587073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/uma-picada-de-felicidade.html' title='Uma picada de felicidade'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115257605448769180</id><published>2006-07-10T21:00:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:39:44.561-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>O dia que pediram que aguardasse mais um dia ou a falta que faz um antivírus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;s meus heróis também morreram de overdose e eu também sempre precisei de um pouco de atenção. A vida é engraçada assim, nossos heróis morrem em tempos onde não sabíamos de todo o seu heroísmo e hoje me pego chorando por heróis que partiram antes mesmo que me desse conta de que precisaria um dia de heróis para continuar.&lt;br /&gt;Nesse loucura toda, nessa fúria que me toma ainda que de forma sutil, eu não sei mais o que pensar, o que dizer, o que fazer e o sentir vai ficando assim, meio plástico, embalado em aconchegantes plásticos bolha. A folhinha vai passando, os dias vão caindo e a espera de novas boas noticias continua.&lt;br /&gt;Eu tenho o direito de ter o meu dia de fúria e mandar a serenidade para o espaço. Se o momento de paz que tenho vivido nesse último mês é sincero, então a minha fúria e ódio também são. Mandar tudo pra puta que o pariu, desse jeito, mandar tomar no cu e o “iscambal”. Cadê a poesia? Socada numa bunda qualquer que senta apoiando os risos falsos, as felicidades amarelas, coisas limitadas e tristes vidas longas mal vividas.&lt;br /&gt;Enfio o dedo na cara sim, faço deboche, sou mimado e quero confete. Quer mais? Sinto inveja, sinto dor, me reviro pelo avesso pra aparecer bem, ou melhor do que estou, pra fazer com que os que gostam de mim se sintam bem e tranqüilos. Mando à merda mesmo, já que vivo desculpando, já que vivo aceitando que as coisas podem ser melhor, porque não posso cometer erros também? Por que não posso palavriar e escrever palavras não tão belas como girassol, borboletas azuis ou pôr do sol?&lt;br /&gt;Eu não me entendo as vezes e em outras até demais. Não sei compreender as coisas. Não sei se estou me afastando dos meus amigos ou eles de mim. Não entendo essa vontade de ficar socado dentro de casa, no olhar atendo dos meus heróis que não morrem nunca se também mora em mim esse desejo de um anjo chegar em casa e me tirar desse marasmo. Carência? Ache o que quiser, anota ai: além de tudo CARENTE! Sou mesmo. Gosto das pessoas na minha volta, gosto das pessoas gostando de mim assim como gosto de gostar das pessoas e de girar em torno delas como um satélite feliz. Não há problema algum em “confeitiar” quem gosto. Os que não gosto ou gosto pouco, fodam-se!&lt;br /&gt;É um conflito diário e isso que estou fazendo agora está mais com cara de faxina do que sentimento sentido. Mas ainda que retardado eu quero entender porque tem que ser assim. Eu não estou bem e as únicas pessoas que percebem isso são meu anjo-mãe e meu fofo-pai. Não preciso dizer nada, absolutamente nada. Eles sabem. Eles me amam. E o que mais me dói é que percorri o mundo, e ainda insisto em o percorrer, atrás de amigos sinceros que possam fazer por mim sem que eu peça sendo que os que preciso de verdade estão lá na sala assistindo novela e brigando pela falta de dinheiro. E pode ser careta, então anota também pra não esquecer: CARETA! É isso mesmo, não há amigos como nossos pais. Não é uma verdade matemática e por isso lamento pelos que não podem fazer tal constatação. A esses, lança-se a sorte de nesse mar de futilidades, de coisas passageiras, encontrar pessoas que realmente os amem, os aceitem, os precisem, sejam precisados e chamados de amigos. Eu tenho o meu pai e a minha mãe, de quebra mais dois daschunds lindos, queridos, que me mimam e me adoram sem que eu precise dar um telefonema, deixar um recado na caixa postal ou fazer convites. Eles me amam.&lt;br /&gt;Isso não é recado, nem indireta. Então relaxe se acredita que isso é pra você. Seja lá quem for, és pretensioso demais. Estou escrevendo essas palavras exacerbadamente sinceras pra mim mesmo, sem direito a réplica. Então não esquenta a “piriquita” e continua lendo sem medo. Já sofri muito por outras pessoas e agora estou sofrendo por mim.&lt;br /&gt;É, estou sofrendo. Não sei o que significa isso no dicionário, mas eu sei que sofrer é sentir falta, é ter medo, é viver com a dor física e a dor do que não se pode tocar. Minha mãe ensinou que é feio assumir coisas assim, há coisas que devemos manter em segredo, agüentar firme e sorrir pra sair bem na foto. Mas não tenho nada mais a esconder. Só assim saberei quem é meu amigo, quem me ama, quem me quer. Seleção Natural. Gosto disso. Apesar de seleção soar burguês, e pela vida que vivo eu devo ser um pouco burguês, vou selecionar meus amigos como verduras. Só as “fresquinhas” vão pra casa. Fora os podres e os estragados! Chega! Bando de gente inútil que não acrescenta nada nem a si mesmo. E ainda tenho que conviver com a piedade, porque é o que fazem, lêem um troço desse que estou escrevendo e ainda sentem dó de mim. Se for meu amigo me liga e não diz nada, ou melhor diz o seguinte: “Vai tomar no cu! E se arruma que a gente vai no cinema!”. Ótimo! Mas se vier perguntar como estou me sentindo pode ser, dependendo da pessoa, já que algumas possuem crédito inestimável comigo, pode sair com uma resposta que não gostaria de dar.&lt;br /&gt;Se tenho que conviver com os meus medos que é morrer, sentir dor e ficar sozinho, então vou selecionar mesmo, o que de pior poderia me acontecer? Sei que poderia ser pior, tenho total consciência disso, mas o que já está acontecendo, nessa espera de palavras, de gestos, de exames que nunca ficam prontos no dia exato e pedem que o paciente aguarde paciente mais uns dias pois o seu exame, por inúmeros motivos que não podemos dizer, terá de ser reavaliado e só assim poderemos confirmar a péssima noticia. É isso! Simples assim como dizem os vazios. Então quando alguém mandar você esperar por um exame importante que vai dizer quanto tempo mais você terá pra escrever, pra curtir seus pais, seus cachorros, fazer amor com o namoradinho engomadinho e comer aquela gostosa do trabalho, quanto tempo terá pra não se cansar de cinema, pra dizer adeus e pra perguntar “qual o seu nome?”. Quando te pedirem isso então você manda tomar no cu, ir à merda, pra puta que o pariu, assim como faço, de forma educada, não direcionada, sem dedo na cara. Diga pra você, grite dentro de você e com certeza sentirá bem melhor.&lt;br /&gt;Sempre soube que havia limites para as pessoas e que algumas insistem em ultrapassá-lo. Ai são chamados de malucos, marginais, escoria, chatos, amargos, delinqüentes. Se for me enquadrar, me enquadra como maluco, gosto de alimentar essa hipótese. E se já não há mais nada a esconder é porque passei dos limites da dada normalidade. Eu assumi tantas coisas na minha vida, defeitos, realidades, fatalidades então pra que esconder mais? Não ser desagradável? Pode ser, mas sinto muito se a necessidade de ser sincero é maior e mais forte que ser agradável. O agradável é chato, fraco, limitado, tem o sorriso feio, o cabelo feio e o olhar vazio. O agradável é um falso, porque no mundo em que a gente vive é impossível ser agradável, só pensa em si pois não quer ouvir do outro quem é. E não há melhor maneira de fazer isso do que se viciando em política da boa vizinhança.&lt;br /&gt;Não vou esculhambar mais ninguém. Mesmo quando me pedirem de joelhos: “me esculhambe bonitinho, please”. Não! Chega chegando, meto o pé na tua porta e te mando pra longe de mim. Vou colecionar a opinião que tenho de você, e de você, de você e daquele e vou guardar tudo pra mim. Se vê maldade no que falo, isso não sou e não assumo: MALDOSO, então não sabe ouvir e o que eu vier a dizer vai ser pura palavra furada como remédio de farinha. Placebo total!&lt;br /&gt;Mas a mim, alguns selecionados, bem selecionados, poderão esculhambar. Adoro! Sou um sádico por palavras sinceras, doloridas e que machucam. Nada vai me machucar mais do que essas siglas todas que estou tendo que conviver. Então eu posso jogar uma pedra no meio da noite na tua janela, mandar você descer e chutar bastante a minha bunda. E chutando pra dizer que estou no caminho errado, que a coisa tá preta e que tenho que tomar decência. Apesar da arrogância toda que demonstro nesse texto em forma de monstro eu sei quando estou errado e isso acontece muitas vezes. Eu sou isso. As vezes eu também sou isso.&lt;br /&gt;Faz dois meses. Dias inesquecíveis e lentos. Um dia lá em cima e o outro na angustia da espera. Não é tão fácil como o meu sorriso pode demonstrar. Se gostas mesmo de mim, leia e atente. Não faltarei em dias difíceis, se for um selecionado. E se ainda não consegui dizer é porque tá engasgado no fígado. Na dor do dia-a-dia, no fim, no escuro e nas durezas todas. Não sou melhor e nem pior, por isso meu exagero com as palavras, eu sou mesmo exagerado. Há tempos são os homens que adoecem. E eu não sou mais uma criança. Não sou um herói. Sou apenas um homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115257605448769180?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115257605448769180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115257605448769180&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115257605448769180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115257605448769180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/o-dia-que-pediram-que-aguardasse-mais.html' title='O dia que pediram que aguardasse mais um dia ou a falta que faz um antivírus'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115227879759794963</id><published>2006-07-07T10:25:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:40:27.296-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>A primeira cena</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;cordou com uma idéia. Não era bem uma idéia, era mais uma cena, triste cena com o personagem que ronda seus sonhos. Repetia a cena dentro de si, como se algo que apertasse, com a frenética busca pela continuidade do que havia inventado sem muita consciência. Terminava no corredor do hospital, a personagem triste amparada por dois amigos. E sem uma seqüência, volta para a lenta abertura do envelope, a revelação e o corredor com os dois amigos.&lt;br /&gt;Isso o angustiou pela manhã, pela tarde e entrou na noite. Tirando-lhe o sono, a paciência da espera pela solução da cena seguinte. Tentou inventar, mas com genial impulso inconsciente havia inventado a primeira, acreditou que da mesma forma deduziria as seguintes.&lt;br /&gt;Acordou ao segundo dia com a mesma cena. A mesma personagem triste, o mesmo envelope, a revelação e os amigos no frio corredor do hospital. Nada mais que isso, sem detalhes, sem sentido. A angustia aumentou. Já era coisa do além, simbologia de sonhos, não se bastaria a um simples roteiro que certamente ele esqueceria em uma gaveta qualquer. Era um desafio, descobrir as próximas cenas.&lt;br /&gt;E acordou por dias, meses e anos com a mesma cena. Até que esqueceu e a cena se perdeu nos primeiros minutos de uma manhã qualquer. Quando se perde a cena, perde-se a história toda. Quando se perde a bela cena que nos envolve, que nos instiga, que nos ameaça, se esquece o futuro e os caminhos que nos levam até lá.&lt;br /&gt;Até que um dia ele abriu um envelope, tomou-se pela revelação e teve ao lado poucos amigos. Presságio? Apenas o inicio das cenas seguintes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115227879759794963?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115227879759794963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115227879759794963&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115227879759794963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115227879759794963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/primeira-cena.html' title='A primeira cena'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115223008281308140</id><published>2006-07-06T20:53:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:41:10.341-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Longe do muro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando pulei o muro, na esperança de não muito longe, sentir mãos amigas me buscarem, eu arrisquei algo muito valioso para mim. Quando pulei o muro dos meus sonhos imaginei que logo estaria de volta e que tudo seria como antes. Como o novo que surgiu e que ressurgiu em mim forças devastadas nos tempos daqueles fins. Mas quando pulei eu realmente pulei os muros, e ninguém me buscará. E para lá, tão pouco penso em retornar.Não condenarei suas palavras vividas. Acredite nos que te cercam quando é dia e quando é noite. Anjos me visitavam nas noites de febres inundadas e eles sempre estavam certos, então penso que não há do que se envergonhar. Nossos mundos são apenas muito diferentes, quase opostos. E esse atrito polido desgasta pouco a pouco cada um de nós. Não mais escreverei para ti as cartas que nunca enviei. Não mais direi dos pensamentos que me correm e que as vezes corroem. Já não é tão importante para mim. Vou recolher as armas e também os brinquedos, não sei mostrar apenas um. Não sei conviver com a dor de esconder e de ficar mostrando apenas o belo. Não mostrarei nada. Uma criatura meio apática, neutra, algo sem graça posso me tornar. Ainda assim, serei aquele anjo caído dos mágicos dias que corria como criança reencontrada nos muros únicos de nossas vitórias. Não mais julgarei, não opinarei, não acreditarei em vossas palavras e assim peço que não me envolva, não diga o que não quero ouvir e nem o que desejo ouvir. Qualquer palavra será desperdiçada, pois não o ouço de onde estou. Eu quero viver com você com o que temos hoje. Não mais quero aqueles dias, não quero aquela troca. Hoje compreendo que errei quando fui demasiadamente apaixonado por tudo o que construímos. E se hoje é um tanto destruído, ou mudado, não quero reconstruir. Posso viver nas cinzas e cacos do que sobrou. Ainda vejo muitas coisas belas que fizemos e nelas vou sorrir e dizer que sou feliz. Já que distribuí minhas desculpas, eis que não mais irei escrever essas palavras. Nada mais será endereçado para o seu muro. Não há mais o que temer. Escreva lindas palavras. Já não há sentimentos para poder recriminá-lo e assim, nem para amá-lo. Mas seremos felizes como nos permitimos. Noite qualquer eu corro nos muros que construiu com seus sonhos e teremos longas conversas sobre o nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115223008281308140?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115223008281308140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115223008281308140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115223008281308140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115223008281308140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/longe-do-muro.html' title='Longe do muro'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115205458568528088</id><published>2006-07-04T20:08:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:41:49.416-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Pela libertação dos peixinhos dourados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uero alguém que me ajude a libertar todos os peixinhos dourados. Seremos o terror de garotinhas mimadas que por falta de amigos cria peixinhos dourados. E estou pouco me importando, caso isso vire campanha nacional, que todos os donos dessas lojas que vendem peixes me processem. Incriminei os despertadores e nada de mal me aconteceu.&lt;br /&gt;Eu quero alguém que vire o dia comigo em conversas doidas e sem fim. Que fale pelos cotovelos e que me ouça da mesma forma. Alguém com opinião própria, jeito único de falar, arrogância comedida e que não limita a expressão pela fala errada, quase quebrada ou pelo vocabulário apertado.&lt;br /&gt;Eu poderia fazer coisas mágicas e terríveis com alguém do meu lado. Posso insistir que o homem não foi na Lua, ver todo mundo irritado e me achando um boboca, não importa, comam torta. Não tenho problema com a língua solta, abra a boca e fale tudo, seja apenas sincero. Eu seria mais alegre e todo dia seria eu, até mesmo em difíceis entrevistas. Seria eu até quando pedem que não sejamos nós. Já que sou teimoso e que isso não vai mudar e que se mudar ainda serei teimoso a outros olhos, então vou teimar. Sorrir quando dizeres não e dizer não quando sorrires pra mim. Mentira. Vou acabar dizendo sim. Eu sou um teimoso coração mole.&lt;br /&gt;E nesses dias “feliz”, o alguém será uma razão a mais. É, porque já tenho várias razões pra me matar naquela água toda. Tenho todos os motivos do mundo pra me sentir assim, um bobo. Não é correto na maioria das vezes, mas devo ser ainda mais sincero. Vou insistir nisso até o fim. Hei de ganhar o terceiro lugar pelo menos. Bronze já tá valendo.&lt;br /&gt;Hoje é mais fácil aceitar. Bota uma música meio triste meio alegre qualquer, imagina a cena do adeus, bem clichê só pra pisar na jaca de vez e pronto! Está aceita a perda. Assim ganho e vivo mais um dia. E abro espaço, limpo armários em meio peito para os novos que vão chegar. Alguém?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115205458568528088?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115205458568528088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115205458568528088&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115205458568528088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115205458568528088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/pela-libertao-dos-peixinhos-dourados.html' title='Pela libertação dos peixinhos dourados'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115188013099113652</id><published>2006-07-02T19:37:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:43:21.348-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Me and You and Everyone We Know</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2109/2505/1600/me_and_you_poster_02.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2109/2505/320/me_and_you_poster_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;nventando e desinventando. Essa coisa de viver um dia após o outro é realmente coisa bem divertida. Antes escrevia com certa antecedência exagerada as cenas que são melhores de serem vividas na surpresa que elas nos guardam. Planejar demais, demasiadamente o passo seguinte pode se tornar uma tarefa chata, penosa e pouco eficiente. A graça de acordar com remela nos olhos e bafo de urubu é essa coisa estranha de ser surpreendido. De se surpreender com pequenos detalhes, frases picotadas, contatos inusitados e outras delicadezas.&lt;br /&gt;Me dedico a isso. Gosto de coisas consertáveis. Mas nem tudo pode ser consertado. Vamos então remendando essa parte naquela outra de lá e está tudo certo. Se descolar, cola de novo e volta a colar se insistir em desprender. Não combina mais comigo não aceitar. Então agora sou a revolta avessa. Sem conformismos, frases compradas ou picuinhas baratas. Aceita e pronto. Não me preocupo o que vão pensar, o que dirão e se seria ainda mais maldito. Foge pra longe esses medos tolos todos. E ainda que me venha com desculpas tardias, irei aceitá-las, está aqui a força cósmica da compreensão. É careta assim mesmo. Sem fundo religioso, essa fantasia ainda não combina com o meu sorriso. Esqueça os detalhes e esquecerei de consertar o que não se conserta. Ontem eu pude ser ainda mais feliz. Ele sorriu e entendeu dos pequenos detalhes. É mais que uma companhia agradável. É um desejo bem desejado. Olhar sincero e coração aberto. Gosto dele por isso. É daqueles poucos, raros que abrem o coração sem medo de futuras invasões. Não fica pingando, inventando, dilacerando o mais belo que temos que são os momentos únicos que passamos com pessoas que nos fazem bem.&lt;br /&gt;Luas atrás seria demais pensar tudo isso. As impressões deixam de ser impressões e passam a ser coisa real. Número pra ligar, cartas pra trocar, estimulo pra escrever. Quantos irão me ler? Eu sei que estão ai, agora sei de vocês. É tempo de fazer amigos, então me façam de amigo e irei retribuir com palavrinhas verdadeiras. E ele compartilhou comigo a emoção de chorar com o peixinho dourado no capô do carro, na inocência das pessoas pequeninas que nos emociona por nos lembrar quem deixamos de ser. Mas ele é como eu, e ele há de preservar essa parte que sonhamos um dia esconder. Ele há de ser um pouco criança e agir como tal. É melhor que seja assim.E tudo termina com a reunião de vampiros, anjos, abiscoitos e estranhos conhecidos. Um certo desconforto, mas ele estava ao meu lado. E depois de tantas teorias vomitadas, em minhas loucuras todas, e depois de falar da solidão e dessa coisa toda de estar só, ele sorriu e vi que não se pode estar sozinho ao seu lado. Eu, você e todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.meandyoumovie.com/"&gt;http://www.meandyoumovie.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115188013099113652?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115188013099113652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115188013099113652&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115188013099113652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115188013099113652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/me-and-you-and-everyone-we-know.html' title='Me and You and Everyone We Know'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115176041532706362</id><published>2006-07-01T10:25:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:44:00.664-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Infinitus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;s más noticias foram em fim despejadas nos passados amores. Difíceis palavras, estranho momento de revelar o que doces dias nos trouxeram. Um a um e eu vou ficando só. O isolamento moral, mais pessoal, particular, inquieta os meus dias e fazem das dúvidas as novas companheiras. As horas custam a passar, é tudo mais longo e demorado. Isso eu deveria comemorar. Tem sido assim, alongar o quanto se pode o que a nós é mais vital. Dia após dia emendando esperanças e crenças.&lt;br /&gt;E nessa mistura de sentimentos, nessa espera silenciosa, nesse aguardar o esquecimento e ver como tudo pode ser igual e melhor, vou mergulhando em cantos antes intocáveis. Vou ficando um desbravador de meu próprio desconhecido. Sentir, ainda que tarde, emoções escondidas e varridas pelas velhas vassouras aos lugares longínquos de mim. Prazeres novos, “caretíssimos” e ainda sim abusados e insanos. Em dias após dias é isso o que me custa, pensar besteiras e pensar no mais belo. Pensar em mil possibilidades e sonhar com aquele que me fará feliz. Os dias são assim, um após o outro, pensamentos distantes, olhares conformados, leituras sensíveis e esperas termináveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo pode virar piada. Pode ser história mal contada. Pode ser lembrança de amigos em feriados doentes. Pode ser puro esquecimento ou palavras multiplicadas em páginas e mais páginas. Pode ser tanto e pode ser nada. E se dizer que não espero mais estarei mentindo finalmente. Então espero mais desses dias, espero mais de mim, espero mais dos meus amigos. Espero o melhor de todos nós. Viciado ainda que em meus tidos chatos princípios. Ainda que perdendo batalhas e momentos. Ainda que tudo aparentemente ruim se pinte na tela colorida de nossas vidas, eu ainda irei esperar os capítulos felizes da bela história. Sem finais, sem créditos. Só infinitos amores e infinitos “querer bem”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115176041532706362?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115176041532706362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115176041532706362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115176041532706362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115176041532706362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/07/infinitus.html' title='Infinitus'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115159242215442135</id><published>2006-06-29T11:45:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:44:46.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Ao mais novo retalho de meus adoráveis retalhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;inha mãe tem mãos de fada. Meu pai mãos hábeis de mágico. Pra mim, a mão ficou assim, instrumento de trabalho. Mais útil que a língua, mais sensível que o olhar, mais rápida que o pensamento e mais pulsante e viva que o coração. Há exageros aqui, mas escrever é o meu sentido e o jeito estranho de me apresentar nesse mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me conhecerás mais através das palavras que rabisco do que nas frases que gaguejo. Saberás mais de mim nas tortas linhas, erros ortográficos que nos profundos silêncios ou intensos olhares. São nas palavras que me escondo. Portanto será nelas que me encontrarás. Letras em mim são mais que letras, são pedaços vivos entrelaçados nas entrelinhas dos meus dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe, de onde estou, aqui no marasmo-trabalho, posso ver uma árvore de folhas verdes escuras, outras verdes mais claras e outras em outros verdes tons. Todas tão miúdas, pequenas e bem delicadas. A luz do sol clareia um de seus lados e não contempla os outros. O vento então bate e as folhinhas tão diminutas dançam ora iluminadas ora escondidas. Fico aqui vendo esse balé verde e me perco em pensamentos diversos, procurando pelas respostas de toda uma vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como disse, há exageros. Sou assim, um exagero em duas pernas, poucos cabelos, sorriso largo e olhar curioso. Sou um pouco tudo e muito de nada. As vezes fica a impressão de que sou o oposto do que mostro, mas atente e me leia uma, duas ou até três vezes com mais calma. Inverto muito e isso confunde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa troca de sintonias com você é presente raro. Coisa mágica, sem definições. Situação sincera, calma, verdadeira e intensa. Você me lê e eu o leio. Sem maiores pretensões, grandes planos ou outras inquietações. Nesses dias, da mais pura sinceridade que poderia dedicar a alguém, abri a porta desse maluco e insano mundo que construo com meus doces retalhos, loucas histórias e muitas risadas. E assim sinto entrar em seu fascinante lugar e mergulhar em suas verdadeiras palavras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isso clareia o sorriso. Ascende a luz nos dias que estavam escuros. O recente mal deveria ter me condenado, mas na loucura toda dessa minha vida, essa coisa microalgumacoisa trouxe de volta ou trouxe de vez essa vontade de ser e de viver mais que nas palavras e nos desejos. E foi quando me levantei e por acaso você apareceu. Pode dar em tudo, pode dar em nada. Mas vejo a esperança nascendo numa nova e grande amizade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115159242215442135?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115159242215442135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115159242215442135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115159242215442135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115159242215442135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/ao-mais-novo-retalho-de-meus-adorveis.html' title='Ao mais novo retalho de meus adoráveis retalhos'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115153759204953131</id><published>2006-06-28T20:32:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:45:33.519-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Carta para além dos muros.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;lgo brilha lá na frente. Está longe. Não posso tê-lo. Não sei decifrá-lo. Algo me chama sem gritar. Me espera sem lamentar. Me busca sem tocar. Deixei os muros seguros pois meu coração diz que muros seguros não existem. Cada um constrói o seu. Só ou abraçados, cada um faz existir o seu muro. E os belos muros daquele sonho não são meus.&lt;br /&gt;Quando se busca a si mesmo de verdade é assim. Apelos bruscos, interrupções, coisas bonitas que se partem e que partem para algum lugar além dos muros. Buscar a si requer perdas, requer o sofrimento de conviver com perdas e de lembrar as perdas. Viver é perder, é ser, é inverter, morrer, saber e não saber. Viver é ter. É se lançar no mar desconhecido e fascinante de novos rumos, novas fantasias, novos dias de flores e luzes amarelas. Então, perder e ter estão assim, bem casados, juntos e “in-separados”. Eu já sabia disso na queda, nos dias escuros, nos corredores imundos. Cheiro azedo de solidão mastigada por estranhos prazeres. Uma busca frenética pelo olhar doce a me olhar por todos os dias rosas e azuis e verdes. E fui me perdendo e me condenando a uma prisão que hoje me liberta e me faz ver além dos muros seguros de nossos sonhos. Vivo liberto de mim mesmo. Voando por jardins repletos de borboletas azuis que sorriem sem medo, sem freios. São dias de ricas imagens, coisas doidas que se desfazem em desejos de dias melhores. São vidas em ciclos, são pitadas de felicidades, palavras sem medidas, instantes de alegrias, calma bem vivida.O mal me traz o bem. Traz de volta quando me perdi em mim mesmo. Essa mania estranha de desembrulhar, fazer diferente pra teimar, assustar com tamanha beleza. Vou me encontrando, pulando muros, esquecendo um pouco, lembrando um dia. Vou em busca de mim, desse algo que brilha além dos muros. Sou eu. Apenas eu. Esperando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115153759204953131?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115153759204953131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115153759204953131&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115153759204953131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115153759204953131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/carta-para-alm-dos-muros.html' title='Carta para além dos muros.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115141920057140607</id><published>2006-06-27T11:38:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:46:10.203-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>O fim não é fim... mas o começo é começo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;onho pra não fugir em noites que vem e vão. A hora é essa. Não quero me apegar tanto nas bobagens mas não quero viver de chatices. Basta mudar a direção dos refletores e voltarei a sorrir. As coisas mudam e eu tentei.&lt;br /&gt;Vou caminhar nas flores. Estou indo pra longe. Indo na busca de novos olhares. Novos acasos do acaso. Ainda posso acreditar. Imaginei histórias ao seu lado e agora me convenço que elas são apenas histórias. Algo mudou e eu não quero mais. Vou partir, vou subir as escadas daquele salão alegre. Novas cenas e personagens. Meio confuso, meio incerto, mas sei as minhas razões. Não creio mais nas suas palavras e ainda assim, moras dentro de mim.Hoje vai ser um dia bom. Tem suspiros novos nos meus dias. Virão outras madrugadas mágicas, sessões incríveis de cinema, cumplicidade e afinidade confiadas novamente. Não descarto, apenas vivo o que me faz bem. Ao lado dos que me fazem feliz. Então creio que os dias serão melhores. Mas vou sentir saudades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115141920057140607?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115141920057140607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115141920057140607&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115141920057140607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115141920057140607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/o-fim-no-fim-mas-o-comeo-comeo.html' title='O fim não é fim... mas o começo é começo.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115083234614756342</id><published>2006-06-20T16:36:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:46:46.867-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Amigos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ndar de cima, última sala à direita. Ótima festa. Recepção calorosa de amigos verdadeiros. Olhares atentos. Certo reconhecimento no ar. Vinte e cinco anos passados e tudo ali, parado e estático-alegre na sutil sala São Paulo. Recomeço feliz ao lado dos retalhos tão importantes em momentos como esse e em todos os outros momentos não tão importantes.&lt;br /&gt;Reunião de amores. Sorrisos limpos e abraços sinceros. Tudo assim, bem simples e verdadeiro. Sem poesia, meio seco, no que é. Não são relações imaginárias, sentimentos idealizados. Não são personagens de roteiros mal escritos. São amigos. São pedaços de mim.&lt;br /&gt;E depois de dias nublados eis que surge o Sol. Deveriam ser “Sois” já que são mais de um e mais que dois e um pouco mais que três. Não são muitos, mas são os que completam. Não são os melhores, mas são os ideais pra mim. Amigo é isso, formas queridas, travesseiros imperfeitos que acolhem e acomodam nas quedas noturnas em sonhos e pesadelos.&lt;br /&gt;Os amigos despertam esse lado feliz. O lado bom de mim. Meus amigos, mais anjos que amigos, são pessoinhas incríveis que por sorte, destino ou acasos do acaso surgiram na minha vida. Com cada um deles, histórias memoráveis. Longas conversas e intensas discussões. Devo a eles esses suspiros positivos, essa vontade louca de fazer tudo melhor e diferente. Devo a eles o desejo de tornar longo o que aparenta ser curto e irremediável. Devo a eles os bons dias, o brilho do sorriso e a vontade que não para de crescer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amigos, cada um de vocês (e não preciso pontuar nome por nome) é importante e indispensável na minha vida, na nova vida e na caminhada que não termina. Teremos surpresas, boas surpresas, como a agradável festa no mágico casarão. E juntos, bem juntinhos, traçaremos dias tão alegres como aquele. Então, o meu sereno, sincero e emocionado obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115083234614756342?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115083234614756342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115083234614756342&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115083234614756342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115083234614756342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/amigos.html' title='Amigos'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-115047947609959164</id><published>2006-06-16T14:37:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:47:26.113-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Aos que me visitam quando é noite e estou só.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;reio mais no amor. Creio mais nas palavras de amor. Creio nas palavras que exageram e nas palavras que nos faltam. Olhe nos meus olhos e verás que tentei crer com mais força cenas atrás. Hoje sou um substituto de mim mesmo. Um amor substituindo as dúvidas de uma vida.&lt;br /&gt;A luz brilha forte agora e posso mostrar que serei feliz. É um obvio e belo pensamento. Pensamentos bons são óbvios para os que acreditam. Os bons pensamentos são belos para os sonhadores. Então eu devo ser um pouco sonhador e devo crer mais nos desejos das recentes comemorações.&lt;br /&gt;O mundo é novo, a sensação que lhe entrego também. Coisa alguma dita assim com facilidade. Eu vou olhar mais os anjos e sorrir pra eles. Os anjos me visitam sobretudo quando é escuro e é quando sonho, quando acredito e quando quero de verdade. Eles me guiam e me dizem a verdade. Sopram aquela mania de persistir, de tentar até o último minuto. Suspiram tudo o que já sabia e que ainda eram apenas cacarecos desconhecidos. Já não alcanço o futuro mas abraço muito bem o presente.&lt;br /&gt;E nesse novo outono, novos dias de uma vida quase nova, os temores são grandes e o poder do adeus é coisa que persiste. Uma despedida a cada esquina. Uma última vez tímida e secreta, pra não maldizerem do que sinto e assim vou vendo e vivendo esses dias nublados. O frio se estende e percorre as noites quentes, de pele molhada e mal estar intenso. Parece que vai explodir, voar pedaços coloridos por ai, lenços e mais lenços por um olhar apagado.&lt;br /&gt;Mas eu não vou dizer mais, não vou dizer. Não vou mais gritar o que sinto. O desejo é inverso. Eles me chamam mas não posso seguir sem meu coração. Onde ele está? Eu corri e me chamaram de menino mau e agora preciso engolir o castigo que não é castigo. Eles dizem que sabem mas não sabem. São apenas tropeços, similar aos soluços e não posso me embriagar de fúteis soluções agora.Não há mais fáceis caminhos. Uma luz que se apaga, a espera que se faz. De um a um os medos que crescem devem ser engolidos por grandes dragões e anjos com asas enormes e lindos sorrisos de paz e de finais felizes. É fácil para quem crê no amor, nas palavras de amor e que não pensa quando sente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-115047947609959164?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/115047947609959164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=115047947609959164&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115047947609959164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/115047947609959164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/aos-que-me-visitam-quando-noite-e.html' title='Aos que me visitam quando é noite e estou só.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-114965134347969989</id><published>2006-06-07T00:34:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:48:10.161-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas'/><title type='text'>Não sei que título colocar ou a volta pra casa.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ou um prato que caiu e que partiu em muitas partes. Hoje sou isso. Recolho pedaço por pedaço, junto com todo o cuidado do mundo sob os olhares atentos daqueles que me amam. Alguns rezam, outros pedem. Há aqueles que pensam positivo, que desejam, que choram. No fundo querem o mesmo. Querem que não falte um pedaço perdido ao fim desse ritual silencioso e solitário. Temem. Sofrem uma dor sutil com meus gestos lentos já que nada podem fazer. Só eu e tão somente eu posso juntar os meus.&lt;br /&gt;Passo o dia pensando em coisas para escrever e acabo no oposto. O que sinto é sempre mais forte. O momento pede para ser revelado no meu ritmo. Eu já sei que o mundo é bem mais que o que vejo pela janela. O som pode ser mais que silêncio. Pode ser Cat Power cantando &lt;em&gt;I found a reason&lt;/em&gt;, não sei o significado, e ainda sim é linda como sorrisos de anjo e como a graça do anjo que me apresentou.&lt;br /&gt;Os dias estão assim, entre sorrisos e lágrimas, entre o peito aberto e a cara virada. Descontrole emocional e aprendo que lidar com as pessoas é mais difícil do que imaginava. Lidar comigo também é fácil tarefa, sobretudo nessas horas de desespero. Creio que não há justificativas para isso, mas cresce a necessidade de entender esse mistério no meu colo. Esse novo filho, nova vida, novo amigo escondido dentro de mim. Por onde queres me levar? O abraço e parece estar tudo bem. Me encho de vida e a vida se encarrega de seguir, mas será assim tão fácil?&lt;br /&gt;Tudo tão nítido e tudo tão escondido. Vivo agora me revirando em opostos próximos. Antes eram rimas mal rimadas, agora são os opostos próximos que fascinam. Coisa doida e ao mesmo tempo cheia de sentidos. As palavras são geralmente as mesmas. Culpa do limitado parque de diversões e ainda assim consigo nessa brincadeira subjetiva falar o novo sem perder o gosto da repetição exagerada. Mas são doces palavras e ainda que repetidas são boas companheiras, com elas realmente sou menos só. Só como deveria.&lt;br /&gt;Queria que fosse uma desilusão amorosa ou uma vaga de emprego que se perdeu como a meses atrás. É mais do que isso e assim a mudança agora é inevitável. Naqueles dias de esquisitos prazeres e falsas mudanças, fui sincero e escrevi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;“Mãe e pai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes agradeci a vocês por tudo o que fizeram por mim. Escrevi cartas para quase todos e não escrevi para vocês. E se escrever é a forma que encontrei de dizer com mais sinceridade das coisas que sinto, é então o momento de escrever para vocês.&lt;br /&gt;É um dos momentos mais importantes da minha vida e assim da vida de vocês também. Hoje ou amanhã posso receber a noticia que mudará os rumos dos meus dias. Devo a vocês esse momento. Resultado dos anos de estudo, das broncas, dos erros e dos acertos de vocês.&lt;br /&gt;Agora passa aquele filminho. O pai me pegando no colo e dizendo: “amanhã você vai pra escola!” e de você, mãe, dizendo nos momentos mais difíceis, ainda que de boba dificuldade, que tudo sempre acaba bem mergulhado no seu abraço com cheirinho de confort.&lt;br /&gt;Espero ter honrado todo esse esforço. Sei das decepções que causei nos meus tropeços todos. Não ser o filho que vocês esperavam, de não encher a casa de pequeninos que os chamariam de vovô e vovó. Perdoem a minha ignorância quase que constante, falta de paciência, cara feia e conta de telefone alta.&lt;br /&gt;O tempo passou e eu cresci. Tenho saudades do tempo em que era criança e ficava vendo o pai desenhar. Que máximo! Meu pai fazendo desenhos só pra mim! Adorável. E lembro da mãe rindo alto, daquela risada só dela, das noites de verão ao som de Simple Red. Vou levar esses pequenos detalhes para sempre comigo. E já sinto, com dolorosa antecedência, o dia que vocês forem embora. Vou ficar meio só, mas do que sinto nesses dias. Sei que não entendem dessa minha insistência doida de viver em par e encontrar alguém, mas é porque sei que vocês se vão e não quero ficar só. Quem é que vai me abraçar e dizer que ninguém merece minhas lágrimas quando você não estiver aqui, hein pai?&lt;br /&gt;E mãe, eu não falo muito, tentarei com mais freqüência, mas reconheço tudo o que você faz por mim todos os dias. Desculpa algumas grosserias, fico indignado ao ver o quanto você se maltrata, não acha que já tem muita gente fazendo isso por você e com você?&lt;br /&gt;Pode ser que não seja dessa vez, tentei. E se eu ficar mal não se preocupem, vou ficar bem. Mesmo porque aprendi com você, mãe, que tudo sempre acaba bem. E assim, tudo vai ficar bem.&lt;br /&gt;Obrigado por tudo.&lt;br /&gt;Eu amo vocês!&lt;br /&gt;Beijos”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Entreguei a carta. Provoquei algumas lágrimas. A tal mudança não aconteceu. Hoje eu sei que essa carta é guardada por eles como algo muito valioso.&lt;br /&gt;A mudança veio de outra forma. Inesperada, sem cartas. A sensação porém é boa. Voltar para casa sem nunca ter partido. Comecei a reaproximação com essa carta e hoje estou de volta do lugar do qual nunca deveria ter saído.&lt;br /&gt;Assim que colar o último pedacinho, novos sorrisos, novos prazeres, muitas desculpas. Serão dias lindos e inesquecíveis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-114965134347969989?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/114965134347969989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=114965134347969989&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114965134347969989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114965134347969989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/no-sei-que-ttulo-colocar-ou-volta-pra.html' title='Não sei que título colocar ou a volta pra casa.'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-114936033300863157</id><published>2006-06-03T15:44:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:48:50.882-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>Placas de carros me fazem feliz!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;everia abolir o carro. Adianta evitar os elevadores e as escadas preguiçosas se depois eu me enfio dentro do carro? É mais prático, mas porque sempre fazer o que é mais prático? O prático é um senhor chato, calculista, frigido e perfeccionista! Não! Esse é meu tio Oswaldo. Se bem que ele é bem prático. Carros poluem, entopem nossas goelas, sujam os pulmões, nos estressam, quebram, provocam acidentes, são caros pra manter, seguro pra pagar, gasolina pra andar, em fim, carro não é nada prático.&lt;br /&gt;Procuro me divertir no trânsito. As crianças do carro da frente sempre me deixam sem graça, sobretudo quando abusam dos gestos obscenos. Mas geralmente são caretas, sinais de positivo, risos descontrolados, ai não tem jeito. Baixa o tio palhaço em mim e estou lá, em plena Marginal, animando a garotada do carro da frente. Talvez eu devesse pensar nisso, recreação infantil! Gosto de crianças e elas podem gostar de mim. Será?&lt;br /&gt;Poderia estar sofrendo agora. Chorando ao volante, sendo um bom exemplo de como é triste ser adulto. Que ser adulto é conviver com noticias ruins, ver o lado bom delas, sorrir quando tudo diz não. Ser adulto é viver se acostumando. Acostumar com a infância que passou, com os problemas, os vírus, o trânsito, a poluição, os idosos varrendo as ruas, tenho que me acostumar com tudo isso e ainda sorrir. Então penso que ser adulto é viver em constante estado de consciência. Saber tudo e saber tudo faz tanto mal, tanto mal como a fumaça desse caminhão velho. Por um momento eu ainda queria ser as crianças do carro da frente. Não saber nada mesmo procurando todas as respostas. O meu problema seria o álbum de figurinha incompleto, o Fabinho que parou de falar comigo, o fígado que mamãe quer que eu coma, a lição de casa que não fiz ou o aparelho dos dentes que escondi pra não usar.&lt;br /&gt;Mas sou adulto e devo lamentar menos. Afinal, meia hora preso num elevador, duas horas preso num trânsito é tempo suficiente pra pensar nisso tudo e pensar que ainda posso ser um pouco criança, me acostumar menos, saber menos e me divertir mais.Eu gosto de formar palavras com as letras das placas. Vamos ver. HRZ2672. Os números esquece, já viu número servir pra alguma coisa? Dinheiro que falta, minutos que a pessoa atrasa, mortos nas estradas, tudo é número! Mas letras é comigo! Pego HRZ e formo a palavra HoRiZonte! Com GRS eu formo GiRaSsol! ETR e formo EsTRela, ABT AbacaTe, CRT CaRTA, VIT VITória ou VITrola ou VIsTo. Assim vou brincando como criança. Formando palavras, pensando nelas, passando tempo que por vezes custa passar. Coisas bobas, prazeres fartos. Viver requer exatamente isso, um pouco de tudo e um pouco de nada. Coisas transbordando em aparentes coisas vazias. Viver são pequenos detalhes e grandes reflexões. Quanto será que vale esse meu carro?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-114936033300863157?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/114936033300863157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=114936033300863157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114936033300863157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114936033300863157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/placas-de-carros-me-fazem-feliz.html' title='Placas de carros me fazem feliz!'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-114927733102270004</id><published>2006-06-02T16:39:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:49:28.637-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>"Strani"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão vou mais dizer aquelas palavras ásperas alucinadas. Metralhadora descontrolada de sinceridades doidas e pouco revisadas. Nesses novos dias, nesse primeiro outono de minha nova vida, as palavras devem ser doces e simples. Se as luzes que entram, são as luzes vivas de meus olhos, se há um novo caminho para novas vidas, não posso perdê-la nas palavras malditas.&lt;br /&gt;Pensei em tanta coisa. Pára-raios, palavras compostas, velhas tartarugas, eleições, amizades, sentimentos exacerbados, Jean-Paul Satre. Pensei em tanta coisa e ao fim não pensei em quase nada. Os dias são assim, intervalos de tudo e de nada. Uma brincadeira de inventar o futuro, sonhar acordado, imaginar lugares, pessoas e situações. Um projeto audacioso de querer, de querer mais aquilo que se desconhece, como muitas das coisas que penso e que não penso a fundo.&lt;br /&gt;As músicas repetem porque me agradam, ajudam nesses dias lentos. Ensaio declarações de amor e vejo o avião passar lá em cima. Posso estar nele se quiser, fugir daqui, ter a certeza que estou ao lado de quem me faz tremendo bem. Não há como sentir medo diante de tamanho querer, de tantos sentimentos bons de todos os lados. Uma boa hora pra me situar nesse louco mundo e chorar feliz com o que conquistei.&lt;br /&gt;Um segundo parto. Uma vida velha, orgulhosa, que fica para trás. O volume dois que se inicia, vida para reaprender a viver. Amores, tornozelos a me arrepiar. A vida se abre misteriosa nessa nova oportunidade de ser quem se é com esse adicional de vida transbordando pelo peito do recém nascido no mesmo outono de antes.&lt;br /&gt;Tudo o que se pode aprender é isso. Verdade latejada, machuca e faz ferida. Que acaricia mais do que agride. Dá mais do que tira. É uma felicidade estranha, ainda sim é uma felicidade.&lt;br /&gt;Fico aqui, vendo Sessão da Tarde, entre um biscoito e outro a espera do grande dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-114927733102270004?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/114927733102270004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=114927733102270004&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114927733102270004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114927733102270004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/strani.html' title='&quot;Strani&quot;'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-114918585541159922</id><published>2006-06-01T15:16:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:50:18.665-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucos'/><title type='text'>Pessoas felizes sobem escadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ai feliz do consultório do infectologista. Muitos me chamariam de louco mas é exatamente assim que me sinto: feliz! Querem que eu acredite que era o fim da linha pra mim? Não! Agora é que quero viver. Nesse tempo certo-incerto que foste desde sempre e que agora surge pra mim como um desafio bom de querer pessoas boas e bons momentos.&lt;br /&gt;A doença não pode ser maior que esse desejo. E se todo desejo é um desejo de morte eu vou dar uma de chato e de pirraça vou inverter tudo. Meu desejo é um desejo incontrolável de vida! Vai ser assim, só pra atrapalhar o processo. Pra fazer diferente. Só de pirraça vou teimar. Vou teimar de viver tudo de uma vez. Dormir e no dia seguinte, viver tudo mais uma vez. E quando me cansar, ainda cansado, viver mais e mais e mais e mais.&lt;br /&gt;Portanto, tudo diferente daqui pra frente. Chega de lágrimas e lamentações. Quando eu sair desse elevador o mundo, ah mundo, vai conhecer o novo vivente alucinado que irei me tornar. Em poucos instantes vou ver o sol, as pessoas, as bancas de frutas, os brancos dos olhos, o azul do céu, o verde dos canteiros, tudo vai ser mais, mais que tudo isso, mais que palavras bonitas ou acasos dessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O elevador pára.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que? O elevador parou? Logo agora! Alguém me tira daqui! Tenho uma vida pra viver! Ninguém me ouve. Que situação! É só ficar tranqüilo. Respirar uma, duas, três vezes. Logo alguém me tira daqui. Socooooorro! Eu tô preso no elevador! Alguém me ajuda! Como ninguém me ouve? Parece até coisa de filme. Já sei! O botão de emergência! Apertei! Agora é esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;10 minutos depois&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou sentar um pouco. A essa hora eu estaria sorrindo para o Sol, para as pessoas na rua, afagando cachorros pulguentos, mas estou aqui, preso nesse elevador prateado. Eu até gosto de prata, parece aquelas latarias espaciais que dizem que leva o homem pro espaço. Que coisa mais ridícula! O homem na lua. Porque devo acreditar nisso? Não se consegue achar cura para doenças, não se consegue acabar com a fome, com as guerras, nem bloquear celular nos presídios conseguem, mas ir na Lua? Ah, ir na Lua é como ir em Ferraz de Vasconcelos! Um pulinho.&lt;br /&gt;Agora que eu percebi. Elevador é coisa de preguiçoso! Bem, eu pelo menos fui bem preguiçoso, o consultório era no segundo andar. Por dois lances de escada eu estou aqui, preso. Igual a escada rolante. Há coisa mais esquisita do que um monte de gente numa escada rolante? E não contentes, inventaram a esteira rolante. Tem lá no Frei Caneca e vi pela televisão que tem no Congresso também. Tão coisa daquele desenho dos Jetsons.&lt;br /&gt;Nessa nova vida nada de preguicites. Se o compromisso for até o quinto andar, escada. No shopping, escadas convencionais. Ir para o trabalho de bicicleta. Acordar mais cedo e caminhar no parque. Consigo até sentir o gosto dessa nova vida saudável.&lt;br /&gt;Tudo muda e nada muda. Será assim mesmo? Muda o querer. Muda os sentidos, as impressões, o sensível torna regra de vida bem vivida. Parte antes negada, escondida longe da batida forte do coração cansado de mesmices. Dor poética perdida na escavação dos sentimentos escondidos dentro de si. Uma metade separada, deixada ao relento, abandonada como coisa imprestável e que agora retorna bondosa perdoando seu desertor sofrido.&lt;br /&gt;O que não faz meia hora no elevador? O que não faz um pequenino vírus da morte que nos devolve a vida? É como no Vilarejo da música que toca na rádio. Lá é primavera e as portas e janelas ficam sempre abertas com flores enfeitando vestidos. Minha vida agora está aberta. Areja vento bom. Dias de sorrisos na terra de heróis. Tudo colorido, tudo em desordem e em perfeita ordem. O tempo espera. Os caminhos, os destinos, verdadeiros amores debruçados nas nuvens de algodão nos dias claros dessa nova emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O elevador desce. A porta abre e dezenas de pessoas observam o homem que se abraça dentro do elevador. Ele se levanta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Isso é felicidade. Sabem? Agora deixa eu ir que eu tenho alguns sorrisos pra sorrir. Ah! Pessoas felizes sobem pela escada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todos entram no elevador que sobe sem problemas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-114918585541159922?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/114918585541159922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=114918585541159922&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114918585541159922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114918585541159922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/06/pessoas-felizes-sobem-escadas.html' title='Pessoas felizes sobem escadas'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-114885117972028063</id><published>2006-05-28T18:18:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:51:07.079-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>As pêras e as maças de mamãe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;inha mãe cozinha uma pêra e duas maças pequenas com açúcar. O pai me olha com atenção. Teme por mim. Os cachorros correm frenéticos, brincam, pulam de um sofá a outro. Paco me olha fundo nos olhos, abana o rabo duro e pede um abraço.&lt;br /&gt;Sinto o cheiro doce da pêra e das maças que cozinham. Dica da Camila aperfeiçoada com o toque do meu anjo em forma de mãe. É assim nesses dias que deveriam ser tristes. Apenas deveriam. Estranha sensação de paz, de dias inesquecíveis da minha infância, onde Cowboys and Angels e Freedom, ambos de George Michael, um dos preferidos de mamãe, dividiam os dias quentes com o cheiro de coentro no feijão e a casa sempre cheia.&lt;br /&gt;Eu fico indo muito lá na infância. É uma referência boa. Gosto de voltar lá, viver um pouquinho aqueles dias, ver o quanto envelhecemos com esse tempo que insistiu em passar, e que mesmo assim nos faz unidos como sempre.&lt;br /&gt;Começa a novela. Nunca subestime o poder de uma novela. Algo barato, beirando a um produto industrial para um “intelectualóide bobo”, mas é muito bom o momento em que juntos, eu, meu pai e minha mãe, rimos e definimos os rumos das tramas. Nos une ainda mais. Nos faz felizes unidos no sofá verde e bege.&lt;br /&gt;É disso que precisava, meus pais. Viver mais perto. Pra que cruzar o mundo atrás de pessoas fascinantes se tenho duas aqui, do meu lado o tempo todo? E o aniversário está chegando, a Copa também. Não vejo a hora. Sempre gostei do abraço do meu pai no dia do meu aniversário e do olhar da minha como quem diz: “foi nesse dia...”. E a Copa? A Copa é uma tradição aqui em casa. Vai ser mais alegria para esses dias meio nublados. Pipoca colorida, bolo de fubá, o verde e amarelo pra todo lado. Vai ser bom gritar gol ao lado deles.&lt;br /&gt;Eu sei que é tudo confuso. Não sei o que será daqui para frente. Ainda não sai lá fora, não vi as pessoas. Algo dentro de mim diz que nada vai mudar. Mas que estranhamente vai mudar pra melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-114885117972028063?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/114885117972028063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=114885117972028063&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114885117972028063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114885117972028063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/05/as-pras-e-as-maas-de-mame.html' title='As pêras e as maças de mamãe'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24187561.post-114875955184073209</id><published>2006-05-27T16:51:00.000-03:00</published><updated>2007-02-16T15:52:02.377-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesmices'/><title type='text'>Ainda não sei o que dizer...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ra suspiro doce que fazia o tempo passar como deve ser. Sorrisos felizes escondidos debaixo da mesa em dias sem fim. Uma infância quase inventada, desenhada com giz de cera espalhado pelo quintal. Pequenos estranhos, logo, grandes amigos correndo nas aventuras imaginárias de crianças mágicas que sabiam viver sua ingenuidade até o sol se por.&lt;br /&gt;Ontem pensei nos suspiros da Dona Isma, na mesa da minha vó, naquela menina que nem sei o nome e bateu forte e dolorida a saudade daqueles momentos que não voltam mais. Cria-se um mundo que nos cerca e que nos segura embalado em seus braços enormes. E protegido segui até o suspiro não ser mais doce, até pedir sobrenome para receber meus cumprimentos, depois que minha avó partiu para outros lados.&lt;br /&gt;E o mundo para um desprotegido é assim, uma imensidão de coisas novas que ora nos assustam ora nos possuem. Um vagar pela verdade, entre a realidade e a dor de toda essa vida. Um sentimento de ser dono de si e não ser dono de nada. Um abandono estranho, pois ser deixado por seus brinquedos não pode ser tratado como abandono.&lt;br /&gt;Meu problema foi crescer rápido demais. Mas não chore por isso não, não lamento esse impulso que nos tira aquele ar típico de pessoas de baixa estatura que se melecam com doces, se lambuzam na terra e choram por aquilo que deve ser seu mas que algo os impede de ter.&lt;br /&gt;Crescido, bicho desprotegido, busca essa parte perdida antes completa por suspiros e giz de cera em amores. Amores imitados, vomitados, dilacerados, mágicos, únicos e repetidos. Busquei nos outros o que estava vivo em mim. Passei minha vida sofrendo por outros, é a primeira vez que sofro por mim.&lt;br /&gt;É o melhor, sofrer por mim. Assim num tempo próximo, sem brinquedos, amáveis estranhos e mesa da vó, eu posso amar a mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24187561-114875955184073209?l=apartamentoazul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/feeds/114875955184073209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24187561&amp;postID=114875955184073209&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114875955184073209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24187561/posts/default/114875955184073209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apartamentoazul.blogspot.com/2006/05/ainda-no-sei-o-que-dizer.html' title='Ainda não sei o que dizer...'/><author><name>Claudio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_av77IWmVHuE/SJfJYKpHfoI/AAAAAAAAAeQ/nxyQPxtx7wM/S220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
